‘Artitectura’: os mal-amados (3)


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Bolwoningen,

em ‘s-Hertogenbosch

(Holanda)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As Casas Esféricas (Bolwoningen, em nerlandês) são do arquitecto Dries Kreijkamp, em resposta ao desafio (subsidiado) lançado pelo governo holandês nos anos 70 para a concepção experimentalista de residências. Venceu esta ideia da casa-bolha com janelas à OVNI, uma criação bem bizarra.

Em 1981, foi construído um bairro de 50 destas moradias em ‘s-Hertogenbosch (ou Den Bos). Um bairro mal-amado: não é fácil viver numa bolha e adaptar o mobiliário e equipamento caseiro à parede exterior. Não admira, pois, que algumas moradias esféricas estejam abandonadas (como na foto do topo).

‘Artitectura’: os mal-amados (2)


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Portland Building,

em Portland

(Oregon, EUA)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Também chamado Portland Municipal Services Building, é uma concepção pós-moderna da autoria de Michael Graves, abriu em 1982 e custou 29 milhões de dólares. No ano seguinte, recebeu um prémio honroso do American Institute of Architects, mas a obra continua a ser altamente controversa entre a população da cidade e mesmo no campo da arquitectura: alguns especialistas consideram que «é um dos mais detestados edifícios da América» e os funcionários lá colocados referem-no como uma construção barata em que é difícil trabalhar.

Em 1985, em frente ao edifício foi colocada uma estátua alusiva a Portlândia (género botânico da família Rubiaceae), alegoria à patrona da cidade. Tem 10,6 metros de altura e é a segunda maior nos EUA, depois da Estátua da Liberdade, segundo o método utilizado (copper repoussé).

 

Esclarecimentos cirúrgicos


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Armando Vara diz que quer “esclarecer tudo”, mas só se houver “condições para o fazer”, pois não sabe “o que vai acontecer” no interrogatório, nem se terá “acesso” à matéria probatória. O que ele quer é responder a questões “concretas” e conhecer o que realmente sobre ele pende, em vez de ser confrontado com acusações “genéricas”.

Complicado? Não. Se for conforme os seus desejos, Vara está disposto a pôr tudo em pratos limpos, mas não o tudo-tudo: só o tudo cirúrgico.

‘Artitectura’: os mal-amados (1)


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Casa da Música – Porto

 

Uns são defendidos por vanguardistas apreciadores do arrojo e detestados por muitos. Outros são pura e simplesmente odiados pela generalidade. Todos eles são exercícios arquitectónicos polémicos, ensaios artísticos de gosto discutível, construções que foram ou ainda são consideradas provocadoras. Estão um pouco por todo o mundo e vão pingar aqui no sentido do alargamento de temas dedicados aos interesses variados de quantos nos brindam com a sua comparência neste blogue. O objecto de partida é intencional. Outros pontos do globo se seguirão.

Notas sobre carris


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PhotobucketO Luís Miguel dedicou um simpático post ferroviário ao DELITO DE OPINIÃO no seu Cantinho dos Com-boios, que está em fim de mandato como nosso Blogue da Semana. Pelo movimento que a escolha gerou durante a semana, só falta dizer a quem não foi lá espreitar que vale a pena a visita. Ainda por cima, o post inclui três vídeos interessantes e bem rodados.

 

Por falar em comboios: parabéns ao Jorge Rêgo pelo seu Caminhos de Ferro Vale da Fumaça (na nossa barra lateral), que está a fazer três anos e mudou a imagem do cabeçalho. O novo logótipo do blogue volta a ser da autoria de Carlos Romão e demonstra bem que o nosso amigo maquinista e os seus passageiros vão a todo o vapor, lá pelo Vale da Fumaça.

Má!


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Naquele programa que dá pelo nome de Tempo Extra e que devia chamar-se "Tempo Infinito", o bem oleado Rui Santos promoveu um inquérito para auscultar como ficou vista a Selecção Nacional frente à Bósnia: Excelente, Muito Boa, Boa, Razoável, Medíocre, Muito Má. Eu queria votar Má, mas não pude, porque não constava. É verdade que o bom do Rui também desperdiçara Mazinha, Muito Péssima e Completamente Desgraçadinha, mas deixar de fora a nota Má que define, afinal, quase tudo o que é nacional parece-me pouco inteligente. A ideia do Rui Santos? Foi como de costume: Má.

Coisas pequenas


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Tenho estado a reflectir sobre a saída da crise, o futuro do país e o que deixamos às gerações seguintes.

Também a ética, a consciência individual e a moral pública.

Igualmente a lisura, o civismo e os valores que nos unem.

Ainda a solidariedade, o sentido de humanidade e o respeito pelo próximo.

Mais a compreensão, a tolerância e a partilha.

E a utilidade do geral sobre o particular, o desapego e o sono dos justos.

Nota-se muito que tenho estado a reflectir sobre estas pequenas coisas?

Liverpool & Beatlemania (5)


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A Penny Lane, celebrizada pela canção com o mesmo nome (produzida em Dezembro de 1966 e lançada em Fevereiro de 1967) é uma artéria numa zona comercial de Liverpool cujo nome se reporta a um antigo mercador de escravos, James Penny. A letra da canção menciona vários lugares daquela zona.

Nessa letra, por exemplo, a shelter in the middle of a roundabout refere-se ao terminal de autocarros da Penny Lane (à esquerda) situado na Smithdown Place, depois transformado em café-restaurante com os Beatles como tema do décor. Outra referência na letra é ao quartel de bombeiros (à direita) existente nos arredores da Penny Lane, no encontro da Mather Avenue com a Rose Lane.

Upa-upa!


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Portugal prepara-se para voltar a mostrar ao mundo do desporto que continua a ser bom em Atletismo. Na modalidade do Salto à Vara, soube-se ontem que «já foram ultrapassadas todas as marcas».

O sabor dúbio do caso…


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Há aqui quem não tenha gostado disto que escrevi mais abaixo sobre a Fernanda Câncio, por eu optar por «gracejos políticos de gosto dúbio», ao que parece. Aceito, mas negociado meio por meio. Escrever até seis linhas sobre ela pode ser um gracejo, o que vai sempre bem, mas nada pode ter de político, o que seria presunção da minha parte. Assim, ficamos quites.

Já quanto a chamarem-lhe «a namorada», ela queixar-se de lhe chamarem «a namorada» e o plenário da Comissão da Carteira Profissional dos Jornalistas entender que lhe podem chamar «a namorada», parece-me razoável que não tenha o mesmo gosto para todos, mas eu acho saborosíssimo. Desde que não mo chamem a mim…

Sem fim à vista


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António Vitorino acha, conforme se lê no DN, que «a crise internacional de que começamos agora a sair pode (…) ser considerada como o fim deste ciclo iniciado com a queda do Muro de Berlim». Como a queda do Muro de Berlim já não era um início, mas a consequência de diversos factores concentrados, o mais certo é também não estarmos em fim de ciclo. E mais certo ainda é não estarmos a sair da crise. Pelo menos, em Portugal.

Liverpool & Beatlemania (4)


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Algumas belas composições dos Beatles são hinos às suas memórias comuns, laços assumidos com o seu lugar de origem. Com eles, a velhinha e obscura Liverpool como que nasceu para uma nova vida.

Strawberry Field: inspirou Strawberry Fields Forever, de John Lennon e Paul McCartney, editada em 1967.

 

Penny Lane: inspirou Penny Lane, de Paul McCartney, editada em 1966.

 

 

 

 

A observação casual de uma mulher que visitava um jazigo no cemitério da Igreja Paroquial de S. Pedro (em Woolton, Liverpool) e a fixação de um nome constante da lápide: inspirou Eleanor Rigby, de Paul McCartney, editada em 1966.