A chamada para a linha 112 : mais um caso típico de “sai da frente Guedes”


Rui Rocha,

 

A questão é esta, bom povo eleitor. A deputada do 112, Joana Barata Lopes, tem 26 anos e, antes de ser eleita, frequentava uma licenciatura em direito e exercia como Assistente Notarial. Saber se uma chamada para a linha de emergência médica constitui ou não crime é uma questão que deve ser discutida em Juízo. Se lá chegar. Mas, está ao alcance de qualquer pessoa com um mínimo de juízo concluir que utilizar os dados de um telefonema como argumento numa discussão sobre a qualidade do serviço revela uma certa imbecilidade. Quem o faz desconhece por completo os princípios básicos de auditoria de qualquer sistema, as mais elementares regras estatísticas e, eventualmente, algum artigo do Código Penal. E prescinde, imagino que involuntariamente, do mais elementar bom senso. Confirma-se que colocar uns cartazes em campanha eleitoral, dizer umas palavras de ordem e envergar umas t-shirts aparvalhadas em comícios não é preparação adequada para o cargo de deputado da nação. Embora possa ser suficiente para se chegar a Primeiro-Ministro ou a candidato ao cargo pelo principal partido da oposição. É claro que é igualmente condenável o aproveitamento político por parte de quem tem os gravadores da Sábado na mão. E que o episódio não deve ser utilizado como manobra de diversão face à indispensável auditoria de um serviço de importância crítica. Todavia, o que fica no final disto tudo é,  mais do que uma situação de emergência, um estado de indigência. Que não se resolve  com uma chamada para o 112, mas impõe uma reflexão profunda sobre os métodos de eleição.

Escolha o Harry Potter nacional (última chamada – votação termina às 23h59 de hoje)


Rui Rocha,

Falta apenas escolher o actor nacional para protagonizar o papel principal na saga Harry Potter que o DELITO DE OPINIÃO tem vindo a publicar. É uma escolha de grande responsabilidade que queremos partilhar com os nossos leitores. Assim, pedimos-lhe que utilize a caixa de comentários para votar no seu escolhido de entre os candidatos que foram sugeridos para o efeito. Lembre-se que votar é um momento nobre de exercício da cidadania. Não deixe que os outros decidam por si.

 

Os negócios Roberto e BPN


Rui Rocha,

Na gestão privada, quando a Administração da empresa faz asneira, tenta encontrar um esquema que permita convencer os accionistas e o mercado de que, apesar de tudo, o negócio foi proveitoso. Com sorte, safa-se no curto prazo e depois logo se vê. Na gestão pública, o Estado tapa o buraco, no curto e no médio prazo, com o dinheiro dos contribuintes.  E depois logo se vê.

Ou há progressividade ou comem todos


Rui Rocha,

Parece-me muito bem que o preço dos transportes públicos seja indexado aos salários dos utilizadores. E, em geral, sou favorável a todas as medidas que apontem para a aplicação do mesmo mecanismo relativamente a todos os serviços prestados pelo Estado. Espero, apenas, que na mesma altura seja abolido o princípio da progressividade dos impostos sobre o rendimento.

Oito milhões e seiscentas mil gargalhadas


Rui Rocha,

Se ainda não conseguem controlar o riso com a notícia da venda de Roberto por mais de 8 milhões de euros,  lamento mas isto não vai ajudar:

El Real Zaragoza recibió ayer en su sede social la peculiar y engorrosa visita de dos empleados de El Cobrador del Frac, que pretendían reclamarle a Agapito Iglesias el pago de determinadas deudas pendientes, aprovechando la presentación por parte del presidente de Efraín Juárez. El propio jugador mexicano se cruzó con uno de los cobradores del frac cuando se dirigía a La Romareda para vestirse por primera vez de zaragocista, y el empresario soriano, que no quiso abandonar el edificio por la puerta principal, respondió horas después con un duro comunicado contra los “conseguidores”, que, desprovistos de su habitual indumentaria, y con talante serio, portaban un pequeño cartel que hacía referencia a “el cobrador del frac.”

Elenco para uma saga Harry Potter de produção nacional (20)


Rui Rocha,

        

                         Gregory Goyle                                       Miguel Relvas

 

Nota 1: com a publicação deste post, conclui-se o elenco da saga, faltando apenas a escolha do actor a quem vai ser atribuído o papel de Harry Potter nacional (ver nota 2). Alguns acusam-nos de termos criticado o despesismo e o clientelismo da saga original sem que, no essencial, tenhamos conseguido alterar essa prática na saga nacional. A esses, gostaria de responder salientando que a saga nacional tem um modelo de governança diferente. E muito menos actores (20 + 1 Harry Potter sendo que nenhum deles é chinês, embora o Armando Gama tenha uns ares) e nenhuma golden chair. Por outro lado, quanto às questões de competência, estamos convencidos de que o currículo dos actores nacionais escolhidos fala por si. Aí estão, por exemplo, os casos de Lili Caneças e Cinha e Pimpinha Jardim, entre muitos outros, que não me deixam mentir. E mais uma coisinha que afirmo com muito orgulho: sim, nesta saga we have jobs for boys &  girls!

 

Nota 2: Esta é a última oportunidade para os nossos leitores sugerirem candidatos ao papel de Harry Potter nacional. O actor será escolhido por votação, em moldes ainda a determinar. Tal como o governo em relação à redução da despesa, sabemos que a vamos fazer, mas ainda não sabemos como. Em todo o caso, pelo nosso lado, está posto de parte o lançamento de  novos (actores) impostos.

 

Os actores propostos até á data para o papel de Harry Potter são os seguintes: Valter Lemos, Paulo Pedroso, Francisco Assis, António José Seguro, Guilherme Oliveira Martins, Cavaco Silva, Manuel Luís Goucha, Carlos Cruz, Sérgio Figueiredo, Braga de Macedo, José Sócrates, Paulo Rangel, Pedro Granger e Carlos Cunha. A estes acrescento, sob minha exclusiva responsabilidade, Carlos Moedas e José Diogo Quintela. Mais algum?

Blogue da semana!


Rui Rocha,

Escrito em português escorreito, apresenta um olhar atento sobre os mais diversos temas da vida e não esconde o interesse pela análise de assuntos internacionais. Neste campo, adivinho-lhe uma atenção especial a África e uma preocupação genuína com questões humanitárias. Para além disso, e como se fosse pouco,  é uma fonte de informação privilegiada  sobre aqueles que, realmente, mandam nisto tudo: a Alemanha e a Sra. Merkel. Falo, naturalmente, do blogue da Domadora de Camaleões Helena Ferro de Gouveia onde podemos ainda  encontrar um olhar lúcido, só possível com um certo distanciamento, sobre o Portugal contemporâneo. É este o nosso blogue da semana!