Palma Inácio (1922-2009)


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Hermínio da Palma Inácio morreu hoje, com 87 anos. Resistente durante o Estado Novo, não resistiu a ser pioneiro no desvio de um avião e a roubar 30 mil contos do Banco de Portugal na Figueira da Foz.

Mentor da polémica Liga de Unidade e Acção Revolucionária (LUAR), reivindicou a natureza política daquele roubo (30 mil contos era então uma fortuna apreciável), mas foi com o desvio do avião, a 10 de Novembro de 1961, que contribuiu para que esse fosse um ano demolidor para o «salazarismo», o qual foi marcado por vários acontecimentos anti-regime, como se sabe.

Já em democracia e apesar de fazer da LUAR um partido político, Palma Inácio nunca encontrou na política o sucesso que teve com o golpe ao banco central.

8 comentários em “Palma Inácio (1922-2009)”

  1. Palma Inácio merece a homenagem devida a todos quantos lutam contra uma ditadura, arriscando a liberdade e até a vida. Depois do 25 de Abril, nunca o vimos na corrida ao tacho a que tantos se entregaram – sobretudo tantos que jamais contribuíram para a conquista da liberdade. Merece a nossa homenagem também por isto.

    1. Concordo inteiramente com o comentário do Pedro, podendo-se contar pelos dedos das mãos aqueles que desde o 25 de Abril tiveram a verticalidade e a postura deste homem, embora com uma ideologia e localização na arena política que, de todo, não são as minhas. Apesar disso, acho-o inteiramente merecedor da nossa homenagem, pela maneira desinteressada com que se entregou às suas causas.

  2. Não irei tão longe como o Pedro Correia. Creio que o que movia Palma Inácio era a sua natureza inconformada e aventureira. Um homem que não nasceu, a meu ver, para ser político. Creio que há uma diferença considerável entre Palma Ináco e Henrique Galvão quando, num acto premeditado e de cariz político, desviou o Santa Maria.

  3. Como bem diz o Tomás Vasques. “Um homem integro, desprendido, generoso, um revolucionário romântico que fez da sua vida um combate pela liberdade sem nada querer em troca”.

      1. Bem, lá saberá mais do que eu João Carvalho, que nestas coisas se calhar tomo a nuvem por Juno , e ainda acredito no pai natal. Mas gosto de ser assim.

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