Os novos idosos… e não só


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A notícia na televisão era sensivelmente deste teor: incêndio numa moradia no Porto, talvez provocado por um cigarro mal apagado, vitimou um idoso. No desenvolvimento, a mesma notícia fornecia mais alguns detalhes. Eis um dos detalhes: o idoso tinha 61 anos. Estou a sentir-me perigosamente assimilado pelo estatuto de pré-idoso. Deve ser alguma exigência da Troika.

Se não for da Troika, é mesmo do neo-jornalismo: a partir dos 60 anos, empregado ou desempregado — igual a idoso; até aos 30 anos, delinquente e violento — igual a jovem. Por exemplo: dois dos três jovens armados que assaltaram a bomba de gasolina depois da ourivesaria conseguiram escapar; as autoridades estão a tentar localizar os jovens assaltantes  em fuga.

Outros carnavais — I


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Só falamos do Carnaval do Rio de Janeiro. De raspão, do Carnaval com samba que importamos parolamente do Rio; a correr, do Carnaval ainda mais parolo que copiamos mal do Rio; timidamente, de um ou outro resquício do nosso velho Entrudo (o Carnaval pobre que é nossa tradição popular). Mas ignoramos completamente um festejo dos mais famosos e antigos do mundo: o Carnaval de Veneza.

O Carnaval rico, o Carnaval do Teatro e da Ópera, o Carnaval do Barroco e da Renascença, o Carnaval das máscaras e dos trajes, esse, passa totalmente em branco. É sempre a mesma coisa. Nem um apontamento de reportagem sobre a…

 

 

… Festa della Marie, dos Bambini…

 

 

… dos Nobili, dos Insoliti…

 

 

… ou das gôndolas.

Nada. Se fosse um jogo Milán-Juventus ou Parma-Fiorentina não faltariam enviados especiais. Até para fazer a cobertura da tolerância de ponto…

 

(Repescado aqui)

Outros carnavais — II


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O Mardi Gras é outra festa carnavalesca secular e outro cartaz mundialmente reconhecido. Nasceu em Nova Orleães e atravessa o Estado de Luisiana: pode ocorrer em qualquer altura do ano, mas é tradicional dar-lhe especial relevo durante o mês que culmina na “terça-feira gorda” (do francês mardi gras). O costume foi introduzido pelos franceses, os primeiros colonizadores da região no século XVII.

Entre o imenso colorido sobressaem o dourado, que significa poder, o verde, que significa fé, e o roxo, que significa justiça. Os inevitáveis cortejos são muitas vezes acompanhados pelas igualmente inevitáveis bandas de sopro características da comunidade negra local.

As paradas, com muitas máscaras de gesso e todo o tipo de trajes, incluem símbolos muito específicos, como a flor-de-lis e os colares de contas. Estes, das mais diversas cores e tamanhos, atraem toda a gente, que os oferece e recebe para logo serem colocados ao pescoço.

As continhas de cores podem ter um efeito mágico: muitas vezes, quem as oferece pode ter direito a ver o peito (ou até o rabo) de quem recebe. Aconselha-se, é claro, alguma prática de avaliação prévia, porque a experiência pode ser traumática. Excepto se for pura perversidade: é Mardi Gras, ninguém leva a mal!

 

 

 

 

 

Eis mais um vibrante Carnaval famoso, mas ignorado por cá, neste país do Entrudo violado pelo samba tiritado ao ritmo da chuva e onde não faltam estádios prontinhos para virar sambódromos. O certo é que ninguém lhes descobre outra serventia, mas não há quem se preocupe: preocupante é a intolerância de ponto…

(Repescado aqui)

Catroga e a Troika


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Eduardo Catroga declarou publicamente que a Troika é que devia tomar a iniciativa de encarar um reajustamento da ajuda a Portugal. Catroga é capaz de ter razão, mas não deve esquecer-se de que “pela boca morre o peixe”. Isto é: não seria garantido que a Troika não começasse a reavaliação da situação nacional pelo próprio Catroga.

Alemanha baixa para “lixo”, ok?


jmmcc,

«Poluição atmosférica na Alemanha é a pior dos últimos anos». Mais bem explicado o caso: as autoridades alemãs confirmam que os níveis de poluição do ar registados em 2011 foram maiores do que em anos anteriores, apesar de o país ter aderido às “zonas ambientais” em 2008 — uma espécie de controlo do tráfego de carros em áreas urbanas consideradas de protecção ambiental.

Por mim, a Alemanha baixa imediatamente para o nível de “lixo”. Se alguém quiser juntar-se, podemos fundar uma agência de rating anti-alemã a partir deste blogue. Que tal? É certo que a Alemanha não tem túneis como a Madeira, mas isso é muito pior: sem túneis para se esconder, a chancelaria do país tem de meter a cabeça na areia e não consegue ver a realidade em volta.

Transportes públicos? (47)


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Para resolver a circulação dos transportes num cruzamento com picos de trânsito muito congestionado, foram feitas consultas a especialistas.

Um dos consultados foi um importante projectista de rotundas da autarquia de Viseu que não tem mãos a medir, o qual apresentou este atraente projecto: 

 

 

Foi também consultado o especialista em TGV’s virtuais e ex-ministro Mendonça, que não percebeu bem o pedido e desenhou esta quadratura da rotunda: