Gravidez: da posição do missionário à boca no trombone da Lusa


jmmcc,

«Portugal é um dos países mais envelhecidos do mundo e as medidas de incentivo à natalidade não têm funcionado até agora porque — defende a Associação Portuguesa de Demografia — ter filhos é uma decisão “privada do casal”», conforme entendeu e divulgou a Lusa.

Agora sim, ficámos mais esclarecidos sobre a causa verdadeira desta fraqueza nacional: o incentivo à nacionalidade não funciona em Portugal porque ter filhos é uma decisão do foro privado dos casais.

No fundo, o que esta brilhante conclusão significa é que os portugueses ainda tentam engravidar no espaço recolhido do lar, a bem da conservação da privacidade e, claro, através do único método que é conhecido por cá. Lá por fora já ninguém engravida assim. Que privacidade, que quê!? No estrangeiro, para se engravidar põe-se a boca no trombone e pronto.

16 comentários em “Gravidez: da posição do missionário à boca no trombone da Lusa”

  1. É também um disparate afirmar que Portugal é um dos países mais envelhecidos do mundo. Há muitos países mais envelhecidos que Portugal (em grande parte porque a transição demográfica nesses países doi efetuada mais cedo e/ou porque recebem menos imigração).
    Seria verdade dizer que Portugal tem das natalidades mais baixas do mundo. Mas não se deve confundir baixa natalidade com população envelhecida.

  2. Cá pra mim (apesar de apreciador), o métudo de “boca no trombone”, ou, do “trombone na boca” não resultam, se a intenção de base fôr procriar.
    No entanto, sou dos que apoia a experienciação e a persistência…

  3. Prezado Dr João Carvalho

    Reconhecido lhe peço o esclarecimento seguinte:

    – Se para certas religiões o aborto é considerado um crime…
    ~Podemos classificar o uso da “camisinha” como um crime por asfixia?

    Quanto á boca no trombone… considerar um acto de canibalismo….(?)

    Grato pela atenção

      1. E o pecado da carne ?? Oh meu Deus !
        Que o diga aquele padre que foi às meninas e agora tem um processo às costas…
        Aquele pastor alemão é um chato !!

  4. Tenho dúvidas quanto ao encarar certos bogs. Não sei se os considere plataformas que contribuam para uma reflexão séria sobre as coisas e a nossa vida, se uma oportunidade tecnológica para certos rapazolas e meninas darem ares da imensa gracinha que acham que têm.
    Este post aponta mais para a última interpretação. Ainda que outros, como a citação do José Gil, já apontem para uma capacidade de leitura que até parece de adultos.
    Saberão, com certeza, que nos tempos dos nosso avós, a gravidez estava longe de ser resultado de uma decisão. Agora expressa uma decisão individual ou familiar. Ora, ninguém decide ter filhos para salvar a Pátria. Competiria aos gestores da dita, implementar medidas bem credíveis cujo benefício individual ou familiar tivesse como resultante indirecta o tal “des”envelhecimento demográfico.
    Tratar isto com graçolas, também dá. Mas ao menos que tivessem mesmo gracinha.

    1. A sua dúvida inicial não faz qualquer sentido: nesta casa praticam-se ambas as modalidades. Nem tudo é tão sério que nos retire a capacidade para nos rirmos até de nós próprios. Procure V. fazer o mesmo e verá como vai dormir melhor. A menos que V. seja da Lusa…

  5. Diria antes que a conclusão é que ter filhos não devia ser uma decisão privada dos casais, mas sim do Estado, com a necessária burocracia e o essencial instituto. “Ah e tal, o senhor e a menina estão juntos há dois anos? Têm mais de 25 anos? Então preencham por favor este formulário – em triplicado. A menina tem um ano para engravidar. Caso contrário, terão de pagar a penalização de natalidade.”

    1. Uma das razões é essa. As crianças são cada vez mais do Estado e da Sociedade do que dos Pais.
      Outra é que as crianças são cada vez mais caras a todos os níveis. Em parte porque o mercado onde as crianças são consumidoras um mercado socialista onde não há concorrência: educação, saúde sempre a aumentar de preço sem justificação.
      Não é estranho que as escolas e os professores não se preocupem um átomo com a natalidade?

      Depois a fasquia que o desejo de zero falhas na sociedade ocidental da perfeição europeia que é imposto pelas pessoas a si próprias.
      Se a criança não tiver isto não vale a pena.
      Se a criança não tiver aquilo não vale a pena.
      Se não puder ter um curso não vale a pena. etc.

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