Um pândego


Rui Rocha,

 

1 – Sócrates nega pressão de Bruxelas para uma intervenção externa.

2 – Sócrates classifica como politiquice rumores de remodelação no governo.

3 – Sócrates afirma que Governo português não precisa de sugestões de ninguém na reforma do mercado de trabalho.

4 – Sócrates afirma que não precisamos de ajuda nenhuma.

 

Indique todas as afirmações que reflectem a realidade.

Portugal Futuro


Rui Rocha,

No dia em que se comemora a Independência e em que, a sermos sinceros, esta parece tão ameaçada, apetecia-me muito escrever uma visão colorida do futuro do meu país. Felizmente, alguém já escreveu muito melhor do que eu alguma vez o faria. E com muito mais entusiasmo do que eu seria capaz nos dias que correm. Resta-me transcrever, aplaudir e fazer tudo o que estiver ao meu alcance para contribuir para a realização deste sonho:

 

O PORTUGAL FUTURO
o portugal futuro é um país
aonde o puro pássaro é possível
e sobre o leito negro do asfalto da estrada
as profundas crianças desenharão a giz
esse peixe da infância que vem na enxurrada
e me parece que se chama sável
Mas desenhem elas o que desenharem
é essa a forma do meu país
e chamem elas o que lhe chamarem
portugal será e lá serei feliz
Poderá ser pequeno como este
ter a oeste o mar e a espanha a leste
tudo nele será novo desde os ramos à raiz
À sombra dos plátanos as crianças dançarão
e na avenida que houver à beira-mar
pode o tempo mudar será verão
Gostaria de ouvir as horas do relógio da matriz
mas isso era o passado e podia ser duro
edificar sobre ele o portugal futuro.

Ruy Belo

A lição de Messi


Rui Rocha,

 

Desculpa, André. Mas, não concordo. Converter a noite de ontem numa vitória de José Mourinho é trilhar o caminho penoso das vitórias morais. É, provavelmente, negar a própria essência de Mourinho. Mourinho é ambição, é arrogância e obsessão. É auto-suficiência que transborda para lá das quatro linhas do campo. As vitórias morais devem ser-lhe muito amargas. O que aconteceu ontem foi o confronto do homem com o seu próprio mito. E como não podia deixar de ser, o homem é bastante menor que a dimensão do mito. Mourinho, o treinador, é de carne e osso, falível, sujeito ao erro. Ontem, apanhou um banho de futebol. Lá dentro do campo, onde as coisas realmente acontecem, a aula foi dada por Messi, por Xavi, por Iniesta e pelo seu treinador, Pep Guardiola. Dizer agora que Mourinho foi brilhante na derrota é pregar-lhe uma rasteira. O homem alimenta-se, exclusivamente, de sucessos. No dia em que as suas vitórias passarem a ser grandes exibições nas conferências de imprensa depois dos jogos, Mourinho estará acabado. Ao seu jeito, Mourinho sabe ganhar. Mas é certo que nunca será grande a perder. Faça-se justiça ao futebol do Barcelona, ao trato de bola, à dinâmica, ao rasgo individual, ao espírito colaborativo que mescla o génio com o sentido colectivo. Uma goleada destas não se contraria com mind games. Aprecio a retórica e a argumentação, mas do que eu gosto mesmo é de bola.

Programação Especial de Natal do Conselho de Ministros


Rui Rocha,

 

5 de Dezembro – Amado, Mudei a Casa (edição especial: remodelação das figuras decorativas do presépio da residência oficial do Primeiro-Ministro).

7 de Dezembro – Pular do Express (com António da Geringonça).

9 de Dezembro – Isto é Circo (só com palhaços pobres).

10 de Dezembro – O Pantanal dos Hospitais (Ana Jorge ao vivo).

12 de Dezembro – O Menino Está Dormindo (Coro do Santo Desamparo de Oeiras).

14 de Dezembro – As Sandálias do PEC e a Dor (T. Santos mais morto que vivo).

16 de Dezembro – O Quebra-Posses.

18 de Dezembro – Pequenos Cantores – Gala do Sacaninha de Ouro.

20 de Dezembro – O Logro dos Cisnes (S. Pereira de tutu e S. Silva em pontas).

21 de Dezembro – Do Céu caiu uma Estrela.

22 de Dezembro – Os Três Reis Magros.

23 de Dezembro – Couro, Insucesso e Mirra.

24 de Dezembro – A Última Ceia.

25 de Dezembro – Saltos de Esqui (trampolim curto para alguns, trampolim longo para a maioria).

Nota: a tradicional Missa do Galo foi cancelada. O último frango da capoeira será servido na Ceia.

 

Está bom tempo em Tripoli


Rui Rocha,

1 – De acordo com o Eurostat, o desemprego situou-se em Outubro em 11%.

2 – O risco da dívida portuguesa continua a escalar alegremente. 

3 – As carpideiras vão-se juntando à porta do futuro defunto.

Entretanto, algures em Tripoli, o tempo está bom e os camelos continuam a pastar no oásis. As energias são renováveis e a semana está a correr bem.

 

A propósito da batalha no Complexo do Alemão


Rui Rocha,

O documentário ‘Complexo – O Universo Paralelo’, realizado pelos portugueses Mário e Pedro Patrocínio, foi distinguido ontem com o prémio ‘Direitos Humanos’ do Artivist Film Festival, nos Estados Unidos. O filme relata na primeira pessoa a vida destes dois irmãos, durante um período de 2007, no Complexo do Alemão. Neste momento, a sua exibição na televisão do serviço público, ou noutra, seria de extrema actualidade.

Enquanto isso não acontece, deixo aqui link para uma fantástica reportagem fotográfica sobre a batalha do Complexo do Alemão. Estas imagens valem por mil palavras.

Agora que a operação das autoridades está em fase de rescaldo fica a pergunta: foi dado um passo decisivo para derrotar o narcotráfico e a marginalidade, ou esta é uma guerra perdida contra uma realidade que se impõe à ordem pública e que lhe escapa entre os dedos?

Portugal, Estado Social 2.0


Rui Rocha,

 

Muitos não terão dado por isso, mas Portugal é hoje um Estado Social 2.0. É claro que, tal como antes, tudo assenta na rede. De interesses, de compadrios e de cumplicidades que nem às paredes se confessam. Mas, o Estado Social 2.0 é muito mais do que isso. A evolução suporta-se no desenvolvimento de novas Plataformas que aproveitam os efeitos de rede para os tornar mais poderosos. Beneficiando uma certa inteligência colectiva. Desenganem-se. Este país não é para meninos. Nem para velhos. Nem para doentes. Nem para os que praticam o mérito sem rede. É um país para rapazes com acessos e largura de banda. Depois de estar na rede, é preciso ter conta numa das Plataforma disponíveis. Se possível, em várias. É certo que, nesta coisa das Plataformas, nem tudo são rosas. Há por aí laranjas podres. O HiddenFace Book já conheceu melhores dias. No BPN já não há amigos. A Plataforma do Aeroporto tem cada vez menos Otários. Até ver, o TGV é o maior sucesso. Quem não fizer login, perde o Comboio. Tomemos então a Plataforma TGV como exemplo. Por estes dias, a moda é substituir a fotografia por cartoons. Na Plataforma TGV também é assim. Seja. Vamos por aí. O Ministro Mendonça parece um Chapeleiro Maluco? Desorientado e louquinho pela ferrovia… Estão a ver mal! Se olharem com atenção para o boneco, verão que ele é o cocheiro de uma carruagem de interesses. E tem pressa de chegar. Na Plataforma TGV, está também um Coelho Relojoeiro. Fez de um hobby profissão. É o Hobby da Construção. No relógio do Coelho, os ponteiros giram sempre a grande velocidade. Em sentido contrário ao do interesse nacional. À medida que a corda do relógio acaba, a velocidade aumenta. E o tempo está a esgotar-se. A carruagem desenfreada que o Ministro Cocheiro conduz é a da Cinderela. Na Plataforma TGV, o Governo é representado pelo desenho da Fada Madrinha. Está bem gordinha, a fadinha. Há uns tempos colocaram-lhe uma Banda Gástica. Ainda faz uns passes de magia, mas já não tem poderes ilimitados. Um dia destes, vai ser uma Fada Magrinha. O feitiço da Cinderela termina quando soarem as badaladas do FMI. Ou das eleições antecipadas. Ou do Governo de Salvação Nacional. Ou do Congresso do PS. Ou do Carrilhão da Merkel, afinado pelos tacões do Sarkozy. Depois disso, a Cinderela será outra vez uma criada esfarrapada. Caso não tenham reparado, esta Gata Borralheira é o esboço que substitui a fotografia de um país. Incomparável. Com a Grécia, com a Espanha ou com a Irlanda… Até essa meia-noite fatídica, é preciso que o Príncipe fique embeiçado. Que a história de amor não tenha retorno. Que o negócio role sobre carris. Na Plataforma TGV, o desenho animado com mais amigos é um Banqueiro Forreta. Apesar de ainda ser cedo, já lhe mandaram as Boas Festas. Em português do Brasil, que por cá já não havia dinheiro para vales postais: “Oi. Está em linha? Feliz Natau, Mr. Scrooge. Tomara que Papai Noeu ponha um trenzinho em seu sapatinho”. E um par de botas. No Estado 2.0, as Plataformas são trampolins. Quem não salta, não é da malta. Os trampolineiros profissionais saltam mais alto e estão albardados com pára-quedas dourados. Neste Estado Social 2 ponto 0, o sítio certo para estar fica além do ponto. Onde quer que isso seja. Aí as vantagens são sempre multiplicadas por 2. Em contrapartida, aquém do ponto, tendem todas para zero. À esquerda e à direita. Dizem que este Estado Social 2.0 é colaborativo. É verdade. Até certo ponto. Os desempregados, os jovens licenciados, os párias, a classe média, os jornalistas, os desiludidos, os bons e os maus, os entusiasmados e os cansados, os solteiros e os casados, todos têm lugar nestas Plataformas. Cabe-lhes uma única e indispensável missão. Colaborar. Carregar no botão do polegar virado para cima: “Like”. O botão “Dislike”… ainda não foi inventado. Calha bem, porque o botão “Like” é que faz subir os que estão além do ponto. Os colaboracionistas recebem em troca um arremedo de protecção social. Embrulhado, com um laço, em títulos da dívida soberana. Até ao dia em que o Estado desamigar.

Faringites e gargarejos


Rui Rocha,

O Ministro das Finanças de Portugal, Oli Rehn, e o seu Secretário de Estado, Didier Rynders, declararam que o país se comprometeu a adoptar medidas estruturais em matéria de saúde, transportes e mercado de trabalho. Aguarda-se que o seu porta-voz, Teixeira dos Santos, logo que estiver recuperado da faringite que certamente o apoquenta, esclareça o sentido dessas medidas. Se possível, antes de limar as unhas encravadas. A propósito, diz-se que os gargarejos com sal são muito eficazes.

 

Adenda (às 11h20): Já agora, se pudesse dizer alguma coisa sobre as previsões de Outono da Comissão Europeia, de acordo com as quais as medidas de austeridade previstas no Orçamento para 2011 não são suficientes, também era serviço.

Adenda nº 2 (às 12h30): E, se não for muita maçada, umas palavrinhas sobre os números do desemprego, do défice em 2012 e do crescimento (?) em 2011 que constam dessas mesmas previsões…

Adenda nº 3 e Conclusão (às 13h45): a) O Ministro Oli Rehn e o porta-voz Teixeira dos Santos têm que falar mais entre eles; b) ou o que o porta-voz diz no comunicado é falso, ou as medidas em causa são insuficientes; c) as medidas previstas em matéria de transportes são o início das obras do TGV em 2011? 

 

Não percebi


Rui Rocha,

Em entrevista ao Sol, Manuel Alegre declarou: “a adopção gay ainda me causa engulhos”. De acordo com o dicionário online de Língua Portuguesa da Porto Editora, é a seguinte a definição de “engulho” (nome masculino):

1. náusea.

2. ânsia que precede o vómito.

3. figurado desejo veemente.

4. figurado tentação.

5. figurado aborrecimento.

Qual o sentido a atribuir à afirmação do candidato presidencial?

A playlist de José Sócrates


Rui Rocha,

1.  Amores de Estudante (Hino Académico)

2.  Bed Of Roses (Bon Jovi)

3.  Boys Don´t Cry (The Cure)

4.  We Are The Champions (The Queen)

5.  The Great Pretender (The Platters)

6.  Precious Illusions (Alanis Morissette)

7.  Mystery Train (Elvis Preley)

8.  Man On the Moon (R.E.M.)

9.  Road To Nowhere (Talking Heads)

10.  When Doves Cry (Prince)

11.  Hard Rain’s A-Gonna Fall (Bob Dylan)

12.  Free Fallin (Tom Petty)

13.  Drowning (Backstreet Boys)

14.  The End (The Doors)

15.  Runaway Train (Soul Asylum)

 

(Bom fim-de-semana)

Procura-se abono de família


Rui Rocha,

Desapareceu de sua casa (e da sua, e da sua e da minha também):

Nome – abono de família.

Descrição – prestação atribuída mensalmente, com o objectivo de compensar os encargos familiares respeitantes ao sustento e educação das crianças e jovens.

Foi visto pela última vez nas obras do aeroporto de Beja. Pede-se a quem souber do seu paradeiro que contacte de imediato o Estado Social.

Os cinco estágios da dor


Rui Rocha,

 

De acordo com Elisabeth Klüber-Ross, perante uma catástrofe iminente, passamos por cinco fases diferentes:

Negação – a situação não é levada a sério. A dimensão do sofrimento é tal que afastamos totalmente esse cenário;

Raiva – quando finalmente tomamos consciência da situação, cresce em nós um sentimento de injustiça (“eu não mereço isto!”) que provoca uma fúria que dispara em todas as direcções e sentidos;

Negociação – perante a evidência de que a raiva não é solução, o instinto de sobrevivência orienta-nos para uma estratégia em que oferecemos (tudo) o que estiver ao nosso alcance para obter mais algum tempo ou condescendência de quem supostamente tem o poder (o agressor, Deus, ou o destino, para quem acreditar nestes últimos);

Depressão – falhada a negociação, entramos num estado de prostração marcada que se caracteriza pela perda de energia e de interesse por actividades habitualmente percepcionadas como agradáveis;

Aceitação – compreendemos finalmente que não há nada a fazer, encarando com resignação o que nos está reservado.

Não é este o sítio adequado para discutir a validade científica do modelo. Parece-me, todavia, um enquadramento que pode, por exemplo, ajudar a:

a) perceber o que até aqui se passou no contexto da grave situação económica social e política que o país atravessa;

b) lançar alguma luz sobre o que aí vem.

Em qual dos cinco estágios se encontram o Governo, a opinião pública, os parceiros sociais, os empresários, o Primeiro-Ministro, eu próprio ou o leitor perante esse grave problema? No meu caso, vou pensar nisto.

 

* – Foto de Emery Way, aqui.

Santos vs. Jesus, descubra as diferenças:


Rui Rocha,

Teixeira dos Santos

Jorge Jesus

 

 

  • Técnico competente
  • Campeão (do crescimento)
  • Receitas Extraordinárias: sim      (Fundo de Pensões PT)
  • Despesa descontrolada
  • Défice orçamental
  • PECS: 3
  • Spread vs. dívida alemã: histórico  (450 pontos base)
  • Dependência do mercado: elevada
  • Necessidade de resgate: iminente
  • Número da sorte: 7,0
  • Música no iPod: Final Countdown
  • Cor de cabelo: branco

 

 

  • Técnico competente
  • Campeão (época 2009/10)
  • Receitas Extraordinárias: sim   (Túnel da Luz)
  • Defesa descontrolada
  • Défice pontual
  • PECS: 3 (todos em Israel)
  • Spread vs. FCP: histórico              (10 pontos base)
  • Dependência do mercado: elevada
  • Necessidade de resgate: iminente
  • Número da sorte: 5,0
  • Música no iPod: Final Countdown
  • Cor de cabelo: variável

 

 
 
 
 

Este post não é sobre a greve geral


Rui Rocha,

 

 

Analisar a Greve Geral de hoje (um direito inquestionável dos trabalhadores, sublinhe-se) do ponto de vista da sua oportunidade no actual contexto social e económico seria um exercício muito interessante. Mesmo muito estimulante. Mas, a verdade é que, logo a seguir ao almoço, não me está a apetecer nada. Pronto, sobre este assunto, faço minhas as palavras do Manuel Alegre. Esclarecidos, não é? Não se fala mais nisso. Agora, não escondo que, como qualquer conflito social, a greve pode ser muito inspiradora. A ideia de serviços mínimos, por exemplo, tem muito potencial. Vejamos um caso concreto. No meio de alguma trapalhada que não vem agora ao caso, parece que foram fixados serviços mínimos na Justiça. Rejubilemos! Em que outro dia do ano é possível garantir que a Justiça portuguesa cumpre os mínimos? Alguém se atravessa? O Dr. Noronha do Nascimento lá ao fundo parece querer dizer alguma coisa… Engasgou-se… Catarro? Muito aborrecido, o catarro. Talvez o ilustre representante da Procuradoria-Geral da República? Agora não pode falar… Ah, está a consultar o site da PGR a ver se caiu alguma denúncia anónima. Mantenha-se à escuta, sim! Então, ninguém dá mais? É como digo! Ora, se é possível assegurar serviços mínimos num dia em que uma parte dos trabalhadores está em greve… não devia ser muito difícil mantê-los quando estão todos ao serviço. Não sei, digo eu. E o mesmo se aplica aos restantes sectores de actividade. Pois isso é que seria um grande desígnio nacional: serviços mínimos permanentes. Aliás, não me lembro de um projecto colectivo tão mobilizador desde que o Carlos Queiroz assumiu o cargo de seleccionador nacional. Já imaginaram? Serviços mínimos todos os dias nas Empresas Privadas, na Educação, na Saúde, nos Transportes, na Energia (sim, na energia, parece incrível, não é?), nas Repartições Públicas, eu sei lá mais onde. Uma pessoa entusiasma-se e até se põe a imaginar uma acção promocional: “venha às finanças / de Janeiro a Janeiro / temos serviços mínimos / o ano inteiro / é tão doce / venha cá!”. Depois disso, faltaria apenas um pequeno passo em frente. Aquele que confere em definitivo a aura da coragem desassombrada a quem o ousa verbalizar. É isso! Vá, vamos todos dar as mãos e dizer baixinho para não nos assustarmos com a nossa audácia: ser-vi-ços mí-ni-mos… vá, não tenham medo… no Go-ver-no. Era fantástico não era? Um Governo com um mínimo de eficiência, responsabilidade, lucidez e sentido de estado… Pois é. Pode parecer pouco ambicioso. Mas, olhando para o que nos rodeia, uma sociedade em que as Instituições assegurassem os mínimos já seria o máximo. A correr bem, e sempre com autorização prévia da Associação Nacional de Farmácias, até deixávamos todos de tomar Prozac.

 

* – Foto de Tom Varco