40 anos depois do debate entre Soares e Cunhal, PS e PCP anunciam um acordo. A História reescreve-se como farsa. Olhem que sim, olhem que sim.
Olhem que sim
Rui Rocha,
40 anos depois do debate entre Soares e Cunhal, PS e PCP anunciam um acordo. A História reescreve-se como farsa. Olhem que sim, olhem que sim.
Estamos em democracia ou não? O PS pode coligar-se à direita e não se pode coligar à esquerda porquê? Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.
Pois está claro que sim. Também se nos dedicarmos afincadamente na desmontagem da realidade só vamos acabar quando chegarmos à conclusão que afinal é tudo uma farsa. Espremendo tudo vemos que só sai: Glória, Poder e Fama (boa fama), portanto devo concluir que anda tudo ao mesmo.
Vamos ao ponto da situação:
O PR deixou claro: só uma solução estável a 4 anos serve de alternativa ao governo do partido vencedor. Onde está ela?!
Para já temos o quê?
a) Entre o PCP e o PS temos o mesmo acordo que surgiu logo após os resultados eleitorais: queda do governo direita e votação maioritária a um governo PS.
b) Entretanto o BE mostrou que não é coisa de meias medidas para materializar o objectivo final da competição.
c) Entretanto PCP convoca os sindicatos para montar acampamento em frente à Assembleia da República e assim contribuírem para a queda do governo de direita e ascensão do governo de esquerda e com isso também dão mérito e ficam agradecidos a quem os convocou: PCP.
d) Então PS, entre a exigência de uma solução estável a 4 anos e a ameaça do PCP em não aceitar acatar ordens do PS nem se submeter aos tratados europeus, faz a sua jogada e diz: Sem assinatura no papel não votamos moção de rejeição.
e) PCP vê-se numa posição frágil: ou assina para o governo cair ou não assina e fica responsável pelo governo não cair.
(Agora imaginem que seria do PCP quando responsável pela manutenção do governo de direita, ainda por cima quando convidou a malta toda para a festa da queda? – Pois, complicado… iam todos embora desiludidos, sem motivos para festejar e sem boca de abrir…se calhar nunca mais voltavam a confiar no PCP.)
f) PCP recua – tem de salvar a festa: há que fazer cair o governo de direita, não há outra solução.
g) PCP assina acordo e tudo corre bem durante 4 anos: PCP talvez safa-se.
h) PCP assina acordo e tudo corre mal: então PCP perceberá que assinou apenas a sua eutanásia.
Dá para perceber a consistencia ideologica deste pessoal em quem se é suposto votar.
Escrever no poste 40 anos, fez-me recuar no tempo… facilmente, certos acontecimentos ficam na memória, aos 12 lembro-me da morte de Salazar, aos 16 o 25 de Abril… começo a pensar… que afinal, o ser humano, será, mesmo, mais resistente do que pensa… só considerando a política… são anos a fio a aguentar… discursos, promessas, governos, desgovernos, manifestações, arrazoados, disputas, conferências, exposições, arengas, alocuções, altercações, discussões, confrontações, entrevistas, palestras, preleções, dissertações, declarações, exortações, argumentos, objeções, observações, ponderações… e outras confusões.
No princípio deste ano, João Soares disse que a maioria PSD/CDS “cansa” o país… realmente, é preciso muita “lata” para se pôr à “borda do prato”…
O melhor seria pensar que, em quase três décadas também ele deve ter cansado muita gente, entre mais de 12 anos na AR, na Câmara de Lisboa foram 12, mais 8 anos na Câmara de Sintra, sem esquecer a sua passagem no Parlamento Europeu… e antes dele… o pai dele… chego à conclusão que eu é que devia começar a dizer que estou cansada dos aturar a todos e, principalmente… de ajudar, anos a fio, a pagar-lhes as contas. Os políticos, esquecem-se de quem, realmente, lhes paga os ordenados, onde, uma grande maioria, que paga impostos, recebe menos do que eles.
Depois de tanto tempo, quando vejo um Partido que perdeu, subir ao poder, podem falar da Constituição mas, não passa de mera burocracia, a Constituição também fala de muitos direitos do povo português como o Artigo 58.º – Direito ao trabalho, no entanto, os políticos sabem sempre escolher as partes que lhes interessa… aliás, nem têm que prestar contas, fazem m****… nO ProblemO… o povo é que paga…
Depois ainda há quem se admire, por haver tanta Abstenção nas eleições… pois eu até me admiro de não haver mais…
(para evitar contas mas, como uma Senhora não diz a idade, nasci no ano… imaginem só…. do José Sócrates LOL) A única diferença é que, desse ano, uns foram para a política e eu faço parte da maioria… dos que ficam, só, na plateia, a assistir ao “teatro”… quanto ao preço do bilhete… o melhor, é nem pensar nisso… 😉
Va la. Ao fim de 40 anos conseguiram acertar agulhas. Alguns dos que aqui escrevem continuam a viver num mundo perfeito de ha 41 anos.
Não será bem assim… os que avisam, já viram, muitas vezes, o mesmo filme, o FMI veio cá três vezes e, nesta última, foi um trio e, nunca foi por acaso…
As promessas de paraíso, têm sempre acabado em descidas ao Inferno (três vezes e fiquei farta). Aliás, é muito fácil, quando se é jovem, ser ingénuo ao ponto de acreditar em utopias.
Eu, sinceramente, acreditei no socialismo que, em teoria parece ser o ideal. No entanto, há um fator que se sobrepõe, acima de qualquer teoria, por melhor que ela seja… o fator humano.
Claro que, depois, juntando a nossa maneira de ser e, ir acabando por descobrir que a teoria, acaba com, os que gostam de aproveitar e encostar-se à “sombra da bananeira”, começa o processo de transformação.
A verdadeira “dor” começa quando tentamos levar uma vida responsável, algo muito difícil, porque é mais fácil, cair em tentações, gastar mais do que se tem ou esquecer o dia de amanhã e, depois de conseguimos ter uma vida equilibrada, dentro de uma certa frugalidade, sem nos darmos àqueles pequenos luxos que vemos outros fazer e, aqui, sei do que falo, porque, na família, tenho casos desses, chega uma altura que, ainda vêm pedir mais sacrifícios porque outros se tiveram a “marimbar” e, alguns, até contaram com “o ovo no cu da galinha” portanto, aqui começamos a pensar duas vezes, porque quando estou, quase, numa altura que pensava, poder fazer uma viagem ou tirar umas férias… lá vamos nós outra vez… acudir aos que, muitas vezes, ouvi (tipo chapada sem mão), dizer: “O que gozaram na vida, já ninguém lhes tira”.
Portanto, quando eu optei por arriscar e, trabalhar por conta própria, nunca tive subsídios de desemprego, doença, férias pagas, subsídios de Natal ou outras garantias provisórias ou vitalícias… chega um ponto que custa a “engolir o sapo” porque, se não tomo conta de mim e dos meus, perco o que tenho e, se me esforço, aumentam-me os impostos, porque temos de acudir “ao fogo” por causa dos que andaram a brincar com “os fósforos”… paciência e solidariedade têm limites… porque também sou humana.
Claro que estou sempre pronta a ajudar aqueles que, sem culpa nenhuma, caiam em situações de dificuldades mas, aí, o Bom Senso também tem de prevalecer e aqui, no nosso socialismo, até a irresponsabilidade é premiada.
Dou-lhe um exemplo: Aborto pago, com “férias” pagas como se fosse uma licença de parto. Mas está tudo doido?
Se for uma violação, claro que estou pronta a pagar tudo o que for preciso e, nem sequer estou contra o aborto, no entanto, quando a pessoa foi irresponsável… porque isto de perder a cabeça, toda a gente perde mas, tem de ser responsabilizado por aquilo que faz e, ser responsável é pensar nas consequências dos seus atos… ou serão sempre crianças em corpo de adultos? Nos adolescentes, temos de dar uma margem para erros e, tentar “almofadar” os erros cometidos pois, ainda estão a aprender a ser adultos responsáveis e, muitas vezes, um erro, ensina mais do que muitos avisos.
No entanto, quando se tratam adultos como crianças, teremos grandes contas pela frente porque, quando não têm de assumir as consequências do que fazem e, se tem, garantido que alguém vai pagar a conta… é só abrir as pernas e cá vai disto porque, uma, duas, três ou meia dúzia de vezes, desde que se tenha alguém pronto a pagar os descuidos de “quecas” alheias, com férias pagas… direi que alguém estará interessado em infantilizar adultos… talvez, para melhor os controlar. Quando temos um Estado que fomenta a dependência e a irresponsabilidade… nunca haverá dinheiro que chegue… e os “certinhos” serão os “patos” que pagarão a fatura.
Nunca esquecer que, nem sequer, estamos a pedir aos ricos que partilhem o que não lhes faz falta, chegámos ao ponto de pedir aos que fazem sacrifícios e que, sem eles, podem facilmente “ir ao fundo” num oceano de dificuldades.
Não é teoria, o meu miúdo anda na escola pública (que ainda se vai perder, por esbanjar onde não se deve) e assistir, todos os dias, a pessoas que vivem em bairros sociais, irem tomar o pequeno almoço à pastelaria e, têm todo o direito mas, eu não posso porque… tenho impostos a pagar, para eles terem casa de borla ou quase. Claro que me dirá que posso fazer o mesmo, só que dependência fingida, não está, definitivamente, no meu ADN…