«Se ganhar a Taça da Liga, vou oferecer champanhe do bom aos nossos sem-abrigo durante oito dias.»
António Fiúsa, presidente do Gil Vicente Futebol Clube e membro do Grupo de Acção Social Cristã, que ajuda os mais desfavorecidos em Barcelos
«Se ganhar a Taça da Liga, vou oferecer champanhe do bom aos nossos sem-abrigo durante oito dias.»
António Fiúsa, presidente do Gil Vicente Futebol Clube e membro do Grupo de Acção Social Cristã, que ajuda os mais desfavorecidos em Barcelos

«Um escritor americano em 1908 imaginára essa estranha catastrofe d’um navio colossal chamado Titan e que seria abalroado por icebergs. Passados quatro anos o facto terrivel deu-se com o Titanic, o maior navio do mundo, comandado pelo capitão Smith, levando a seu bordo milionarios e celebridades e que a trezentas milhas a sudoeste do Cap Race foi tocado por um formidavel iceberg.
Durante duas horas o gigante se debateu, sendo salvas 868 pessoas das 2:258 que conduzia.
O Titanic tinha 268 metros de comprido, deslocava 46:382 toneladas e custára aproximadamente nove mil e duzentos contos de réis, estando seguro em metade do seu valor.»
(Ilustração Portugueza, N.º 323, 29 de Abril de 1912, pág. 560)
O Mazda 323 Sedan Notchback (três volumes) foi o último carro que tive em Macau. Em Portugal, o mais comum foi o modelo Hatchback (o dois volumes que aparece ao fundo), mas o meu era o que está no topo.
Já tinha passado pelas mãos de alguns portugueses, mas era um bom carro no seu segmento, muito bem equipado e com um eficiente ar-condicionado. Quanto regressei definitivamente, ainda o vendi a outro português.
Não teve grande história, mas teve um acidente. Foi um dos dois acidentes que sofri e em que o carro não conseguiu sair do lugar pelos seus meios. Só que, em poucas semanas e com a minha carteira muito mais leve, já o 323 circulava outra vez como se nada fosse.

Ministros apressados de malas aviadas? O BES metido no assunto? Influências e corrupção? Fundos transferidos pela calada da noite? Depósitos de dinheiro com proveniência suspeita? Só por má vontade. Vamos ser sérios, sim? O caso Portucale só existiu porque ninguém quis reconhecer a evidência: os sobreiros classificados foram derrubados quando a poderosa mão do Senhor se abateu sobre este país amaldiçoado.
Maria de Lurdes Rodrigues considerou ontem no Parlamento que a Parque Escolar demonstrou boa prática no cumprimento da recuperação de escolas e que o programa foi «uma festa» para todos os envolvidos. Isabel Alçada afirmou hoje perante os deputados que «a derrapagem não foi excessiva» e que a Parque Escolar era a oitava maravilha do mundo. Para ambas, a ausência de concursos públicos foi coisa de somenos.
Percebe-se agora melhor por que motivo as duas ex-ministras da Educação de Sócrates nunca deviam ter chegado a cargos de topo na gestão pública e nunca mais devem voltar. Se Deus existe e é justo, que lhes dê uma longa vida e, sobretudo, que mantenha uma e outra bem afastadas da gestão orçamental do país que deixaram de rastos para nós pagarmos. É que não há saco para tamanho descoco.
Fico a saber pela televisão que uma aldeia espanhola organizou um referendo para que os eleitores digam se concordam ou não que a autarquia passe a plantar cannabis, com vista a ultrapassar dificuldades orçamentais. Que tal começar a plantar cannabis no jardim da Maternidade Alfredo da Costa?

Quando eu andava sempre de calções, os táxis eram quase todos Mercedes-Benz 180D, igualmente designados pela marca como W120 Ponton.
Também havia — não necessariamente táxis — os 190 (W121) e nem sempre D (de Diesel), pois podiam ser S e SE, entre outros modelos da marca alemã, cuja reconversão a partir do pós-Guerra nunca parou de evoluir e de se impor pela fiabilidade e resistência — características apreciáveis que, aliás, já faziam parte da História anterior da Mercedes-Benz.
Os Mercedes Ponton foram produzidos de 1953 a 1962. Muitos ainda se mostravam claramente estimáveis e prestavam grandes serviços nos anos 70 — estimáveis e bem respeitáveis, porque não ganharam fama sem proveito.
Nessa época, uma família desafogada não desdenhava mostrar-se com o seu 190S ou um luxuoso 220 SE, por exemplo, o que confirmava um certo estatuto social.
Hoje em dia, como clássico, talvez não seja um carro muito empolgante, mas nenhum coleccionador recusa um Ponton em estado invejável de fazer virar a cabeça a tanta gente que o conheceu por fora e por viajar dentro de algum.
Lá em casa, se a minha mãe e/ou alguma das minhas tias precisava, telefonava-se para a praça de táxis mais próxima, a que ficava no interior da Praça de Mouzinho de Albuquerque (vulgo Rotunda da Boavista), virada a Poente. Era então normal aparecer-nos à porta o senhor Fonseca, já nosso conhecido de tantas saídas, de fato e gravata ao volante do seu impecável 180D sempre a brilhar.
Fartei-me de ir à Baixa nesse Mercedes azul escuro do senhor Fonseca, muito antes da norma que impôs que os táxis fossem pretos com o tejadilho num verde invulgar, para se distinguirem com facilidade dos restantes carros.


Eles chamam-se Sean Lennon, James McCartney, Dhani Harrison e Zac Starkey. Por vontade do James, que tem tentado manter os restantes em contacto, já teriam feito o mesmo que os pais e, provavelmente, já estaríamos todos aqui neste momento a ouvir o primeiro álbum dos New Beatles.
Já agora, para a capa do álbum da nova banda, se ela se confirmasse, talvez nada melhor do que a recriação do criador da capa original do famoso Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, Sir Peter Blake, que fez a nova versão para celebrar os seus 80 anos com uma retrospectiva dos seus trabalhos exposta no Wayne Hemingway’s Vintage Festival, em Northamptonshire (Inglaterra), razão pela qual se identifica tanta gente como J.K. Rowling, Amy Winehouse, Noel Gallagher, Elton John, Elvis Costello, Eric Clapton, David Bowie, Ian Curtis e muito mais.

… tente conduzir.
O domingo anterior ao Domingo de Páscoa chama-se Domingo de Ramos. É quando se benzem os ramos de oliveira e se celebra a entrada de Jesus Cristo em Jerusalém, montado num jumento, saudado pelo povo que Lhe estendeu pelo caminho as vestes e os ramos de árvores e gritava: “Hossana ao Filho de David! Bendito o que vem em nome do Senhor!”
O Domingo de Ramos foi instituído a partir do século IV como um modo de recordar essa entrada de Jesus de Nazaré na cidade de Jerusalém. Vários outros costumes foram associados ao Domingo de Ramos e somente na segunda metade do século VII é que o Vaticano restaurou a ordem dos Domingos da Quaresma.
Actualmente, a celebração de Ramos tem dois momentos: o primeiro, em que é feita a bênção dos Ramos, e o segundo, em que se realiza uma missa, altura em que se faz uma reflexão sobre a Morte e Ressurreição de Jesus. No final da celebração, os ramos de oliveira (ou de palmeira) são abençoados e levados pelos fiéis para ser colocados em cruz nas suas casas ou sobre alguma campa no cemitério, como sinal de compromisso com Cristo e simbolizando a força da vida e a esperança da ressurreição.
O dia da Páscoa é celebrado no primeiro domingo após a Lua Cheia que ocorre depois de 21 Março (a data do equinócio da Primavera, no hemisfério Norte, e do Outono, no hemisfério Sul), definida pela Igreja em 325 d.C., no Conselho de Nicea. Ou seja: o Domingo de Páscoa é equivalente à antiga regra de que seria o primeiro domingo após o 14.º dia do mês lunar de Nissan, no calendário judaico (existente há mais de 3300 anos), em que os meses seguem as fases da Lua.
Com esta definição, a data da Páscoa varia de ano para ano, sendo no mínimo a 22 de Março e no máximo a 25 de Abril, o que determina que a Páscoa seja uma festa móvel. Esta data, a primeira das diversas festividades da Igreja Católica, vai determinar as restantes datas, como pode observar-se:
– terça-feira de Carnaval, que ocorre 47 dias antes da Páscoa;
– quarta-feira de Cinzas, que ocorre 46 dias antes da Páscoa e dá origem ao período da Quaresma;
– Domingo de Ramos, que ocorre no domingo anterior à Páscoa;
– Pentecostes, que ocorre no sétimo domingo após a Páscoa;
– Santíssima Trindade, que ocorre no domingo seguinte ao domingo de Pentecostes;
– Corpo de Deus, que ocorre na quinta-feira imediatamente a seguir ao domingo de Pentecostes.
A sequência exacta de datas da Páscoa repete-se aproximadamente em 5.700.000 anos no nosso calendário gregoriano.
(Com a colaboração da nossa
comentadora MACarvalho)
(Imagem no topo: Domingo de Ramos, fresco de Giotto,
século XIV, na Capela Arena, em Pádua.)
«O alegado suspeito (…)»
Repórter sobre um duplo homicídio, no Bom Dia Portugal, RTP1
O Citroën Ami 6 Break Confort era ronceiro e de baixos consumos, em contraste com os Prinz 1000 anteriores lá de casa.
Creio que foi aí pelos finais da década de 60. Era branco-sujo, com estofos pretos. Tinha o seu quê de divertido, isso o Ami 6 tinha, e aquela versão Break era muito mais parecida com um automóvel normal do que a versão Berline, cujo estranho corte do óculo traseiro não contava com uma aceitação que pudesse considerar-se razoável: os poucos adeptos constituíam a explicação óbvia para haver muito mais Breaks do que Berlines.
Porém, o Ami estava longe de ser perfeito, mesmo no seu estreito segmento. Lembro-me perfeitamente, por exemplo, de não haver qualquer justificação (excepto o da gaffe de concepção) para a dureza do pedal do acelerador. A força desmedida requerida pelo acelerador contrastava escandalosamente com a velocidade vertiginosa que o carro se recusava a atingir, por muito que lhe pedissem para andar mais um bocadinho.
A abertura horizontal das janelas era outro problema, porque o arejo permitido no interior, se necessário, mostrava-se totalmente insuficiente. Este problema, associado à capota em fibra de vidro (característica de outros Citroën, como os prestigiados “Boca-de-Sapo”), tornava o habitáculo infernal, quando o carro ficava sob o sol do Verão.
Recordo-me que a minha irmã mais nova, numa dessas situações, esteve à beira de uma insolação que só por um feliz acaso não terminou em drama — mas pouco faltou — quando estávamos parados na estrada à espera da reabertura de uma cancela dos caminhos-de-ferro.
Enfim: naquela época, foi um carro bem diferente, entre todos os que passaram lá por casa.

Sobre os voos de hoje que a TAP teve de cancelar por causa da greve em Espanha, a Lusa noticiou não estar previsto «que haja passageiros afetados, uma vez que foram contactados para alterarem os seus horários de viagem». Não será que a Lusa queria escrever “afectados”? Ou seria “contatados”?

É raro um transporte levar gente mais à frente do que o motorista…

… André Couto!
Grande dia, grande ano, grande abraço!

27 de Maio de 1924 – 27 de Março de 2012

Ao contrário do que consta, uma limousine pode ser um transporte adequado. Especialmente se for o último…
«A deputada encarregue de dar o parecer sobre a revisão do Código do Trabalho, a ‘bloquista’ Mariana Aiveca, considera que a proposta do Governo “não reúne os requesitos (…)” » A notícia da Lusa também não reúne os requisitos: é “encarregada” que se diz, não é “encarregue”.