Os 25 mais infectados


Pedro Correia,

Cinco meses depois, trago aqui novamente o quadro detalhado da evolução do novo coronavírus no planeta, com base em mais de duas dezenas de fontes consultadas e confrontadas – desde logo, a Organização Mundial de Saúde. Quando à escala global existem agora mais de 4,2 milhões de mortos e 199 milhões de infectados por Covid-19, oficialmente reconhecidos. 

Um registo que me leva a ordenar os países com registo oficial de infecções da seguinte maneira, excluindo micro-estados e nações com menos de um milhão de habitantes:

 

República Checa: 155.976 casos por milhão de habitantes

Barém: 152.512

Eslovénia: 124.696

Uruguai 109.365

Holanda: 108.747

Suécia: 108.194

Argentina: 108.006

EUA: 107.311

Geórgia: 106.054

Lituânia: 105.558

Estónia: 100.764

Panamá: 99.284

Bélgica: 96.591

PORTUGAL: 95.522

Espanha: 95.074

Israel: 93.885

França: 93.643

Brasil: 92.991

Colômbia: 92.977

Koweit: 91.695

Croácia: 89.203

Reino Unido: 86.137

Hungria: 84.026

Chile: 83.809

Sérvia: 83.021

 

Notas a destacar, em comparação com a estatística anterior:

A pandemia continua centrada na Europa, mas revela alguma tendência para rumar em força ao continente americano. Como se comprova pelo facto de países como Uruguai, Argentina, Colômbia e Chile – que não figuravam no quadro anterior – se encontrarem agora entre os 25 mais infectados por Covid-19 à escala mundial. Impressionante, a escalada do coronavírus no Uruguai, agora o quarto nesta tabela. Embora seja um país que nunca é referido nas notícias que circulam em Portugal.

A República Checa mantém-se no topo, com números preocupantes. Mas a vizinha Eslováquia abandona o quadro dos 25 países com maior registo de infecções. Tal como aconteceu com a Suíça e a Áustria, também no continente europeu. Além de Catar, Líbano e Arménia.

Nos cinco mais figuram este mês o Barém (subida de oitavo para segundo) e a Holanda (era 13.º, encontrando-se agora no quinto posto). Também sobem a Suécia (de nono para sexto), a Estónia (de 16.º para 11.º), França (de 19.º para 17.º) e Brasil (de 25.º para 18.º). A Eslovénia – país que neste semestre assume a presidência do Conselho da UE – sobe do terceiro ao segundo posto.

Os EUA descem cinco lugares, abandonando o pódio. Também a baixar, de forma ainda mais acentuada, está o Reino Unido: em Março era o 15.º país com maior número de infecções por milhão de habitantes, agora é o 22.º.

Tendência de descida igualmente para Portugal: estávamos em Março num nada honroso quinto posto, descemos entretanto para a 14.ª posição. Ainda assim, figuramos em oitavo lugar entre os 27 Estados membros da União Europeia. Tendo a Espanha imediatamente abaixo.

Em termos comparativos, à mesma escala, Portugal regista o dobro dos infectados por Covid-19 existente em países como Grécia, Albânia e Tunísia. Triplicamos os números da Malásia e República Dominicana. Registamos quatro vezes mais casos do que Índia e Islândia. E dez vezes mais infectados do que a Tailândia e Timor-Leste.

 

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Deixo também novamente o registo da relação entre o número de óbitos confirmados e a população de cada país, por milhão de habitantes, destacando os 20 países com mais mortos:

 

Peru: 5867

Hungria: 3117

Bósnia-Herzegovina: 2973

República Checa: 2831

Bulgária: 2643

Brasil: 2598

Colômbia: 2346

Argentina: 2316

Eslováquia: 2296

Bélgica: 2168

Eslovénia: 2130

Itália: 2122

Paraguai: 2073

Croácia: 2026

Polónia: 1991

Reino Unido: 1980

EUA: 1889

México: 1848

Chile: 1841

Roménia:1795

Equador: 1764

Espanha: 1742

Uruguai: 1710

França: 1710

PORTUGAL: 1709

 

Também na relação entre óbitos por Covid-19 e número de habitantes é claro o predomínio do Velho Continente. Entre os 25 países com mais mortos, em termos proporcionais, quinze estão na Europa. A novidade é a ascensão do Peru ao primeiro lugar, ocupado em Março pela República Checa – agora em quarto. Uma subida impressionante: há cinco meses o Peru figurava na 14.ª posição.

Tendência ascendente igualmente para Hungria (estava em quinto, agora em segundo), Bósnia-Herzegovina (de sétimo para terceiro) e sobretudo para o Brasil, que sobe do 19.º ao sexto lugar. 

Inversamente, baixam a Bélgica – que em Fevereiro figurava na primeira posição desta lista nada invejável. Agora desce para o décimo posto. Acompanham-na nesta tendência descendente Itália (de sexto para 12.º), México (de 13.º para 18.º) e França (de 16.º para 24.º). 

Três países justificam menção especial. Desde logo os EUA, que em Fevereiro eram o terceiro país do mundo com mais mortos por milhão de habitantes, em Março desceram para 13.º e agora estão em 18.º Mas também o Reino Unido (baixa de quarto para 16.º nos últimos cinco meses) e Espanha (estava em nono em Fevereiro, desceu para 11.º em Março e surge hoje na 22.ª posição).

Melhor ainda estão países como Suíça, Suécia e Holanda: há meio ano integravam a lista dos 14 com mais óbitos em termos proporcionais e agora não se incluem sequer nos 25 primeiros.

Tendência inversa revelam Colômbia, Argentina, Paraguai, Polónia, Chile, Roménia e Equador, ausentes há cinco meses do grupo com 20 mais óbitos.

Portugal, felizmente, prossegue a rota descendente após um período muito preocupante. Ausentes em Outubro da lista dos primeiros 30, regressámos em Novembro, na 28.ª posição, e em Fevereiro e Março estávamos em oitavo. Agora encerramos o rol dos 25 primeiros.

Nenhum país de África ou Ásia consta deste quadro.

22 comentários em “Os 25 mais infectados”

  1. Desde o inicio desta ” pandemia ” que me recuso a aceitar estas narrativas oficiais. Não por embirração mas apenas porque os dados são manipulados.
    Como é que nós podemos saber com rigor a causa da morte se não há autópsias?
    Como é que podemos comparar números se os SNS dos países são incomparáveis?
    Porque é que em Portugal Continental as recomendações da DGS são obrigatórias e na Madeira são facultativas?
    Porque é que na Madeira já estão a pensar iniciar a vacinação a partir dos 6 meses?
    Se as vacinas são facultativas porque é que temos de assinar um termo de responsabilidade a dizer que a estamos a tomar de livre vontade?
    Não, recuso-me a legitimar e a dar força a quem me quer destruir.
    Cá estaremos para ver quem é que tem razão, se entretanto o país não se tornar um jardim zoológico.

    1. Evidentemente quem tem doenças crónicas respiratórias, p.ex. dpoc, é mais apanhado pelo coronavirus vindo, até, a morrer. Agora morreu de dpoc ou da covid19 ? Com certeza que morreu por problemas respiratórios provocados pelo coronavirus.

      1. A diferença nos óbitos consiste na qualificação entre ” causa básica ” e “evento final “. No caso de haver dúvidas, só uma autópsia pode confirmar com rigor a causa da morte.
        Este tratamento leviano dos números é só para provocar um alarmismo social e justificar a aplicação de medidas draconianas de consequências imprevisíveis a médio e longo prazo.

    2. exacto , é o mais estranho é que já conheço duas pessoas que morreram dias após a tomada da 2º dose , um senhor de 69 anos e um de 40 e tal , mas não foram considerados como mortos por vacina ; ora , se todos os que testam positivo morrem de covid , o lógico e natural é que todas as mortes dias após a vacina fossem consideradas mortes por vacina , não era ?

  2. Além de ter dificuldade em entrar neste texto não tive a confirmação do comentário.
    Já está em funcionamento a lei da censura?

    1. “Já está em funcionamento a lei da censura?”
      Qual censura? Tem lido o Diário da República? Informe-me porque eu ainda não conbsegui ver tal lei.

        1. Tem razão, para haver censura aqui, o “Delito de Opinião ” tinha de ter um selo de qualidade passado por uma entidade oficial.

  3. Os dados “oficiais” valem o que valem, dada a discrepância de métodos de contagem. Duvido que em países onde se morre de tudo e mais alguma coisa, andem preocupados em contar os covid. Ou naqueles países árabes onde ainda há cidadãos de primeira e de segunda, e de terceira.
    Muita fé na vacina (embora não se saiba quantas doses são precisas… e muito menos o que fazer perante potenciais fluxos de pessoas vindas de países que, vacinas, nem cheirá-las), siga para a libertação. O Costa promete que não volta atrás, o Boris também é sempre em frente, ainda vou ver a Europa a seguir a norma sanitária Bolsariana, aguentem-se à gripezinha.
    Anoto a falta de preocupação com as sequelas do dito bicho. A forma como casualmente se diz que as crianças não apanham, ou se apanharem não faz mal porque nem sentem… a ver vamos mais à frente.

    1. Sublinho sempre que são dados oficiais, validados pela OMS. Permitindo-nos duvidar, por exemplo, da verdadeira dimensão do problema em África, onde neste momento só cerca de 2% da população está vacinada.
      Quanto às sequelas, haverá muita gente a estudá-las. Mas ainda é cedo para conclusões fiáveis. Para já, apenas teorias.

      1. Os dados são enviados pelas DGS lá do sítio. Se nem no Costa confio a 100%, quanto mais no Bielorusso.
        Quanto às sequelas, claro que há gente a estudar e tudo agora e no futuro próximo serão hipóteses. Daí a dizer que a criançada pode apanhar à vontade… e já li e ouvi essa teoria diversas vezes, do anónimo ao notável.

  4. Desapareceu a contagem de “infectados”. Sabemos porquê. Havia os sinto e os assinto, tudo máticos, tudo misturado.
    Agora há só “casos”. Qual é a definição de “casos”?. Alguém que é sinto é caso?. Alguém assinto também é caso?. Cai na cama, é caso grave?. Espilra é caso?.
    A “afinação” dos testes que dá ou não “casos”(?) e que está a ser utilizada para comparar estes Países, está normalizada?. Ou estamos apenas com as usuais extrapolações matemáticas, com amostragens discutíveis?.

  5. Interessante reparar que, nesses países, a maioria são governados (ou foram durante a maioria da pandemia) por governos de direita ou de extrema-direita.
    Igualmente interessante é reparar que “nenhum país de África ou Ásia consta deste quadro”. Parece que a inferioridade da raça branca está comprovada pois nesses países, todos ou têm maioria branca ou foram colonizados por pessoas brancas, sendo que no fundo esse mesmo colonialismo ainda se mantém em vigor, como é o caso do Brasil do genocida Bolsonaro.

  6. No caso do Uruguai é verdade que tiveram uma subida repentina de casos e mortes a partir de Janeiro, depois de controlarem muito bem os surtos em 2020. Mas nas últimas semanas está em grande queda, talvez por já estarem muito avançados na vacinação (e em pleno inverno, o que contraria a sazonalidade do vírus).
    Na Rep. Checa – ou Chéquia, como alguns dizem – também há muito poucos casos actualmente, talvez explicado pelo facto de já terem tido tantos que decerto haverá bastante imunidade.

    Diga-se de passagem que um relatório que estudou os excessos de mortalidade e subtraiu os de presumíveis óbitos causados por covid concluiu que há países que tiveram muito mais mortes do que as declaradas, como Egipto, Irão, África do Sul, as ex-repúblicas soviéticas da Ásia central, a Rússia e, para meu espanto, o Japão (talvez para não criar temores em ano de Jogos Olímpicos). O Peru também constava da lista e por isso mesmo o número oficial de mortos subiu de um dia para o outro.

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