MP também leva umas ‘isaltinices’


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«O Ministério Público pactua com os meus detractores políticos e foi permeável a certas influências do PSD. Fico muito preocupado com a justiça portuguesa. Como é que é possível em Portugal assistir ao MP que temos?» São palavras do ainda presidente da Câmara de Oeiras na derradeira sessão do seu julgamento, ou «tentativa de assassinato cívico e político», cujo resultado será conhecido a 3 de Agosto.

Entre tantas coisas imputadas, eu é que continuo sem saber com quanto é que ele se abotoou das isaltinices eleitorais que tive de ajudar a custear.

Na foto: Isaltino não está a ser abraçado pelo Ministério Público. Será este o momento da tentativa de assassinato cívico e político do homem?

A opção do PS: Cravinho ou Pilatos?


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O relatório do Conselho de Prevenção da Corrupção é demolidor. Abrange a administração pública central, regional e local e traça um quadro negro sobre as práticas seguidas por cerca de 700 serviços e organismos públicos, bem como por outras instituições do Estado e pelo sector empresarial local: estão estabelecidas as tendências – umas unânimes, outras relativas, outras evidentes, outras generalizadas – que favorecem a corrupção.

Se o PS não perdoa depressa a João Cravinho a veleidade (leia-se: iniciativa) de propor há três anos um pacote de medidas anti-corrupção e se ele não perdoa ao PS a recusa e enxovalho que recebeu em troca, os socialistas irão apresentar-se a eleições com as mãos sujas. Ou com as mãos lavadas à Pilatos.

Quanto mais fala menos diz


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Ainda sobre as duplas candidaturas, Sócrates sentiu-se obrigado a dizer que as candidaturas de Ana Gomes e Elisa Ferreira ao Parlamento Europeu foram «uma afirmação superior» – seja lá o que isso for – mas que as duas polémicas candidaturas actuais às autárquicas constituem «a prioridade política» de ambas. Chama-se a isto falar sem dizer nada. Vejamos.

 

1. Explicar que a escolha daquelas duas figuras para eurodeputadas foi «uma afirmação superior» inferioriza certamente muitas outras figuras destacadas do PS. A menos que não as haja.

2. Aceitar que Ana Gomes e Elisa Ferreira são candidatas a duas autarquias com as eleições autárquicas à vista só pode ser «a prioridade política» das duas. Por muita imaginação que houvesse, ninguém descortinaria coisa diferente.

3. Fazer-se esquecido para não dizer se elas ficam como simples vereadoras se não obtiverem maiorias é insistir na visão oblíqua de que somos todos parvos. Começa a ser maçador ter de ouvir permanentemente afirmações enviezadas como se de grandes declarações se tratasse.

 

Em suma: Sócrates pode continuar a dizer o que muito bem entender; como sempre acontece quando os assuntos são muito incómodos, quanto mais fala, mais se enterra.

Palma Inácio (1922-2009)


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Hermínio da Palma Inácio morreu hoje, com 87 anos. Resistente durante o Estado Novo, não resistiu a ser pioneiro no desvio de um avião e a roubar 30 mil contos do Banco de Portugal na Figueira da Foz.

Mentor da polémica Liga de Unidade e Acção Revolucionária (LUAR), reivindicou a natureza política daquele roubo (30 mil contos era então uma fortuna apreciável), mas foi com o desvio do avião, a 10 de Novembro de 1961, que contribuiu para que esse fosse um ano demolidor para o «salazarismo», o qual foi marcado por vários acontecimentos anti-regime, como se sabe.

Já em democracia e apesar de fazer da LUAR um partido político, Palma Inácio nunca encontrou na política o sucesso que teve com o golpe ao banco central.

O feitiço contra o feiticeiro


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O Tribunal da Relação de Lisboa declarou que a ASAE tem funcionado de forma ilegal, uma vez que a sua actuação como órgão de polícia criminal é inconstitucional. Já me cheirava: por algum motivo a ASAE tem estado ultimamente tão quietinha nas acções da sua (in)competência.

Perante esta decisão judicial, estou a imaginar os lesados a processar o Estado pelos prejuízos. Depois de a ASAE ter andado a protagonizar tantas perseguições consideradas injustificáveis pelo preciosismo e excesso de zelo, que tal os perseguidos começarem agora a perseguir a ASAE?

A culpa? Está no sítio do costume!


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A Associação de Professores de Português (APP) quer que o governo explique a quase duplicação de negativas relativamente ao ano passado, nos exames nacionais da disciplina. O presidente da APP, Paulo Feytor Pinto, diz que o Ministério da Educação não forneceu os resultados e exige que seja dado conhecimento dos motivos para tais resultados, para que estes possam ser observados pergunta a pergunta.

Para lá de mais este fracasso do ministério de Maria de Lurdes Rodrigues – um ano depois dos resultados extraordinários que mais não foram do que bolhas de ar para as estatísticas – a actual pretensão da APP parece inteiramente razoável. Dar conhecimento com o detalhe possível das fraquezas dos alunos é o mínimo exigível.

A APP só não precisa de esperar explicações do governo sobre as razões para mais este mau resultado, porque essas já foram dadas pelo ministério a propósito das recentes notas de Matemática:  a culpa é da comunicação social, que andou a veicular o facilitismo e falta de exigência que caracterizaram o desastroso mandato da ministra. É um velho costume.

Como só no Porto


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Bem, para despedida deste animado fim-de-semana que se viveu por aqui,  estão todos convidados para uma Francesinha como só no Porto se faz.  Por conta da casa, como só no Porto se abraça. Para os amigos, como só no Porto se recebe.

Porquê? Ora, porque as praias e almoçaradas mais as esplanadas e jantaradas destes dois dias devem estar a pedir repouso. Aqui fica, pois, uma coisinha leve e de fácil digestão. Como só no Porto se entende.

Saúde… com os pés


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«Este relatório relativo ao ano de 2006 não teve por hora a reacção que se impunha (…)»

«(…) embora o aumento em Portugal tenha sido sempre, desde 1995, superior há média europeia.»

(Dois excertos, apenas dois, do relatório Saúde – Sustentabilidade com Qualidade, do PSD – Instituto Francisco Sá Carneiro, Julho/2009.)

Vatanen não é ‘maxista’


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Image:Ari Vatanen.jpgAri Vatanen, o finlandês de 57 anos que foi campeão do mundo de ralis em 1981 e quatro vezes campeão do Paris-Dakar, declarou ser candidato à presidência da Federação Internacional do Automóvel (FIA). Bom conhecedor do Rali de Portugal, retirou-se do automobilismo há já uns anos e fez algumas incursões pela política, sendo deputado europeu desde 1999, mas está agora com vontade de regressar ao mundo automóvel.

O actual presidente da FIA, o inglês Max Mosley, está no cargo desde 1993 e já se dispôs a um quinto mandato, mas entrou num sério conflito com as equipas de Fórmula 1 ao ponto de estar em causa a continuidade do Campeonato de Marcas e de Condutores já no próximo ano.

Esta candidatura do antigo piloto e eurodeputado finlandês em fim de mandato pode vir a pacificar as coisas, pois já declarou que quer encontrar uma saída para o conflito na F1, mas sem entrar ele próprio em conflito com o ainda presidente da FIA: «Não irei atirar pedras ao Max» — garantiu Vatanen.

Está visto que Ari Vatanen respeita Max Mosley, mas não é um ‘maxista‘.

A culpa. No sítio do costume!


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A média do exame nacional de Matemática do ensino secundário desceu de 14 para 11,7 valores. O secretário de Estado Valter Lemos disse que a culpa é da Sociedade Portuguesa de Matemática e dos partidos e pessoas com responsabilidades políticas, embora sem explicar se ele próprio é um partido ou se é apenas uma pessoa com responsabilidade política. Ou não.

Já Maria de Lurdes Rodrigues não perdeu tempo com rodeios e foi direita ao assunto: a culpa é da comunicação social, por ter difundido a ideia de que os exames eram fáceis. Nem vale a pena dirimir razões: por uma vez, são palavras acertadas, visto que a comunicação social deu voz a quem denunciou o facilitismo galopante e contribuiu para travar a falta de exigência.

Só não me parece que isso seja suficiente para a comunicação social assumir o Ministério da Educação. Não sei sequer se a comunicação social está interessada. Porque também tem a culpa de andar a difundir que Maria de Lurdes Rodrigues ainda é ministra!