Há cem anos


jmmcc,

«Um escritor americano em 1908 imaginára essa estranha catastrofe d’um navio colossal chamado Titan e que seria abalroado por icebergs. Passados quatro anos o facto terrivel deu-se com o Titanic, o maior navio do mundo, comandado pelo capitão Smith, levando a seu bordo milionarios e celebridades e que a trezentas milhas a sudoeste do Cap Race foi tocado por um formidavel iceberg.

Durante duas horas o gigante se debateu, sendo salvas 868 pessoas das 2:258 que conduzia.

O Titanic tinha 268 metros de comprido, deslocava 46:382 toneladas e custára aproximadamente nove mil e duzentos contos de réis, estando seguro em metade do seu valor.»

(Ilustração Portugueza, N.º 323, 29 de Abril de 1912, pág. 560)

4 comentários em “Há cem anos”

  1. O detalhe da obra ter sido escrita 4 anos antes com um navio do mesmo nome já foi chamado “instinto fatal”… e é anormal não ser repetido no folclore do Titanic.

    O escritor de 1908 deve ter sido investigado pela colisão do iceberg.

    Ora bem, 9200 contos pelo Titanic… menos do q hoje qq apartamento em Lx.

      1. Graças ao seu post, fiz uma pequena busca.
        A informação está até na wikipedia. Foi Morgan Robertson quem escreveu a novela chamada
        “Futility, or the wreck of the Titan” em 1898 (ou seja, 14 anos antes e não apenas 4):
        http://en.wikipedia.org/wiki/Futility,_or_the_Wreck_of_the_Titan

        As semelhanças são de facto interessantes:
        – não seria afundável, foi atingido por icebergs em Abril, faltaram salva-vidas, e morreram mais de 2000 pessoas.

        Sobre Morgan Robertson:
        http://en.wikipedia.org/wiki/Morgan_Robertson
        para além deste conto sobre o Titan, faz outros interessantes que precedem a Lagoa Azul ou Tarzan, e sobre um ataque japonês a São Francisco (os japoneses leram mal o argumento e escolheram Pearl Harbor).

        O que será mais interessante é notar como as auto-estradas informativas desviam a atenção deste detalhe, esquecido em menos de 100 anos.
        Os holofotes iluminam a fachada, e só mesmo este postalito antigo permitiu meter por um caminho esquecido, onde se vê um “bocadinho” das traseiras.

        Obrigado pelo postal!

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