A propósito da batalha no Complexo do Alemão


Rui Rocha,

O documentário ‘Complexo – O Universo Paralelo’, realizado pelos portugueses Mário e Pedro Patrocínio, foi distinguido ontem com o prémio ‘Direitos Humanos’ do Artivist Film Festival, nos Estados Unidos. O filme relata na primeira pessoa a vida destes dois irmãos, durante um período de 2007, no Complexo do Alemão. Neste momento, a sua exibição na televisão do serviço público, ou noutra, seria de extrema actualidade.

Enquanto isso não acontece, deixo aqui link para uma fantástica reportagem fotográfica sobre a batalha do Complexo do Alemão. Estas imagens valem por mil palavras.

Agora que a operação das autoridades está em fase de rescaldo fica a pergunta: foi dado um passo decisivo para derrotar o narcotráfico e a marginalidade, ou esta é uma guerra perdida contra uma realidade que se impõe à ordem pública e que lhe escapa entre os dedos?

8 comentários em “A propósito da batalha no Complexo do Alemão”

  1. Gostaria de chamar a atenção para mais um pormenor: há mês e meio estreou no Brasil a sequela do filme “Tropa de Elite”. Quem viu o primeiro certamente é capaz de imaginar o impacto que teve no Brasil, criando o ambiente propício para o tipo de intervenção que acabou por suceder.

    1. Sempre que vejo imagens da operação em curso no Rio, com o BOPE na 1ª linha, lembro-me sempre de “Tropa de Elite” (aliás, o Morro do Alemão é mencionado na banda sonora).

  2. Infelizmente acho que esta intervenção no Morro do Alemão é apenas uma batalha numa guerra muito suja e que já dura há demasiado tempo.
    Apoio inteiramente a intervenção. mas tenho receio que isto tenha ocorrido mais como uma acção de propaganda do que realmente como um combate eficaz e contínuo contra os traficantes.
    Faz um pouco de confusão não terem acautelado as fugas por rotas alternativas, pois nas notícias que lemos falam em um número enorme de traficantes que não foram capturados.
    As forças de segurança ainda tem um longo trabalho pela frente para se poder dizer que alguém venceu.

  3. Até nisto os de antigamente eram muito mais nobres. As guerras faziam-se para tomar posse do terreno do vizinho.
    Sintéticamente, todas as guerras de hoje não teêm esse prepósito, mas sim, disfarçadamente, pelo controlo do maior negócio da actualidade: a droga.
    Começemos no Afeganistão………

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