Que rica vida…


oanonimoanonimo,

É claro que eu não me sentiria muito confortável se visse o nosso primeiro-ministro a andar por aí com uma roupinha mal-amanhada, que se deslocasse ao estrangeiro com um ar pindérico e, assim, nos envergonhasse a todos. Mas tudo deve ter o seu equilíbrio. E confesso que não me agrada nada saber que o nosso primeiro-ministro – o PM deste país sempre à beira do precipício – é cliente regular de uma das mais caras e exclusivas lojas de roupa do mundo, em Beverly Hills, onde só entra um cliente de cada vez, com hora marcada e todo o staff de empregados à sua disposição. 

 

Discurso elegante


oanonimoanonimo,

Manuel Pinho já nos habituou as umas tiradas espantosas. A de hoje é uma verdadeira pérola e um exemplo de elegância no discurso político:

«O ministro da Economia, Manuel Pinho, disse hoje que o deputado e cabeça-de-lista do PSD às eleições europeias, Paulo Rangel, "tem de comer muita papa Maizena para chegar aos calcanhares de Basílio Horta", a propósito da polémica sobre o programa Vasco da Gama.».

 

O meu lado da cidade


oanonimoanonimo,

A propósito do debate que por aqui vai sobre as cidades, lembrei-me deste post, que escrevi em 2007, n’O Anónimo. Talvez ajude a perceber melhor a "tese".

 

 

 

O meu lado da cidade tem casas velhas e lojas fechadas, ruas estreitas, irregulares, passeios descuidados e fiscais da Câmara acoitados nas esquinas, perversos, à espera que transborde o tempo do parquímetro, dois minutos ou três, e já está!, mais um grampo e um reboque e umas dezenas de euros que voam, não que eu tenha razão de queixa, que já sei que sou de azares e, por isso, a moeda sempre a tempo nos dias, que são poucos, em que não ponho na garagem do Bonjardim. O meu lado da cidade tem cafés razoáveis e outros que são maus, eu prefiro os que são maus, não só porque estão mais perto, mas porque a gente habitua-se a ir onde é mais perto, onde as empregadas nos tratam por meninos e por meninas, quando não é Olá môr, o que vai ser?, e um sorriso, e até podemos ficar a dever, coisa que me acontece muito porque ando sempre sem dinheiro e depois vai lá a Dulce pagar. E entram os empregados das mercearias vizinhas, e as vizinhas das lojas do lado, e somos todos conhecidos e trocamos os jornais do dia e uma conversa ligeira, que eu estou sempre a acelerar, não porque tenha menos tempo que os outros, mas porque trato pior o tempo, coisa que nem sempre se percebe, mas é mesmo assim. Trato-o pior. E não me peçam para explicar, porque então isto deixava de ser um post e passava a ser uma dissertação, coisa que, como já perceberam, não joga muito comigo, sobretudo quando me ancoro no meu lado da cidade. Neste lado onde vejo vendedoras esporádicas de hortaliças, de peixe, de meias e do que calha, olho na banca e outro na polícia, gente de ar cansado, dia mau no Bolhão (penso sempre), quase da idade dos prédios devolutos, e também há o pedinte, que vem pouco, que não fala, mas que faz um silvo que honestamente me irrita, até porque o ouço mesmo quando estou no escritório e ele se planta na entrada. Há muito menos pessoas na rua do que há uns anos, garante o Sr. Fernando, e ele sabe, porque a coisa reflecte-se no que avia o café, e as prostitutas de rua do Bonjardim, logo ao lado, também sabem, o que as faz mais afoitas, imaginem lá que em tantos anos nunca me abordaram e são sempre tão simpáticas e educadas, nunca foram além de me pedirem um cigarro e um dia destes uma novata disse-me Então, querido, vamos p’ra pensão? e eu olhei-a e ri-me com um riso que não era sobranceiro era apenas de distância e ela percebeu e ofereci-lhe um cigarro que ela aceitou e acendi-lho e fui andando, a pasta castanha bamboleante, os passos firmes até ao carro, o cabelo que não abunda a agitar-se. E eu a amainar. O telemóvel ligado ao auricular, os telefonemas para a família e para os amigos, o trânsito que já está menos porque saio tarde. Atravesso a cidade para o outro lado. Para o lado onde os anúncios são mais neon e as ruas mais bem tratadas e os doutores usam fatos mais formais e onde os prédios são mais vistosos e espelhados e onde as prostitutas são menos visíveis e parece que são mais caras e não se plantam nas ruas, é coisa mais sofisticada e de recato, coisas que nem sequer se imaginam, é o que me dizem, que eu não sei, porque elas são menos visíveis e eu sou um bocado distraído e não me meto na vida dos outros. Quando ando mais descontraído e o dia é de rotinas, faço o trajecto da rotunda Boavista normalmente, rumo à Ponte da Arrábida, direitinho, o que não é assim tão simples quando ando em stress, porque aí, é sagrado que dou duas ou três voltas à rotunda até que desperto e sei que o caminho é aquele para o meu subúrbio de Gaia-mesmo-na-ponta-da-Afurada, que a outra nem conheço, mas devia, eu sei que devia, por todas as razões entre as quais porque a nossa terra é também aquela que nos acolhe, como me acolheu o Porto adolescente e depois Coimbra e depois o Porto e depois a Póvoa de Varzim e depois Gaia, como se eu fosse um cigano-oriundo-do-Marco-com-um-pé-no-Marco, porque um gajo como eu não se esquece de onde é. E não se deslumbra, é como é – assim.

Tese (contra-a-corrente) para animar uma cidade


oanonimoanonimo,

O retrato de Lisboa que Pedro Correia traça abaixo não é um exclusivo da capital – passa-se o mesmo em todas as nossas grandes cidades. Há quem garanta que a forma de inverter a desertificação dos centros urbanos passa por dificultar o acesso automóvel. Discordo – os centros urbanos precisam é de mais automóveis. Mas antes que desatem a gritar de indignação, permitam-me que explique a tese.

Os grandes centros urbanos foram construídos numa altura em que não havia automóveis. Logo, as habitações foram construídas sem garagens. Hoje, praticamente, todos têm automóveis e, por não terem onde guardá-los, os habitantes dos centros rumaram à periferia, onde as casas têm garagens, com elevadores quase directos para as suas habitações, permitindo transportar confortavelmente as suas compras que confortavelmente adquiriram em confortáveis centros comerciais, com escadas rolantes e parqueamento gratuito. No entanto, muitas destas pessoas que se deslocaram para a periferia continuam a trabalhar nos centro da cidade e, por isso, vêem-se obrigadas – ou habituadas – a ir trabalhar de automóvel, entupindo as ruas, pagando preços exorbitantes pelo estacionamento, porque, entretanto, tiveram que deixar os filhos na escola, tudo muito pouco compatível com os transportes colectivos.

Vejamos um exemplo: eu trabalho na Baixa do Porto e vivo em Gaia, junto à Ponte da Arrábida, onde há autocarros, mas não há Metro. Logo, sou um dos muitos que todos os dias se deslocam de automóvel para a Baixa, até porque nunca sei se vou precisar dele para uma deslocação não prevista.

Ora, se na Baixa do Porto houvesse habitações com garagem, haveria cafés abertos até tarde, esplanadas e estabelecimentos com horário de centro comercial e, por certo há já muito viveria perto do meu escritório. E, aí, no dia-a-dia, circularia a pé entre casa e o escritório. E, aí, seria um dos muitos milhares que ao fim do dia daria vida a artérias que, agora, são desertas, com os seus cafés fechados e com a sua insegurança.

Entendamo-nos, pois: a ideia não é tirar os automóveis da baixa – a ideia é que a reabilitação urbana arranje forma de criar condições para que os automóveis possam estar lá e não precisem de ser utilizados. Os quintais abandonados no miolo dos quarteirões permitem criar as garagens que tornariam os centros muito mais apetecíveis. 

E convém andar depressa, antes que os escritórios e os estabelecimentos sejam obrigados a fechar por falta de clientela e porque é desconfortável ir ao centro da cidade. E, então, nem automóveis, nem pessoas – apenas um imenso deserto a qualquer hora do dia.

Os “repetidos” e os “dificílimos”


oanonimoanonimo,

Quando era miúdo, um dos meus passatempos era coleccionar cromos da bola, numa caderneta que dava direito a prémio quando completa. Trocava os "repetidos" – os que estavam sempre a sair – com os meus amigos e havia os "dificílimos", aqueles que raramente saíam e que, praticamente, inviabilizavam o prémio. Por vezes, trocávamos os "dificílimos" por uma série de "repetidos", sempre no afã de completar a caderneta e ganhar a bola brilhante que o estabelecimento ostentava. Leio, agora, que a PSP se prepara para lançar uma variante dos cromos, só que agora já não da bola, mas do crime. Lê-se, no JN, que várias esquadras do país estão a impor "números-base" de detenções a fazer até ao fim do ano.

Estou a ver os polícias:

–  Então, já detiveste este?

– Ora, esse é "dificílimo". Mas tenhos alguns "repetidos" para a troca…

– Ora, esses toda a gente detém…

– Troco 10 "repetidos" por um "dificílimo".

– Bem, deixa-me pensar…

(Palpita-me que todos vão completar a caderneta. Porque, neste jogo, os "repetidos" valem tanto como os "dificílimos"…)

Da liberdade ao caminho enlameado


oanonimoanonimo,

O 25 de Abril tornou-se tão consensual, que deixou de ser apenas património da esquerda, por muito que a esquerda seja tão ciosa do feito e reivindique a sua exclusividade. Logo, também não pode ser a esquerda a única culpada pelo estado a que se chegou. Porque, queiramos ou não, as liberdades voltam a estar ameaçadas, a nossa sobrevivência individual e enquanto Nação volta a ser questionada, as conquistas obtidas têm muito mais de formal do que de substancial, andamos quase todos novamente cabisbaixos, a esperança de tempos melhores vai-se perdendo. Se os mais velhos vivem, ainda, marcados pelo salazarismo, a minha geração talvez viva marcada pelos anos da balbúrdia, pelas histórias mal esclarecidas do pós-Abril (que condicionam muito mais do que se julga, pelas conivências e cumplicidades que então se geraram em actividades ilícitas, com a aparência de luta política e que ainda hoje perduram). Há, por outro lado, uma geração de políticos que foi formatada na má escola das juventudes partidárias, para quem o poder é um fim, e que está agora na ribalta e não augura nada de bom. Culpa da esquerda. Culpa da direita. Culpa de todos nós, certamente, que em vez de tanto celebrarmos Abril, talvez devêssemos fazer um pouco mais de Abril todos os dias nas pequenas e nas grandes coisas. Mas isso sou eu a dizer, que não percebo nada do assunto.

 

(texto ligeiramente retocado)

Quando a esposa atrasa o jantar


oanonimoanonimo,

Foi há mais ou menos uma semana, éramos cerca de 40 para jantar, o motivo não interessa, chegaram quase todos a horas e, uma hora depois, ainda estávamos todos de pé. Questionei a anfitriã sobre os motivos por que não nos sentávamos e ela, com ar maroto, explicou-me que faltava ainda um casal. Momentos depois, foi o marido dela quem voltou à carga. A resposta foi um pouco mais aberta, sorridente: pegou no telemóvel e leu um sms que dizia mais ou menos isto: "Nós vamos – F e esposa!" Também me ri, mas foi porque me lembrei do que diria o João Carvalho se ali estivesse ao ouvir a palavra "esposa". O marido saiu a rir, eu não percebi nada, ela continuou com ar maroto, decidiu telefonar ao F. e foi-me contando que havia um problema, que a esposa de F. estaria vagamente aborrecida e que talvez não viesse, mas que o F. estava a chegar. Chegou pouco depois o F.. Não o conhecia de lado nenhum, teria menos de 40 anos e fartou-se de dar explicações em surdina. Não as ouvi. Decidimos, então, jantar. Confesso que já estava um bocadinho farto da espera, até que chegou a "esposa" do F.. Chegou a "esposa", sussurou-me a anfitriã, agora com ar de gozo pela minha cara de espanto. E voltei a lembrar-me do que diria o João Carvalho se ali estivesse. É que a esposa era um gajo…

PSD(V) afunila


oanonimoanonimo,

O PSD (V) confirma Paulo Rangel como cabeça-de-lista ao Parlamento Europeu. Sem desprimor para o líder parlamentar, acho que Marques Mendes teria sido uma escolha mais acertada. Teria mais impacto e seria mais abrangente. Paulo Rangel é uma escolha que afunila.

Anatomia do crime


oanonimoanonimo,

 

Há dias, num alargado grupo de amigos, a conversa descambou para a criminalidade em Portugal. Atirava-se a estatística. Nenhuma hipótese de chegar a um consenso. Os números davam para tudo, dependendo da vontade quem os lia.

Não sendo um especialista da matéria – ninguém ali era – achei que não estavamos a tocar o ponto importante: o número de crimes será sensivelmente o mesmo em cada ano da última década, com pequenas variações. O problema é que o figurino do crime se modificou drasticamente.

Se bem repararmos, são cada vez mais raras as notícias dos homicídios "tradicionais", aqueles que têm a ver com a honra, as partilhas, o uso da água, as demarcações dos terrenos. Este era o tempo em que quem se "metia nelas" arriscava-se.

Contudo, são cada vez mais insistentes as notícias dos homicídios "modernos". Nos tempos que correm, já não é preciso que alguém se "meta nelas" para arriscar cair baleado. Basta andar de carro e resistir a um carjacking; basta estar numa bomba de gasolina no momento errado; basta ir ao banco em hora de assalto; basta estar em casa e ter um gesto mais suspeito perante os assaltantes.

Antes, o crime violento era uma forma de lavar a honra ou de salvaguardar a propriedade. Um impulso que, mais tarde, trazia arrependimento. Era o tempo em que o homicida não reagia quando perante a autoridade. E assistia ao seu julgamento de cabeça baixa.

Agora, o crime violento é um modo de vida, calculado, organizado em bando que age com frieza e não se arrepende, porque não distingue o bem e o mal e não se ensaia nada em disparar contra a autoridade. E que encara os seus julgadores com a arrogância de quem sente que detém o supremo poder de ditar quem vive e quem morre.

Mais do que concluir se há mais ou menos crimes violentos, o que importa é perceber que o crime mudou. E que exige novas respostas. Antes que se torne ingovernável.

 

P.S.: Na altura, fundamentei o meu ponto de vista na experiência de quem anda pelos tribunais. Mas esta notícia parece confirmá-lo.

 

 

O que diz Souto Moura


oanonimoanonimo,

Convém ler esta notícia e tirar dela as devidas conclusões. Souto Moura diz que teve alguma culpa no que correu mal no processo Casa Pia; diz que o resto da culpa – maioritária – é de grupos que têm poder; diz que se não fosse a comunicação social não se teria ido tão longe; e diz que, no fim, haverá dois condenados: ele próprio e Bibi. Aplique-se esta receita ao que por aí anda e talvez tudo se perceba melhor.

A triste paróquia de Tavares


oanonimoanonimo,

Gastei parte da minha vida profissional – e nem só – a comer o alcatrão das estradas, pelo interior do país, para defender jornalistas acusados de crimes de difamação através da imprensa. Aprendi muito com esses processos. E – sem falsas modéstias – creio que também houve pessoas que moveram esses processos, que os acusaram e que os julgaram que aprenderam alguma coisa comigo.

Vindo do jornalismo para a advocacia, com um trajecto jeitoso no banco do réus enquanto imputado criminoso do sector, com a matéria estudada em noites sem horas, acho que consegui desfazer alguns dogmas instalados. E, sobretudo, ajudei a perceber que o tempo da imprensa paroquial, dos casamentos e baptizados, dos jornais alimentados com os feitos dos tubarões locais estava acabado. Que o tempo de liberdade era também o tempo em que os actos ilícitos dos tubarões locais deviam ser escrutinados pela imprensa.

Nos grandes centros urbanos e com os grandes órgãos de comunicação social, esta questão já nem se colocaria. Mas, nos meios pequenos, onde os poderes se confundem, com jornais a tentar florescer, com jornalistas corajosos e dispostos a cumprir a sua função (com erros, claro, com erros…), a tarefa era ciclópica. Dizer mal no jornal do senhor doutor, valha-me Deus! E, então, se fosse de um senhor doutor ligado aos tribunais, valha-me Deus, outra vez!

Como facilmente se imagina, coleccionei inimigos. Alguns que irão, seguramente, perseguir-me a vida inteira. Outros, que acabaram por perceber, se não o papel dos que defendi, o meu papel. E também coleccionei o respeito de muitos que enfrentei, numa ou noutra posição, porque sentiram que, no fim de contas, eu apenas andava por ali a defender, convictamente, a liberdade de expressão. Outra vez sem falsas modéstias, vivo com a sensação – mesmo que não seja verdade, deixem-me pensar que é assim – de que contribuí para que os limites da liberdade de imprensa se alargassem. Como têm alargado.

Pensei, honestamente, que este era caminho sem retorno. Parece que não. Leio que José Sócrates move processo contra  o colunista João Miguel Tavares. Sente-se difamado. A única conclusão possível é que Portugal – o país moderno, das novas tecnologias – retrocede ao nível da triste paróquia do interior que ajudei a combater. 

 

(Não conheço João Miguel Tavares de lado nenhum, que não seja das suas crónicas. Mas se ele precisar de uma testemunha, pode contar comigo)

País de névoas


oanonimoanonimo,

O episódio da nomeação de Domingos Névoa para presidente da Braval – empresa intermunicipal, cujo accionista maioritário é a Câmara de Braga – revela, de forma impiedosa, o estado da Nação. Obviamente, tudo isto só é possível pelo clima de impunidade que por aí grassa, quando se trata de caça grossa. Que se inquietem, pois, os pardais.

Névoa, condenado em primeira instância na pena de multa simbólica de cinco mil euros, por corrupção activa, deve estar a achar piada à situação. Mesquita Machado, edil de Braga, ilibado na sequência de atabalhoada investigação da PJ sobre o seu inexplicável enriquecimento – e o da família -, também deve rebolar-se de riso, perante o débil e ineficaz protesto dos nativos.

Sim: débil e ineficaz protesto.

Fosse este um problema que envolve apenas o PS (ou qualquer outro partido) e talvez houvesse alguma esperança. Mas não é. Névoa não foi nomeado apenas por Mesquita Machado (e pelo autarca socialista de Amares): Névoa teve o apoio unânime dos presidentes social-democratas das autarquias de Póvoa de Lanhoso, Vila Verde, Terras de Bouro e Vieira do Minho, o que deixou Manuela Ferreira Leite a titubear, desesperada.

Ora, como se vê, em política, as solidariedades, quando se trata de defender o quadrado, não têm cor. O sentimento de impunidade também não. Resta o direito à indignação dos descoloridos pardais – parco alimento.

 

Isto não vai acabar bem


oanonimoanonimo,

O Procurador-Geral da República desmente que os magistrados que investigam o caso Freeport estejam a ser pressionados. O Sindicato do Magistrados do Ministério Público garante que sim, e vai fazer queixas a Cavaco Silva. Ora, ou estou a ver mal as coisas, ou alguém está a enganar-nos. Por outro lado, vindo as divergências sobre a matéria do mesmo corpo de magistrados, alguma coisa me diz que isto vai acabar mal.