Um deputado socialista tem uma proposta de lei que só peca por tardia: visa tornar «proibida a atribuição de nome de pessoa viva a qualquer bem público, de qualquer natureza, pertencente ao Estado ou a pessoa colectiva de direito público», e «a bens ou actividades privadas que, a qualquer título, hajam recebido apoio financeiro de entidade pública».
Por incrível que pareça, a prática está de tal modo vulgarizada – grande parte das vezes, por auto-decisão para auto-atribuição ao auto-glorificado, o que ainda é pior – que agora só por diploma legal se conseguirá repor um comportamente decente e ético, impedindo que se continue a endeusar por este país fora quem ainda não chegou à História e, em tantos casos, quem nada fez de relevante.
Problema bicudo vai ser com a proliferação das Praças da Liberdade e Avenidas do 25 de Abril, por exemplo. Afinal, a Liberdade e o 25 de Abril estão vivos ou não? Se não estão, então podem continuar a dar nome à toponímia…