Para que serve o ministro?


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Bruxelas começa a abdicar, finalmente, da rigorosa calibragem de fruta e legumes que decidiu impor e tem feito cumprir há anos. Com o pretexto (difícil de entender) de harmonizar o tamanho, cor e forma de 36 produtos agrícolas, andámos todos a desperdiçar e a deitar fora, durante anos e anos, toneladas e toneladas de bens alimentares que não encaixavam na padronização imposta por eurocratas inventores de ideias: a fruta e os legumes enjeitados nem sequer para concentrados e sumos serviam.

Graças à iniciativa da actual comissária europeia para a Agricultura, 26 desses produtos limitam-se a ter de respeitar aquilo que é essencial: só precisam de ser saudáveis e de estar limpos, em condições seguras e higiénicas para o consumo. As medidas absurdas foram revogadas e a normalização simples e racional vai entrar agora em vigor, a 1 de Julho.

Porém, se a iniciativa parece pacífica, desenganem-se: só nove países aprovaram estas regras simplificadas; 16 votaram contra e Portugal foi um dos dois países que se abstiveram. Mais: o ministro da Agricultura que temos não só se absteve como até se queixa das alterações e diz que apenas não votou contra por não estarem abrangidos dez produtos.

Jaime Silva quer lá saber se há fome e se há desperdício de comida. Ele afirma que está «de acordo com o princípio», mas acha que esta liberalização devia ser gradual.

A verdade é que cada Estado-membro pode determinar as exigências que entender. Portanto, com o ministro que ainda temos, parece provável que o alcance real da entrada no mercado de produtos hortofrutículas não-calibrados seja fraco: a ASAE deixará de ser uma dor de cabeça para quem coloca no mercado, mas as regras das grandes superfícies que compram sem ver poderá ser dominante.

Cross-section and full view of a ripe tomatoNão se sabe o que Jaime Silva queria, ao defender a aceitação apenas gradual de bens alimentares não-padronizados, mas bons para comer. Com a nossa agricultura (e as pescas) abaixo de uma expressão razoável, também não se sabe por que temos de manter um ministro que não cumpre o padrão exigível. Nem um director-geral: qualquer chefe de secção servia para dar conta do recado.

Os pepinos que não forem firmes e hirtos, por exemplo, o ministro acha que só deviam aceitar-se devagarinho? Não se entende. Por estas e por outras é que já não há tomates como antigamente: andam todos luzidios, todos iguais, todos amaricados.

Como disse?


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«(…) Sócrates e Zapatero estiveram sempre a par das negociações que colocavam a TVI sobre a alçada do Estado.»

(Pivot citando mal o Expresso, na SIC-Notícias)

Os recuos de Sócrates


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Ao anunciar hoje que o Governo vai vetar o negócio da compra da TVI pela PT, o primeiro-ministro desdiz o que tinha dito ontem: que o governo não estava informado sobre aquele negócio e que nem tinha de estar. Ainda escaldado com o episódio caricato da véspera sobre o recente arguido do caso Freeport e o ministro da Agricultura, José Sócrates volta a ficar mal na fotografia.

Depois de adiar o TGV, de recuar no negócio TVI-Media Capital e do mais que se verá, temos um chefe do governo a especializar-se à pressa em manobras de marcha-atrás. Como ontem escrevi aqui, era só esperarmos um dia ou dois para vermos quem ficava mal. Também escrevi que Manuela Ferreira Leite teria o mérito de pôr fim ao obscuro negócio que se preparava. Dito e feito.

Quem se vê na TV (17)


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Osche a-reinventoresche a-da língua

Apesar de estarem reunidos num grupo, ainda é difícil definir os vários subgrupos em que se dividem. Osche a-reinventoresche a-da língua constituem uma espécie de ensaístas e precisam de tempo para que estabeleçamos os padrões que permitam diferenciá-los.

São jornalistas e aparecem diariamente como pivots de programas noticiosos. Absorvidos pela experimentação de novos modos de falar, osche a-reinventoresche a-da língua reconhecem-se pelas diversas reacções que provocam em quem os ouve. Frequentemente, fazem-nos parar e ficar a olhar com toda a atenção, até termos a certeza de que aquilo está a acontecer. Por vezes, deixam-nos estarrecidos, com medo de que aquilo esteja mesmo a acontecer. Outras vezes, geram em nós uma imensa angústia, um misto de vontade de ficar ali a tentar ajudá-los, de partir para outra e de partir tudo à nossa volta, tipo «foi você que pediu um estalo na cara?» Sobretudo, põem-nos nervosos e arriscam a vida quando não resistimos a pegar num objecto próprio para lançarmos ao televisor.

Osche a-reinventoresche a-da língua perseguem modelos de oralidade que não lembrariam aos comuns mortais. Cada um deles pode ter o seu método exclusivo, mas os mais adiantados conseguem associar diferentes fórmulas, aglutinando-as num linguajar ainda mais interessante. São estes os gurus dos reinventores do português falado. Característica curiosa, quando aparecem aos pares, é a sua capacidade para pôr o outro(a) pivot a falar da mesma maneira.

Vejamos algumas frases soltas já aprovadas pelosche a-reinventoresche a-da língua. Entre a enorme escolha possível em todos os canais, optei pela SIC-Notícias, que tem uma oferta ampla, e tentei um mix de Edição da Manhã e de Jornal da Meia-Noite.

– Passam dezche a-minutosche a-dasche a-nove horache. Fazemosche a-aqui um pequeno a-intervalo e voltamosche a-já.

– O trânsito na a-ponte ainda está a-complicado a esta hora da a-manhã, masche a-o acidente que vimosche a-há a-pouco já está a-resolvido.

– Passamosche a-agora aosche a-títulosche a-dasche a-primeirasche a-páginasche a-dosche a-jornaische.

Enfim: como já repararam, não é fácil apanhá-los; porém, é aconselhável acompanhá-los. Ao fim de um tempo, ficamosche a-aptosche a-a falar portuguêsche a-avançado…

Hã?


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«Esta é a ambulância ainda… hã… no interior da residência de Michael Jackson. A ambulância vai sair… hã… em marcha-atrás, em direcção ao hospital.»

(Pedro Mourinho no Jornal da Meia-Noite, SIC-Notícias)

Quites?


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2004

O PSD no governo acorda o TGV com o governo espanhol e manifesta que quer avançar com o projecto.

O PS na oposição manifesta-se pela boca de Sócrates contra qualquer controlo directo ou indirecto do Estado sobre os media para lá do serviço público.

2009

O PSD na oposição diz que não há condições para avançar com o TGV e desvaloriza o acordo luso-espanhol.

O PS no governo diz que nada sabe nem tem de saber sobre o negócio PT-Media Capital e desvaloriza os interesses do Estado junto da PT.

Conclusão

Quites? Não me cheira.

Mais um dia ou dois e veremos quem fica mal.

Pré-campanha a qualquer preço (1)


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No derradeiro debate parlamentar da legislatura, Sócrates apareceu com os olhos na pré-campanha eleitoral e disposto a provar a qualquer preço a lisura do seu governo. Interpelado por Paulo Rangel sobre a continuidade das funções institucionais de Carlos Guerra, o mais recente arguido no caso Freeport, o primeiro-ministro surpreendeu: Carlos Guerra escreveu uma carta ao ministro da Agricultura a dar-lhe conta da condição de arguido e a colocar o seu actual lugar no ministério à disposição; Jaime Silva já lhe agradeceu a carta e a disponibilidade e já vai substituí-lo.

Pouco depois, os repórteres apanham Jaime Silva, recém-chegado de Bruxelas e ausente da Assembleia da República. Do caso, o ministro da Agricultura diz que sabe o que veio nos jornais e que vai convocar Carlos Guerra para uma reunião.

Sou capaz de entender um repetido tique de Sócrates com a boca, enquanto estava sentado a ser interpelado por Rangel e mostrado pelo operador de câmara. A resposta que inventou foi logo a seguir.

Pré-campanha a qualquer preço (2)


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José Sócrates fez a última visita regular da legislatura ao Parlamento, com um tema mesmo a jeito: apoios à escolaridade. Serviu para baralhar estudantes universitários com estudantes do secundário. Ele sabe que muitos eleitores por esse País fora nem entendem que se trata de ministérios diferentes, o que cai como mosca no mel: ao tentar branquear o exercício da ainda ministra da Educação, procura projectar a atenção que dá ao ensino superior e o sucesso da sua política para uns e para outros.

Foi sintomática, a escolha do tema: está aberta a pré-campanha eleitoral. A qualquer preço.

Sabia que… (6)


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Ficheiro:Geira Milha XXIX detalhe.jpg

… os romanos já usavam marcos colocados ao longo das suas estradas? Pois é verdade: chamavam-se miliários (do latim: miliarium, a partir de milia passuum, "mil passos") e distavam cerca de 1480 metros uns dos outros.

Até 400 a.C., os romanos apenas se deslocavam por fracos caminhos de terra, mas o ataque gaulês de Breno, em 390 a.C., desastroso para a ainda frágil República Romana, demonstrou que o seu sistema defensivo precisava de contar com uma eficaz movimentação das tropas. Foi assim que teve início a construção de uma rede de estradas, que acabaria por ser também decisiva para a sua expansão e hegemonia, a par do comércio: o Império Romano viria a ser pioneiro do comércio por estrada (sobretudo, vinho, azeite, cereais, carne e cerâmica), quando os outros povos mediterrânicos ainda se apoiavam exclusivamente nos portos.

Ficheiro:Romeroadbuild.svg

A desenvolvida engenharia romana que criou notáveis infraestruturas, como canalizações e aquedutos, foi aplicada às estradas, ao ponto de os troços ainda existentes (património classificado, actualmente) conservarem um piso bem firme, graças à preparação dos terrenos e às camadas de materiais colocadas sob o pavimento (v. ilustração). As vias principais, consideradas vitais e estratégicas, eram alisadas com grandes pedras e bermas delineadas.

A primeira grande estrada, depois progressivamente lajeada, foi a célebre Via Ápia, construída em 312 a.C. e que uniu Roma a Cápia. No fim do Império, a rede viária era de centenas de milhares de quilómetros e, conservada ou substituída sobre os traçados originais, popularizou  ditos como "quem tem boca vai a Roma" e "todos os caminhos vão dar a Roma".

Os marcos miliários eram diferenciados, de acordo com a via e a localização, e continham a informação sobre distâncias e outras inscrições, como indicação dos responsáveis pela construção e pela manutenção da estrada.

No noroeste da Península Ibérica, uma das estradas romanas foi a Via Nova – ou Geira, ou Via XVIII do Itinerário Antonino – de finais do século I d.C., que ligava Bracara Augusta (Braga) a Asturica Augusta (Atorga), um trajecto com perto de 320 quilómetros que percorria a antiga Gallæcia (Minho e Galiza).

Ainda se encontram dela troços muito bem preservados no nosso País, em Terras de Bouro (Gerês), com mais de centena e meia de marcos miliários (como o da foto, no alto).

Disto ainda há (até ver)


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[Est-Pinhao-Comboio-Historico-1.jpg]

Foram retomadas as viagens ao Tua (na foto, o comboio histórico está na estação do Pinhão). Aos sábados, desde 30 de Maio até 3 de Outubro, estão reabertas as viagens ao passado. Os detalhes podem ser consultados aqui. Não é uma pechincha, mas há um ano já havia quem dissesse que seria a última época. Portanto, é melhor aproveitar, pois este ano poderá ser a derradeira oportunidade.

A Régua dos romances clássicos, o Douro profundo ladeado pelos terraços de vinhedos e a região que é Património Mundial são retalhos nostálgicos de História que só o velho trem, lamuriento e fumarento, traduz na perfeição. Não se sabe por quanto tempo mais. Vão por mim.

Um prémio que sabe a infinito


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O DELITO DE OPINIÃO foi distinguido com o Prémio Biscoito Infinito, atribuído pelo Filipe Tourais, d’ O país do Burro, o qual nos chegou na mesma corrente pela mão da Ana Paula Fitas, d’ A Nossa Candeia, pela mão da Sofia Loureiro dos Santos, do Defender o Quadrado, pela mão da Adriana Freire Nogueira, d’ A Senhora Sócrates, pela mão da Cristina Vieira, do Contra Capa, pela mão do Nuno Pereira, d’ O Espaço da Inspiração, e pela mão do Rui Costa, do Costa Rochosa.

Encantados com o prolongado sabor, agradecemos a distinção ao Filipe, à Ana Paula, à Sofia, à Adriana, à Cristina, ao Nuno e ao Rui.

Cumpre-nos agora dar seguimento à receita que nunca mais acaba. Dirigimos o Prémio Biscoito Infinito a sete outros amigos. A saber:

– A Senhora Sócrates;

– Avatares de um Desejo;

– Branco no Branco;

– Corta-Fitas;

– Ilustração Portuguesa;

– O Cachimbo de Magritte;

– Portugal dos Pequeninos.

Escolheríamos com gosto mais alguns que não dispensamos, mas é preciso seguir. Portanto, siga a corrente.

Um homem muito à frente


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Manuel Pinho está na RTP. Ele é o ministro de quem se fala. Nem sempre bem, é verdade, mas isso são as injustiças do mundo. Quando a crise ia começar e ele disse que a crise já tinha passado, acham que ele não sabia disso? Puro engano. O ainda ministro da Economia é um visionário, um homem muito para lá deste tempo. Ele já vai no ano 2012. Manuel Pinho é um incompreendido por ser um homem muito à frente.

Em breve, se tudo correr como deve ser, irá para casa esperar que o tempo venha até ele. O importante é que tudo se conjugue para que o façam parar até que chegue o tempo dele. Façamos figas.

O amigo do “Vale da Fumaça”


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A blogosfera tem também coisas destas: ontem à noite, andava eu a navegar em busca de «passados presentes» e dou com um blogue inesperado; mais inesperado ainda é que identifiquei o autor como um velho amigo de muitos anos. Estudámos juntos no secundário e mantivemos a amizade até que um qualquer entroncamento da vida nos afastou. Ontem mesmo, uma hora depois, o telefone permitia-nos retomar contacto.

Lembro-me do Jorge Rêgo – é dele que falo – ser um aficionado de fotografia e de comboios (reais e à escala HO, de que tinha alguns belos exemplares), duas coisas que conciliou muitas vezes, em livro e em exposições. Professor de Fotografia na Escola Artística Soares dos Reis, no Porto, criou o Caminhos de Ferro Vale da Fumaça para entusiastas e coleccionadores. Permiti-me adicioná-lo à nossa lista de Afinidades (no que o DELITO DE OPINIÃO é correspondido) e recomendo-o aqui.

Fino pode engrossar


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A notícia de que a Cimpor vai adquirir 50 por cento das acções da fábrica equatoriana Cemento Chimborazo deve deixar a Caixa Geral de Depósitos (CGD) nervosa. Se Manuel Fino, o protagonista da célebre negociata com a CGD, cheirar que as acções da Cimpor vão subir substancialmente com a compra de metade da cimenteira do Equador, é muito capaz de reivindicar o seu direito contratual.

Como é sabido, o empresário Manuel Fino tinha entregue à CGD acções desvalorizadas da Cimpor para pagamento de uma dívida de valor bem superior, que a CGD aceitou para aumentar a sua posição na Cimpor, mas deixando que o empresário pudesse reavê-las se lhe fosse conveniente. A partir de agora, se o capital de Fino puder ficar mais grosso, a CGD que se prepare para perder.

Para já, aproveito a onda e vou à CGD hipotecar a minha rampa de acesso à garagem. A rampa é toda em cimento do melhor e quero ver se também consigo engrossar, que o meu capital está transparente de fino que anda.

Vêm aí dois presos e tal!


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Título do Público: «Amado diz que Portugal vai receber dois a três presos de Guantanamo». A notícia é atribuída à Lusa e o lead confirma que «Portugal irá receber dois a três ex-detidos do Centro de Detenção de Guantanamo».

A informação já circulava ontem, divulgada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, em discurso directo: «Nós receberemos dois a três prisioneiros, mas teremos agora, internamente, que fazer os procedimentos necessários para proceder a esse acolhimento.» Ainda bem que dei com a notícia, porque ontem percebi mal. Julgava eu que vinham aí dois ou três presos. Afinal, vejo agora que são «dois a três». Isto é: se não forem exactamente dois, podem ser 2,1 a 2,9 presos; no máximo, três.

Para quem ainda tinha dúvidas, fica agora provado que houve mesmo torturas infligidas em Guantanamo. Parece que muitos detidos se sentem realmente bastante partidos!

Sócrates e Lili


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Plastificado recentemente, Sócrates julga-se reinventado. A versão de plástico é tão exagerada que não convence. Seguir-se-á o regresso ao passado, inevitavelmente.

É como a Lili. Cada vez que reaparece com nova plástica, ninguém acredita que tenha ressuscitado. Umas semanas e alguns raios de sol depois, a coisa começa a estalar.

Passado presente (CXII)


jmmcc,

  

A Família Pituxa

(clicar no título)

 

São horas, meninos,

Meninos rabinos.

São horas, são horas da deita.

Atenção, João.

Atenção, Joana.

P´rá cama, que o sono já espreita.

 

O sono já cansa,

A Rita dormita

E o Zé faz banzé.

Ladra, Pico-Pico.

Pula, Seranico.

Lá vai o Pelé.

 

A bola rebola

Já dorme, coitada.

A pasta já está arrumada.

Meninos rabinos,

Mas muito asseados,

A cara e os dentes lavados.

 

Ala, Pico-Pico.

Foge, Seranico.

E tudo a rezar a Jesus.

São horas meninos,

Fica o Seranico

E é ele quem paga a luz…

 

Boa noite!

(Anos 70)

Mistério resolvido


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Está resolvido o mistério de muitas espécies animais à face da Terra terem desaparecido no passado longínquo. É que a arca de Noé não transportou

Dinosaurs Takino Art Print,

mas apenas

Noah's Ark Takino Animals Art Print Poster.

Ou seja: foi um problema de falta de transportes. Como se sabe, alguns animais ferozes safaram-se, outros não.