Um deputado socialista tem uma proposta de lei que só peca por tardia: visa tornar «proibida a atribuição de nome de pessoa viva a qualquer bem público, de qualquer natureza, pertencente ao Estado ou a pessoa colectiva de direito público», e «a bens ou actividades privadas que, a qualquer título, hajam recebido apoio financeiro de entidade pública».
Por incrível que pareça, a prática está de tal modo vulgarizada – grande parte das vezes, por auto-decisão para auto-atribuição ao auto-glorificado, o que ainda é pior – que agora só por diploma legal se conseguirá repor um comportamente decente e ético, impedindo que se continue a endeusar por este país fora quem ainda não chegou à História e, em tantos casos, quem nada fez de relevante.
Problema bicudo vai ser com a proliferação das Praças da Liberdade e Avenidas do 25 de Abril, por exemplo. Afinal, a Liberdade e o 25 de Abril estão vivos ou não? Se não estão, então podem continuar a dar nome à toponímia…

Que sorte o “Magalhães” já ter morrido! Se assim não fosse, não sei que nome se haveria de dar àquela maravilhazinha tecnológica, que tanto tem contribuído para a formação das nossas criancinhas. Quanto mais não seja, ficam a saber que embora esteja vivo e saltitante o projecto das maquinetas, tem nome de defunto.
Sem dúvida, (mais) uma matéria importantíssima a requerer legislação urgente e a atenção de quem de direito.
Em alternativa, mata-se a máquina…
Concordo consigo. Como vai ser? Pode aparecer, até o próprio deputado, alguém que possa explicar. Creio até que será o próprio, dizendo que entendemos mal, não foi bem isso que quis dizer……
Esperemos pelo debate parlamentar.
A Pilar del Rio, por ser mulher do Saramago, já tem o nome numa rua portuguesa, imagine-se.
Isto diz tudo sobre o país, não?
Sendo que país é favor, claro…
É ainda pior se nos lembrarmos de que a Pilar desdenha publicamente Portugal e os portugueses e se recusa ostensivamente a falar português.
Há por aí uma rua ou avenida Manuel Pinho que terá de ficar com outro nome caso esta lei tenha carácter retroactivo.
Alameda El Toro.
Parece-me uma justa homenagem a esse brilhante rabejador.
Concordo em absoluto com esta proposta de lei.
Toca a enterrar rapidamente os vivos, se estes querem mesmo fazer parte da toponímia dos lugares… será justo no entanto realçar que de alguns nem sentiríamos a falta.
Já era demais, estava cá uma rebaldaria que se concorria a uma contabilização infernal:
– eu tenho 6 ruas com o meu nome, e tu?
Além da vaidade balofa, é de um mau gosto sem paralelo.
Proponho uma ida a Elvas para se ver o que é um verdadeiro culto de personalidade. Só falta darem o nome do presidente da camara aos Paços do Concelho.
Depois pode-se aproveitar para ir a Badajoz comprar caramelos e atestar o deposito do popó.
PS. Apesar disso, temos que reconhecer que o homem tem obra feita.
Em geral, todos eles têm obra feita. Para poderem baptizá-la.
Pois aqui em Elvas já existem 400 e tal ruas, pavilhões, instituições e eu sei lá o quê mais com o nome do homem!!!!! Por muita obra (mal) feita que tenha (que eu saiba, cimento não cria emprego…), acho o maior despudor e afronta aos munícipes que REALMENTE trabalham POR e PARA Elvas. Para não falar dos que já não estão no mundo dos vivos…
Entendo. E como é que se chama o homem?
Será consequencia do pavilhão de Mafra se chamar Ministro dos Santos?
É muito possível que tenha sido a causa próxima. Mas não falta um imenso rol de causas longínquas.
Claro que estou completamente de acordo que esta proposta de lei só peca por tardia, já que o bom senso não impera por estas bandas. Quanto às Praças da Liberdade e Avenidas 25 de Abril não acompanho o seu raciocínio, o qual, inteligente como sempre, é todavia um pouco capcioso. Por essa ordem de ideias também deveriam desaparecer as Avenidas da Republica .
A República está viva? Hum… Então fui um pouco capcioso…
LOL
Capisci?
Hihihi…