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José António de Melo Pinto Ribeiro

Passei parte do dia de reflexão a ler os perfis biográficos e brilhantes carreiras de alguns membros do governo alocados no respectivo site oficial, até às tantas me cansar. Encontrei um ministro da Cultura (José António Pinto Ribeiro, lembram-se?) que, a dado passo da sua vida de advogado, pertencia a uma sociedade que se dissolveu, «tendo então constituído uma nova Sociedade de Advogados J. A. Pinto Ribeiro & Associados, com sede na Rua Duque de Palmela, em Lisboa». Achei a informação muito incompleta. Por acaso, alguém sabe o número da porta e código postal?

«Testemunho de um Banqueiro»


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Com este post aqui em baixo, o António Manuel Venda lançou um desafio irresistível nas caixas dos comentários: «mais nomes de escritores cujos livros não consigam ler». Escolhi uma autora da actualidade: Myriam Gaspar. O livro dela que me irrita, João Rendeiro: Testemunho de um Banqueiro, é uma recente biografia de um ex-banqueiro retirado prematuramente.

Para mim, a obra apenas se salva por um detalhe interessante que, felizmente, está chapado na capa e, por isso, pode ser deglutido sem necessidade de abrir o livro: «Invista com segurança – 10 conselhos». Admito que os conselhos sejam muito úteis, mas recuso-me a lê-los. Porquê? Porque não gosto de exageros e esta apregoada «história de quem venceu nos mercados» constitui, a meu ver, um rótulo um bocadinho exagerado. Isto irrita-me num autor: as conclusões devem ser deixadas aos leitores. Ou aos depositantes.

Os sinais


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Clientes do Banco Privado Português encostam o ministro Teixeira dos Santos à parede. Bem ou mal, o governo tinha prometido responsabilizar-se até cem mil euros por depositante, tinha prometido analisar rapidamente a situação, tinha prometido descongelar essas poupanças a breve trecho. Mal ou bem, os depositantes não accionaram os ex-administradores do BPP, alguns estão sem emprego, alguns já passam sérias dificuldades que se avolumam a cada dia.

Os franceses e os gregos conhecem os sinais. Paira no nosso horizonte o receio de que venha a explodir e a alastrar uma séria agitação social em Portugal. Não sei se os desvios irregulares da banca que o regulador do Estado não regulou, além dos danos que isso está a provocar, configuram os tais sinais. O que sei é que estes nascem sempre de dramas que atingem o desespero.

Cultura Vital


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O candidato-mor do PS viu-se obrigado a deixar de lado a agenda politiqueira. Primeiro a prometer e primeiro a deixar os temas que queria que fossem exclusivamente europeus, Vital Moreira anunciou hoje que ia flectir no rumo que tem mantido e dedicou o dia à cultura. Numa Europa que é assumida e felizmente multicultural, nada mais acertado para começar a responder às dúvidas e expectativas dos eleitores…

Já foi diferente


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Ilegais entre 55 a 75 mil – escreve aqui uma jornalista do Público. É incompreensível, mas esta falta de concordância das preposições tem-se vulgarizado e estendido largamente às próprias televisões.

Se puder ser útil a alguém, aqui lembro como deve ser:

–  entre X e Y;

–  de X a Y;

–  desde X até Y.

Já agora, a talhe de foice, a jornalista do Público comete (ou permitiu que a sua fonte o cometesse sem pedir esclarecimento) um pecado mortal ao escrever que o número de imigrantes ilegais em Portugal se situa entre 55 e 75 mil: dizer entre 55 e 75 mil não é bem a mesma coisa que dizer entre 55 mil e 75 mil.

Não entendo por que motivo os jornalistas mais velhos deixaram de ajudar os mais novos. Poderá não haver pachorra para ensinar coisas básicas a jovens licenciados, mas o clima nas Redacções já foi bem diferente.

Elegância no Parlamento


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Ainda ontem Jaime Gama teve de repetir uma chamada de atenção na sessão plenária com o governo. O presidente da Assembleia da República precisou de conter o ministro Manuel Pinho, que insistia em dirigir-se aos parlamentares tratando-os por «vocês». Cada vez mais elegantes, os nossos políticos.

Longe vai o tempo em que todos se tratavam por "Vossa Excelência" no hemiciclo, o que até servia para elevar os momentos mais acesos dos debates. De "Vossas Excelências" a "vocês" foi um percurso à TGV, sem paragem na estação dos "Senhores". Eles lá saberão porquê. Ou nem sabem, mas está-lhes no subconsciente.