‘Artitectura’: os mal-amados (2)


jmmcc,

Portland Building,

em Portland

(Oregon, EUA)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Também chamado Portland Municipal Services Building, é uma concepção pós-moderna da autoria de Michael Graves, abriu em 1982 e custou 29 milhões de dólares. No ano seguinte, recebeu um prémio honroso do American Institute of Architects, mas a obra continua a ser altamente controversa entre a população da cidade e mesmo no campo da arquitectura: alguns especialistas consideram que «é um dos mais detestados edifícios da América» e os funcionários lá colocados referem-no como uma construção barata em que é difícil trabalhar.

Em 1985, em frente ao edifício foi colocada uma estátua alusiva a Portlândia (género botânico da família Rubiaceae), alegoria à patrona da cidade. Tem 10,6 metros de altura e é a segunda maior nos EUA, depois da Estátua da Liberdade, segundo o método utilizado (copper repoussé).

 

21 comentários em “‘Artitectura’: os mal-amados (2)”

      1. Eu também acho, João e não é por acaso que se diz – no “meio” – o Tomás Taveira ter sido um seguidor de Michael Graves na sua criação pós-moderna – basta olhar para o complexo das Amoreiras e não será difícil encontrar traços comuns na forma e na cor com – Portland Building ” de Graves – tão ao sabor do “delicioso kitsh ” (classificação minha) do “Pós-modernismo” e que nem sempre aprecio…

  1. Pelo ar não gosto, mas não conheço além do ar…

    João, ontem, com a pressa, nem lhe gabei o título da série. Muito bem! Clap clap clap!

    :))))

  2. Desta vez, uma peça muito feia de um arquitecto de grande nomeada, mas que não faz de modo algum as minhas delícias.
    Graves é um dos precursores do chamado movimento pós-moderno, que entre nós teve um fiel seguidor com o seu cortejo de obras, a meu ver, muito desinteressantes e de gosto muito duvidoso -Tomás Taveira. Graves, porém, ao contrário de Taveira, tem a vantagem de não saber tocar só nesta tecla e a par desta que aqui nos trazes e de muitas outras igualmente feias e más, tem também coisas muito bonitas e radicalmente diferentes destas. Talvez um caso de dupla personalidade, mas ainda bem que assim é.

  3. Quando estudei arquitectura, era esse edifício à referência máxima da arquitectura contemporânea.
    Uma das mais pomposas materializaçãoes do conceito do profeta do posmodernismo, Robert Venturi, da “barraca decorada”(decorated shed). Fartámos-nos da decoração, a barraca ficou…

    1. Eu também gosto das torres das Amoreiras, Ariel. Visto do ar, o conjunto é uma fortaleza clássica, só que de vidro e espelhos. Mas não gosto das cores, que para mim eram completamente dispensáveis.

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