Pense-se o que se pensar, a decisão está tomada no parlamento. Independentemente dos juízos de valor que possamos fazer, a solução apresentada por Costa é fraca (o que tem para apresentar é poucochinho como referem o Pedro Correia e o João André aqui mais abaixo), mas é melhor do que qualquer alternativa: um novo governo da PàF está fora de causa, naturalmente, um governo de gestão ou um executivo de iniciativa presidencial terão sempre menos legitimidade democrática e autonomia política do que um alicerçado na maioria parlamentar esboçada à esquerda. Cavaco deve, portanto, dar a oportunidade a Costa de governar. Depois, cada um assumirá as suas responsabilidades e mais tarde ou mais cedo os eleitores serão chamados a pronunciar-se. São assim as regras da democracia.
O que se segue
Rui Rocha,

