
Chocolate Coma Com Pão
Regina (anos 50/60)

Este New Beetle mascarado de Old Lobster já tinha vindo aqui. Mas agora sabe-se que está registado em Boston (Massachusetts, EUA), cidade onde foi encontrado quando estava estacionado numa bela rua. Quanto à roupagem, pertence a um conhecido restaurante-marisqueira de Boston que tem fama de servir a melhor lagosta da cidade e do Estado de Massachusetts. Por cima dos guarda-lamas traseiros está o telefone para o qual podem ligar e fazer marcações.

Galinheiro (meados de Novecentos)

Que tal este “Carocha” ambientalista? É quase irreconhecível, porque foi vestido para integrar a frota da secreta.
Depois disto e disto, também aproveito as boleias da Ana Vidal e do Pedro Correia para anunciar modestamente a minha próxima série, que tenciono inaugurar (no máximo) em princípios de Abril: Os Meus Carros. Vai ser dedicada aos automóveis que marcaram de alguma maneira a minha vida. Para os apreciadores, posso adiantar que boa parte deles já são clássicos. Inevitavelmente.

Woolmark
Pura Lã Virgem
(anos 70)

Visite Taumatawhakatangihangakoauauotamateaturipukakapikimaungahoronukupo-kaiwhenuakitanatahu, um monte em North Island, na Nova Zelândia. Os taumatawhakatangihangakoauauotamateaturipukakapikimaungahoronukupokaiwhe-nuakitanatahuenses são muito hospitaleiros. Não se esqueça de levar muito papel para tomar apontamentos.

Existem duas teorias plausíveis quanto à origem e significado da palavra Carnaval: uma cristã e outra que remonta à Grécia Antiga.
A primeira, atribui à palavra Carnaval uma origem profundamente religiosa, com um significado quase oposto ao da diversão, brincadeiras e malícia a que a associamos hoje em dia. O termo teria origem no latim carnevale (carne + vale = carne + adeus) e seria a designação da “Terça-Feira Gorda”, o último dia do calendário cristão em que é permitido comer carne, uma vez que, no dia seguinte, começa a Quaresma, estando esta associada ao período de jejum e abstinência de carne. Repare-se que o domingo de Carnaval calha sempre no sétimo domingo anterior ao Domingo de Páscoa e é fixado a partir da determinação da Sexta-Feira Santa.
Já a segunda teoria é categórica a afirmar que a palavra Carnaval vem de carrus navalis, por influência das festas em honra de Dionísio, nas quais um carro com um enorme tonel distribuía vinho ao povo de Roma. Muitas das celebrações carnavalescas são, pois, bem mais antigas do que a própria religião cristã, tendo sido alvo de diferentes manifestações ao longo da História: todos os carnavais, no fundo, são reminiscências das festas dionisíacas da Grécia Antiga, dos bacanais de Roma aos bailes de máscaras do Renascimento.
O Entrudo festeja-se na Península Ibérica desde o século XIII. Foram os portugueses que introduziram estes festejos no Brasil (ainda durante a colonização), os quais se realizavam nos três dias anteriores ao início da Quaresma (Quarta-Feira de Cinzas). Consistiam, inicialmente, em “guerras” de água e sumo de limão. A partir de Setecentos, começou-se também a atirar farinha, ovos, tomate esmagado e outras substâncias menos agradáveis. Eram brincadeiras de rua violentas e sujas, praticadas principalmente pelos escravos negros, a par de muita música e danças populares.
As famílias festejavam o Entrudo em casa com jogos. O Entrudo sofreu várias proibições e, progressivamente, foi dando lugar ao Carnaval, cujo início data de meados do século XIX, inspirado no Carnaval europeu.
O Carnaval passa então a ser festejado com bailes em casa e desfiles nas ruas. É desde então que surgem as brincadeiras que permanecem até hoje: as bisnagas de água perfumada (que vieram substituir as limas de cheiro do Entrudo), os papelinhos coloridos e as serpentinas, os narizes, as barbas, os bigodes, os óculos e por aí fora.
(Com a colaboração da nossa
comentadora MACarvalho)
«A residir em Nova Iorque, [Gabriela] Albergaria foi, a par de Yoko Ono ou Joseph Beuys, uma das artistas contemporâneas convidadas para a exposição (…)»
Notícia da Lusa

Transportes bons são aqueles que têm lugares para levar os nossos animais de estimação…
«Portugal é um dos países mais envelhecidos do mundo e as medidas de incentivo à natalidade não têm funcionado até agora porque — defende a Associação Portuguesa de Demografia — ter filhos é uma decisão “privada do casal”», conforme entendeu e divulgou a Lusa.
Agora sim, ficámos mais esclarecidos sobre a causa verdadeira desta fraqueza nacional: o incentivo à nacionalidade não funciona em Portugal porque ter filhos é uma decisão do foro privado dos casais.
No fundo, o que esta brilhante conclusão significa é que os portugueses ainda tentam engravidar no espaço recolhido do lar, a bem da conservação da privacidade e, claro, através do único método que é conhecido por cá. Lá por fora já ninguém engravida assim. Que privacidade, que quê!? No estrangeiro, para se engravidar põe-se a boca no trombone e pronto.
Não. Parece que não. Esta pré-rotunda desnivelada para melhor circulação dos transportes nos arredores de Viseu não está para avançar. O ministro Miguel Relvas apelou ontem aos autarcas para que parem com as obras de fachada e para que se centrem nos dramas da crise. Portanto, a pré-rotunda vai aguardar por melhores dias e o engarrafamento permanente no entroncamento da foto continuará a impedir o desenvolvimento nacional por tempo indeterminado…

AUTARQUIAS
I
Além de adepto da “associação autárquica de micro, pequenas e médias rotundas”, Luís Filipe Menezes já lançou dezenas e dezenas de quilómetros de ciclovias em Vila Nova de Gaia, mediana, modesta e parcialmente usadas por uns ciclistas mais ou menos furtivos e por alguma garotada de patins-em-linha e skates.
Não satisfeito por presidir a uma autarquia que apresenta a maior das dívidas entre os municípios nacionais, está a lançar mais uns tantos quilómetros de ciclovia na freguesia da Madalena, num dos mais pacatos lugares do concelho e onde o movimento automóvel se assemelha à quantidade de habitações: pouco mais que nada. Para quem quiser saber, é na longa Rua do Cerro, entre pinheiros e eucaliptos (v. fotos).
Longe dos dramas que o País está a viver, ele despeja onde lhe apetece verbas que não tem, de olhos fechados à crise que consome milhares de famílias do concelho que ele gere como lhe dá na real gana.
A gente entende: Menezes já tem ameaçado que quer candidatar-se à câmara do Porto. Em Gaia, quem vier a seguir que apague a luz.
II
Este caso é um exemplo simples do defeito monstruoso em que incorreu quem quis limitar o número de mandatos dos autarcas, mas não quis impedir que eles tentem alcançar as autarquias vizinhas. Menezes não teria legislado melhor para si mesmo. Nem ele, nem o Valentim, nem o Seara, nem o Isaltino, nem nenhum daqueles que todos sabemos.
Aqui fica o registo das rotundas e ciclovias de Menezes (iguais às de tantos outros, mais ou menos falidos), que também aproveita para refazer passeios desnecessários onde não há edifícios, quando toda a gente sabe que a construção de passeios é estabelecida pelos municípios, mas constitui uma obrigação de quem ergue casas e prédios novos.
Nem de propósito, este registo sobre a autarquia mais falida do País fica aqui no dia em que o ministro Miguel Relvas pede aos autarcas que deixem de construir obras de fachada (precisar de fazer este apelo já devia envergonhar os autarcas) e concentrem os recursos possíveis a minorar as dificuldades nacionais.
Fotos © macarvalho
Apesar de crescerem em força (e em vítimas civis indiscriminadas) os bombardeamentos em Homs, «um porta-voz do governo sírio repudiou esta terça-feira as declarações da Alta Comissária para os Direitos Humanos das Nações Unidas, Navi Pillay, e acusou o organismo mundial de ignorar os crimes que Damasco atribui a grupos terroristas com apoio estrangeiro».
Esta insistência doentia do ditador Bashar al-Assad, sempre a teimar que está apenas a defender o seu país de grupos estrangeiros organizados, é recorrente, já cheira mal e deixou de disfarçar os contornos de genocídio da tragédia que se abate sobre os sírios por ordem do poder instalado. Já vimos o mesmo na Líbia de Kadhafi.
Os bombardeamentos consecutivos em Homs continuam a fazer cada vez mais mortos entre os cidadãos civis, a Síria está a ferro-e-fogo e Damasco é a capital de um terror que não reconhece inocentes, tenham a idade que tiverem. Também já vimos o mesmo na Líbia de Kadhafi.
Enquanto isso, o nosso D. Duarte de Bragança mantém-se alheio às obrigações públicas que criou por sua iniciativa, fingindo-se agora esquecido de denunciar o massacre de um déspota sobre o seu povo, o povo que era suposto governar e contra o qual lidera a prática selvagem continuada de crimes contra a Humanidade.
Regista-se a atitude de apoio aberto ao déspota, que é a única que o duque D. Duarte, herdeiro da Casa de Bragança e pretendente ao trono de Portugal, nos deu a conhecer há meia dúzia de meses. Será este o exemplo que ele quer deixar aos seus próprios herdeiros?

Alguém sabe se “Ob-La-Di, Ob-La-Da” ainda se escreve com tracinhos?

Mais ameaçador do que o mau tempo que se aproxima, o facto de não haver aqui uma rotunda é uma ameaça para a circulação organizada dos transportes…
Apesar do baixo volume da televisão e do zapping pelos canais nacionais, sinto há várias horas que o Sá Pinto já começou a bater no pessoal. Pelo menos, na cabeça dos telespectadores, tal tem sido a excitação do massacre noticioso.