A média do exame nacional de Matemática do ensino secundário desceu de 14 para 11,7 valores. O secretário de Estado Valter Lemos disse que a culpa é da Sociedade Portuguesa de Matemática e dos partidos e pessoas com responsabilidades políticas, embora sem explicar se ele próprio é um partido ou se é apenas uma pessoa com responsabilidade política. Ou não.
Já Maria de Lurdes Rodrigues não perdeu tempo com rodeios e foi direita ao assunto: a culpa é da comunicação social, por ter difundido a ideia de que os exames eram fáceis. Nem vale a pena dirimir razões: por uma vez, são palavras acertadas, visto que a comunicação social deu voz a quem denunciou o facilitismo galopante e contribuiu para travar a falta de exigência.
Só não me parece que isso seja suficiente para a comunicação social assumir o Ministério da Educação. Não sei sequer se a comunicação social está interessada. Porque também tem a culpa de andar a difundir que Maria de Lurdes Rodrigues ainda é ministra!

Está claro que a culpa é toda daquele Sr. Nuno Crato, que andou por aí a espalhar aos 4 ventos que havia um clima de facilitismo nos exames nacionais de matemática, quando afinal nada disso era verdade, como agora se vê. É mais uma daquelas campanhas negras contra o governo… E quanto à (ainda) Sr.ª Ministra, terá de ter o maior cuidado com gestos de mãos quando estiver a explicar “facilitismo, uma ova”, ou então já nem a Setembro chega e lá terá de vir outro superministro a acumular duas pastas.
Como?, Santos Silva?, parece-me que tem perfil para o cargo, pois o que é preciso é “malhar” no facilitismo e acabar de vez com estas cabalas contra a governação. Vá lá, são só mais dois meses e pouco…
Vá lá…
Ó João, estás a copiar-me os temas? Olha que eu faço queixa à administração e levas um ralhete!
Um ramalhete, José! Demos um ramalhete à mesma senhora ao mesmo tempo. Sorte dela!
A média do exame nacional de Matemática A, 12.º ano, desceu de 12,5 para 10 valores, tendo mais do que duplicado a taxa de reprovação à disciplina […] Para a tutela este resultado traduz “menos investimento, menos trabalho e menos estudo” do lado dos alunos, na sequência da “difusão da ideia que os exames eram fáceis” por parte da comunicação social.
Ou seja, para a Ministra da (Des)Educação, os resultados bons devem-se ao aumento de capacidade dos alunos, e não ao facilitismo verificado em várias provas. No mesmo ano, com os mesmos alunos, quando os resultados são maus, a culpa volta a ser dos alunos, da sua incapacidade.
Em nenhuma das situações, Maria de Lurdes Rodrigues tem qualquer responsabilidade. Sendo assim, mais 3 pontos para a Ministra na Superliga “incompetente-mor” (http://mudaportugal.blogspot.com/search/label/Superliga%20%22incompetente-mor%22).
É realmente a conclusão possível: de uma forma ou de outra, Maria de Lurdes Rodrigues nunca tem responsabilidade.
Outra conclusão razoável é a de que nem vale a pena ter ministra: para encontrar a culpa, o prestável secretário de Estado serve perfeitamente.
Uau, João! E continua mesmo mesmo inspirado…
Ainda bem que o diz.