Localidade voltará a ser conhecida apenas como “a terra natal de Dias Loureiro”.
Alívio em Aguiar da Beira
Rui Rocha,
Localidade voltará a ser conhecida apenas como “a terra natal de Dias Loureiro”.
Pedro Dias só se entregou depois de obter garantias de que não seria obrigado a apresentar declaração de rendimentos.
Gajos que queriam pôr as pernas dos banqueiros alemães a tremer não conseguem sacar uma declaração de rendimentos ao António Domingues.
Quer dizer então que o WEB SUMMIT não se realiza online, com os participantes comodamente instalados nas suas casas? Desculpem lá pázinhos, mas obrigar a que cinquenta mil pessoas façam milhares de quilómetros para virem a Lisboa num evento em que supostamente se celebram as potencialidades das novas tecnologias é, no mínimo, estranho. Mal comparado, é como se os proprietários de viaturas UBER se deslocassem para o seu encontro anual nos táxis do Florêncio.
Pelo visto, o Governo lançou a campanha “This is Portugal” com o objectivo de atrair empreendedores. E coube ao Secretário de Estado da Indústria divulgar a campanha no contexto da Web Summit para dar a conhecer o país e os incentivos existentes, como 400 milhões de financiamento disponível. Entusiasmado (não é caso para menos), João Vasconcelos afirmou que “Portugal é um país com milhares de anos na descoberta do empreendedorismo” e que com a “fixação de universidades no século XVIII, a globalização e o estabelecimento de redes de negócios pelo mundo fora, temos uma identidade cultural única de abertura para o mundo”. Os milénios de empreendedorismo não estão nada mal se tivermos em conta que a fundação do país ocorreu há menos de 900 anos. E a referência à fixação de universidades no século XVIII deve ter provocado grandes ondas de júbilo em Coimbra onde os Estudos Gerais foram criados em 1290 por D. Dinis.
Os Lopes planearam passar dez dias no Parque de Campismo da Nazaré no Verão de 2016. Entre diária, taxas, gás para o petromax, mais qualquer coisa para as bifanas e as acendalhas, um tanto para uma extravagância de ir jantar fora uma vez, combustível para a viagem e o mais que se lembraram, fizeram uma estimativa de gastos de 780€. Na verdade, acabaram por gastar 870€. Agora, como são gente previdente, os Lopes já fizeram um novo orçamento para as férias de 2017 que querem passar no mesmo sítio. No caso, o da Nazaré. São 830€ e nem mais um tostão, afirma o Lopes. Pois bem. Os Lopes prevêem gastar mais ou menos do que gastaram em 2016? Menos, dirão as pessoas normais. Mais, afirmará o génio que trata da propaganda do Ministério da Educação.
Entrar nos gabinetes ministeriais disfarçado de Inspector Geral do Ensino Superior.
– I don’t know what to do, Dom Profano. The Vila Real old geezers have no interest in the book Sundays Male Flour wrote in your name. I just can´t get them on the bus Charles Saints Bramble booked for them! Even if I pointed them a gun they still would prefer to spend their time watching Preço Certo.
– Forget the gun, show them the cannoli.
– I already did, Dom Profano. They didn´t move a damn old finger!
– Don´t worry, Fontane. I´m gonna make them an offer they can´t refuse: codfish cake with Serra da Estrela cheese for all!
Recordemos antes de mais, os factos. Num primeiro despacho de nomeação, Nuno Felix é apresentado como detentor de duas licenciaturas. Uns meses depois, Nuno Felix é novamente nomeado, referindo-se então apenas a frequência das mesmas. Agora, Nuno Felix demitiu-se. Perante estes factos, se bem vejo, temos 3 cenários possíveis:
a) O despacho inicial resultou de um erro não imputável a Nuno Felix (é a tese do próprio Nuno Felix). A hipótese é improvável. Como é que alguém se lembraria de colocar no despacho duas licenciaturas (logo duas, caramba!) sem que a informação tivesse origem no próprio. Em todo o caso, se assim fosse, a pergunta que fica é a de saber como é possível que o Ministério da Educação tenha recebido o pedido de demissão. Ninguém deveria suportar as consequências de um erro a que é alheio. Mais. Como é que o Ministro da Educação ou o Secretário de Estado assistem à humilhação de Nuno Felix sem virem esclarecer que se trata de um erro, reabilitando-o perante a opinião pública? Mais ainda: como é que um Governo que mantém em funções Rocha Andrade que teve uma conduta eticamente condenável não protege a vítima de um erro? Que confiança se poderá ter em responsáveis governamentais que demonstram tal falta de lealdade perante um dos seus?
b) Nuno Felix mentiu e essa situação foi detectada entre o primeiro e o segundo despacho. Neste caso, a responsabilidade política é gravíssima. Ou o Secretário de Estado sabia e não partilhou com o Ministro, caso em que João Paulo Rebelo terá de demitir-se, ou partilhou com o Ministro e terão os dois de abandonar imediatamente as suas funções. Não há outra solução.
c) Nuno Felix mentiu e a situação foi detectada apenas agora. Neste caso, a consequência adequada seria a exoneração de Nuno Felix e não o seu pedido de demissão. De qualquer forma, o Ministério da Educação tem a obrigação de clarificar a situação. Se Nuno Felix entregou falsos documentos que atestem a licenciatura, a questão é criminal e os responsáveis políticos estão obrigados a dar-lhe o respectivo seguimento. Se não houve documentos, a questão é sobretudo ética mas impõe uma clarificação por parte do Ministro da Educação. Tiago Brandão Rodrigues tem de dizer preto no branco que foi isto que aconteceu e não outra coisa. E não pode escudar-se em comunicados dúbios e que parecem mais preocupados em jogar com as palavras para evitar futuros constrangimentos do que em esclarecer a situação. Até à data Tiago Brandão Rodrigues não esclareceu se Nuno Felix mentiu ou não mentiu e, se mentiu, como e quando o fez. Até que o faça, ao contrário do que os agora complacentes pretendem, o assunto está longe de estar encerrado. E o único culpado é o próprio Ministro da Educação.
Não é propriamente uma novidade que o Corporações fosse um blogue a soldo dos interesses de Sócrates? Pois não. Mas já é uma novidade, e não propriamente pequena, que somas avultadas de dinheiro (quase 500k em 10 anos) fossem utilizadas pelo fulano continuadamente em seu próprio benefício político enquanto exercia funções governativas. Onde foi Sócrates buscar esse dinheiro? Já não estamos portanto a falar dos gastos em Paris, das compras do livro ou do amparo do Farinho enquanto lho escrevia, tudo factos que ocorreram depois de Sócrates ter perdido as eleições. O que temos aqui não é já um juízo sobre a conduta de um cidadão comum mas a suspeita fundada de práticas de corrupção para financiamento das manobras de intoxicação da opinião pública de um primeiro-ministro durante o exercício dessas funções.
Se non é vero, é bene trovato. Compulsados os dados profissionais no Linkedin verifica-se a falta de currículo que é coerente com uma posição de sabujo e comissariado político e a amostra de estilo recolhida do twitter @MegaPeixoto é compatível com o dna caracterísitco do Câmara Corporativa (ou pelo menos do ortónimo do Miguel Abrantes).
Atualização: o CM diz que este afinal é o filho do dito. Um testa de ferro pago pelo Mão de Ferro pelo trabalho que o pai fazia.
Agora a sério. Salvo para o próprio e para meia-dúzia de alucinados que tanto acreditam no fulano como podiam ser prosélitos de uma seita sul-coreana de adoradores da lua em quarto minguante, Sócrates está politicamente morto e passou a interessar (a interessar-nos, reconheçamos todos) pelo mesmo motivo pelo qual a mulher barbuda era a atracção principal das feiras de saltimbancos. As desculpas esfarrapadas para a posse dos milhões que torrou, os hábitos de novo rico, a pose de macho alfa, as mamalhudas resolvidas que iam de férias sem cuidar de saber quem as pagava, os aguadeiros que colocou em lugares estratégicos da administração pública e da Justiça, as tentativas trapalhonas de controlar a comunicação social, as relações turvas com os donos disto tudo por mera coincidência entretanto caídos em desgraça, as teses académicas expresso escritas directamente em língua francesa quando o auto-proclamado autor semanas antes era incapaz de dizer merci bócu, as sucessivas edições esgotadas de livros no país onde a única coisa que se lê é a edição de A Bola de 2ª feira quando o Benfica calha de ganhar ao Domingo, os blogues pagos a tença mensal para trabalhar a meta-mentira de cada mentira que o personagem ia construindo, os próprios nomes dos acólitos (Perna, Mão de Ferro, por amor de Deus!?!?), tudo isto pode não chegar para uma condenação judicial mas é mais do que suficiente para que Sócrates se apresente agora como uma versão pobre, decadente e, sobretudo, muito menos séria do Palhaço Batatinha. Nada disto dá para um Feios, Porcos e Maus à portuguesa porque falta a esta gente até a densidade para darem bons filhos da puta. Tudo somado, quando a poeira assentar, teremos o enredo para um Duarte & Companhia de badamecos de terceira apanha. A questão essencial é todavia outra. O gozo, a verrina, o enxovalho que dirigimos a Sócrates está bem e é higiénico. Diz de nós que mantemos sanidade e sentido comum. Mas e os outros? Aqueles que o acompanharam e que por aí continuam. Os Galambas, os Pedros Silvas Pereiras, os Costas, os apaniguados, os compagnons de route. Os que beberam do fino. Eram cegos, não viam, eram burros, não entendiam, eram oportunistas, não queriam ver? Como podemos continuar a tolerar e a conviver com esta gente?
– Senhor Murakami?
– Sim, o próprio.
– Olá, viva, está bonzinho? Estamos a ligar da Academia Sueca…
– Oh, pá, oh pá. Eu sabia, eu sabia! Quando li… não conseguiam contactar o Dylan, oh pá, oh pá, nem acredito nisto, pensei logo que se iam lembrar de mim!
– É verdade, Senhor Murakami. Estivemos a pensar e chegámos à conclusão que o melhor era mesmo ligar-lhe.
– E fizeram muito bem, valha-me Deus.
– Que bom! Estávamos com medo que levasse a mal. Já sabe: tantos anos à espera e agora… só porque não conseguimos contactar o homem…
– Ora essa! Ora essa. Aqui estou totalmente disponível, não faltava mais nada…
– Pronto, Senhor Murakami. Então se tivesse o número de telefone do Dylan e fizesse a gentileza de o partilhar connosco… Senhor Murakami? Está… Senhor Murakami? Senhor Murakami…!
Muito curiosa a argumentação sobre os vencimentos na Caixa. Ah e tal que para gerir o banco público é necessário escolher os melhores e, por isso, as remunerações têm de estar em linha com as praticadas nos bancos privados. Certo. Já para chefiar o governo do país serve um borra-botas qualquer, disponível para ganhar 5 ou 6 mil euros mensais, a que nenhuma empresa privada confiaria sequer um par de mangas de alpaca.
No dia em que anunciam o Nobel toda a gente gosta de mostrar que conhece a obra do premiado. Falam, falam, mas aposto que nunca leram um romance do Bob Dylan.