Com este post aqui em baixo, o António Manuel Venda lançou um desafio irresistível nas caixas dos comentários: «mais nomes de escritores cujos livros não consigam ler». Escolhi uma autora da actualidade: Myriam Gaspar. O livro dela que me irrita, João Rendeiro: Testemunho de um Banqueiro, é uma recente biografia de um ex-banqueiro retirado prematuramente.

Para mim, a obra apenas se salva por um detalhe interessante que, felizmente, está chapado na capa e, por isso, pode ser deglutido sem necessidade de abrir o livro: «Invista com segurança – 10 conselhos». Admito que os conselhos sejam muito úteis, mas recuso-me a lê-los. Porquê? Porque não gosto de exageros e esta apregoada «história de quem venceu nos mercados» constitui, a meu ver, um rótulo um bocadinho exagerado. Isto irrita-me num autor: as conclusões devem ser deixadas aos leitores. Ou aos depositantes.

Clap clap clap!
Estes fulanos de plástico têm uma lata dos diabos!
:)))))
Fulanos de plástico? É que gostei mesmo. Ao fim e ao cabo, eles têm o cérebro em formato de cartões de crédito.
Sim! Têm. Mas depois exibem lata. Não é extraordinário?
Não, porque a lata é anterior ao plástico. Pelo meio, ainda andou a baquelite. Qualquer dos materiais pode ser cortado em formato de cartão de crédito para o cérebro. O pior é quando o cérebro formatado contagia a moral.
João, este livro, se não fosse a gravidade da situação, seria uma anedota genial.
Genial até na oportunidade, António.
Um livro escrito por uma jornalista de economia no activo, o que diz muito – para não dizer que diz quase tudo. São coisas como estas, cada vez mais frequentes, que me vão desgostando muito da profissão. Este jornalismo da vénia, do salamaleque e do frete a políticos e empresários nada tem a ver comigo.
É o lamentável jornalismo tipo o-menino-de-ouro-da-banca…
Tal foi a irresponsabilidade
desta gente trapaceira,
já chega de imbecilidade
na actividade financeira!
Sem princípios éticos
não há seriedade,
com discursos cosméticos
maquilha-se a verdade.
Sinal de uma cultura
obcecada por milhões,
esta gente sem postura
lixa a vida dos mexilhões!
«Sem princípios éticos não há seriedade» mesmo, Amêijoa.
E, já agora, sem uma aplicação desses princípios. Disseram-me que palavras e proclamações são muito atreitas a serem levadas pelo vento… Será?
:)))
Não sei. O vento levou-as…