Os 25 mais infectados


Pedro Correia,

Um mês depois, trago aqui novamente o quadro detalhado da evolução do novo coronavírus no planeta, com base em mais de duas dezenas de fontes consultadas e confrontadas – desde logo, a Organização Mundial de Saúde. Quando à escala global existem agora quase 2,6 milhões de mortos e 118,7 milhões de infectados por Covid-19, oficialmente reconhecidos. 

Um registo que me leva a ordenar os países com registo oficial de infecções da seguinte maneira, excluindo micro-estados e nações com menos de um milhão de habitantes:

 

República Checa: 127.367 casos por milhão de habitantes

Eslovénia: 94.931

EUA: 89.854

Israel: 88.229

PORTUGAL: 79.790

Panamá: 79.401

Lituânia: 75.668

Barém: 73.734

Suécia: 69.202

Geórgia: 68.789

Bélgica: 68.356

Espanha: 67.963

Holanda: 66.049

Suíça: 65.289

Reino Unido: 62.158

Estónia: 60.979

Eslováquia: 60.711

Croácia: 60.685

França: 60.624

Catar: 59.962

Líbano: 59.581

Arménia: 59.414

Sérvia: 57.236

Áustria: 53.630

Brasil: 52.462

 

Notas a destacar, em comparação com a estatística anterior:

A pandemia reforça a tendência para se consolidar na Europa: 68% dos 25 países onde se registam mais casos acumulados estão situados neste continente. Nos vinte com maior número de infecções pelo novo coronavírus não constam Estados do Extremo Oriente, de África e da América do Sul. 

Portugal mantém um desonroso quinto posto nesta preocupante estatística. Sendo o terceiro país da União Europeia onde o Covid-19 mais tem progredido, per capita, ao longo deste ano. Pior que nós, só a República Checa, ainda no topo, e a Eslovénia, que em Fevereiro já ocupava o segundo lugar. 

Destaque, também pela negativa, para os EUA, incapazes de abandonar este pódio nada invejável.

As variações entretanto decorridas são mínimas. Merecem registo apenas a progressão da Suécia, que salta quatro lugares, do 13.º para o nono posto. E a regressão de Espanha, que abandona enfim a lista dos dez mais, recuando do nono para o 12.º lugar.

Em Novembro, Portugal era o 25.º país na proporção entre o número de contágios por Covid-19 e o número de habitantes – muito abaixo, portanto, do lugar que agora ocupa. E em Outubro estávamos em 34.º.

O Brasil vem recuando. Em Novembro era o 16.º com mais infecções per capita, em Janeiro havia descido para 21.º e acaba de cair mais quatro lugares, para o fundo deste quadro dos 25 Estados com maior registo acumulado de novos casos. Descida considerável também da Argentina, que era 13.ª em Novembro e hoje se situa num já distante 31.º posto.

Em termos comparativos, à mesma escala, Portugal regista o dobro dos infectados por Covid-19 existente em países como Peru, Costa Rica, Albânia, Dinamarca e Bulgária. Triplicamos os números de Omã, Paraguai e África do Sul. Registamos quatro vezes mais casos do que Grécia, Turquia, Irão e Paraguai. E dez vezes mais infectados do que a Índia.

 

……………………………………………………………….

 

Deixo também novamente o registo da relação entre o número de óbitos confirmados e a população de cada país, por milhão de habitantes, destacando os 20 países com mais mortos:

 

República Checa: 2110

Bélgica: 1922

Eslovénia: 1880

Reino Unido: 1834

Hungria: 1711

Itália: 1699

Bósnia-Herzegovina: 1648

PORTUGAL: 1633

EUA: 1631

Bulgária: 1591

Espanha: 1539

Eslováquia: 1509

México: 1482

Peru: 1452

Croácia: 1376

França: 1370

Panamá: 1366

Suécia: 1290

Brasil: 1268

Lituânia: 1247

 

Na relação entre os óbitos por Covid-19 e o número de habitantes, torna-se ainda mais claro o predomínio do Velho Continente. Entre os dez países com mais mortos, em termos proporcionais, nove estão na Europa. Um quadro bem diferente em comparação com o de Novembro, quando sete destes dez se situavam no continente americano.

A República Checa ascende em Março ao topo da lista, sucedendo à Bélgica neste cenário macabro: algo inimaginável há uns meses, quando era apontada como uma das nações mais bem sucedidas no combate ao coronavírus. Esta subida dos checos do quarto ao primeiro posto é o facto mais relevante no quadro de óbitos deste mês.

Subida também da Hungria, que em Fevereiro figurava na nona posição e agora se encontra no quinto lugar. Outro antigo exemplo de sucesso que redundou em fracasso.

Algo semelhante pode ser dito de Portugal, ausente em Outubro da lista dos 30 com mais óbitos por milhão de habitantes. Regressámos em Novembro, em 28.º, e agora estamos em oitavo – na mesma posição do mês anterior. Pior ainda do que em Maio, quando ocupámos o 12.ª lugar.

De Fevereiro para Março, fomos ultrapassados pela Hungria mas vimos os EUA baixarem dois lugares, do sétimo para o nono, o que nos leva a manter o oitavo posto.

Subida ligeira do Brasil, que há um mês era o 21.º com mais óbitos na proporção com o número de habitantes e hoje figura em 19.º.

Nenhum país de África ou Ásia consta deste quadro.

Infelizmente as estatísticas demonstram que, em termos proporcionais, temos em Portugal o dobro dos óbitos por Covid-19 ocorridos em países como Malta e Líbano. Quadruplicamos o registo da Dinamarca e da Guatemala. E acumulamos cerca de dez vezes mais vítimas mortais do que a Jamaica e a Arábia Saudita.

40 comentários em “Os 25 mais infectados”

  1. Bom trabalho Pedro. Obrigado.
    Ainda hoje de manhã as nossas queridas televisões davam duas noticias de seguida, sendo a ordem arbitrária:
    O LULA “absolvido” e o COVID a bater records (?).
    Conclusão: Leiam o Delito.

    1. Essa besta do Lula aparece sempre a ralhar, sempre numa peixeirada contra o mundo. Sempre a berrar, como nas novelas. Não há pachorra.

  2. Perante esta falência do actual «corpo homo sapiens sapiens», ainda surpreende mais a resistência — ideológica, ética e moral — à sua substituição por um cyborg ou robot.
    Não se trata de uma fantasia cultural ou filosófica. Trata-se da maior ou menor probabilidade do sucesso Adaptativo. Não é uma questão espiritual, é um assunto de engenharia.
    Razão pela qual as discussões sobre cor-de-pele, género, beleza, morte, e outras coisas totalmente descabidas, são de facto surpreendentes.

    1. A propósito disto, no Post de JPT (“o regresso do PCP”), tivemos uma bela discussão com «Vento» sobre a repetida escolha de António Damásio por Marcelo Rebelo de Sousa.

      Uma discussão sobre Ciência e Religião, sobre Descartes e a Fé, sobre o Ser e o Pó.

      O Ventura tal como Marcelo são confessos Católicos, e desconfio que ambos leram a epístola de S.Paulo aos Coríntios.

    2. 1. A primeira vez que referi o “projecto ReAnima” na clínica “Bioquark” (Filadéfia, EUA), foi na conferência que fiz na Fundação Eng. António de Almeida a convite da SPAE em 3dez2016.

      2. Passados 4 anos, em abril de 2020, a clínica Bioquark anunciou que pretende (passo a citar): “ressuscitar 20 pessoas clinicamente mortas”.

      3. Para esse desiderato, já obteve as aprovações éticas das entidades de saúde dos Estados Unidos e da Índia para o seu projecto.

      4. Ou seja, trata-se de ressuscitar “pessoas sem nenhuma actividade do sistema nervoso central, e que perderam consciência, e a capacidade de respirar”.

      5. “Respirar”, é a tal “Pneuma” que empresta a «Vento» o étimo, e que o nick «Vento» considerava a essência da alma e do espírito.
      Mas que «SAP2ii» diz que não. Que, não é aí que está localizado o Ser-humano.

      6. O Post de Pedro Correia não levanta esta questão?

      7. Falar disto não é um verdadeiro Delito de Opinião?

      1. SAP2ii a 11.03.2021 às 12:10
        Impressionante! isso é óptimo! música para os meus ouvidos. Ressuscitar “pessoas sem nenhuma actividade do sistema nervoso central, e que perderam consciência, e a capacidade de respirar”.
        E não há possibilidade de se acelerar o processo? Dê lá um jeitinho e tragam isso rapidamente e em força para o Benfica.

    1. Pois, boa pergunta. Não será certamente por esses países serem especialmente bem governados.
      Em parte a razão serão estatísticas deficientes, que não mostram bem a causa de cada morte, ou o desconhecimento de que o falecido estava infetado com o sars-cov-2.
      Mas certamente que boa parte da razão terá a ver com algum grau de imunidade que as populações desses países – especialmente os da Ásia – devem ter aos coronavírus.
      Os seres humanos não são todos iguais.

    2. Um amigo meu, originário de Cabinda, é de opinião que como o Covid mata principalmente pessoas com mais de 70 anos, e/ou com co-morbilidades ligadas à obesidade e diabetes, em África não há muitas pessoas nessas condições.
      Porque infelizmente já faleceram mais novos de outras doenças, e obesidade e diabetes não são propriamente patologias comuns, por motivos óbvios.
      Não confirmo nem desminto, mas parece fazer algum sentido..,

      1. Não sei se Mao matou 20 milhões, mas não me admirava nada. No regime de Estaline contabiliza-se cerce de 20M de mortes em excesso.

        Nem o Trump do Luís Costa Ribas matou tanta gente. Mas foi só porque não teve tempo, com certeza.

  3. “Quando à escala global existem agora quase 2,6 milhões de mortos —— por Covid-19.”

    Falso. POR e COM Covid-19.

  4. Até quando vamos continuar a alimentar este circo?
    A Suécia está melhor que nós mas ai de alguém que se atreva a sugerir em facultar as medidas que temos obrigatórias.
    O Texas e mais 13 estados Americanos decidiram eliminar as obrigações estúpidas, será que estarão a ver mal?
    Antes da pandemia diziam que África iria ser um continente dizimado pelo covid, estranho, mal se ouve falar.
    A ver se vem o dinheiro de Bruxelas rapidamente senão ainda aparecem aí mais algumas 50 estirpes do covid, sim porque já não há a gripe das aves, nem o H5N1, nem o H5N2, o covid comeu isso tudo.
    Aguenta portuga, siga a banda.

    1. Há tantos burros mandando
      Em homens de inteligência
      Que às vezes fico pensando
      Que a burrice é uma ciência

      António Aleixo

      Nem de propósito, só falta a compota.

    2. Até quando vamos continuar a alimentar este circo?

      Boa pergunta. A avaliar pelas reações de muitas pessoas, a começar pelo Presidente da República e os seus capangas do PSD, às intenções de desconfinamento do governo, ainda iremos alimentá-lo por muito tempo, quiçá anos. Aparentemente há muita gente na sociedade a quem o regime de confinamento agrada, sabe-se lá por quê, e que deseja que ele se prolongue o mais tempo possível e que, mesmo quando ele acabar, algumas restrições se mantenham.

      Só podemos tentar adivinhar que motivos sinistros alimentam tal gente.

  5. E Israel Pedro? Nem uma palavra? Parece que toda a gente está com medo de se referir a Israel:

    Ao contrário do que a comunicação social nos anda a dizer, os casos de covid 19 em Israel, apesar da alta taxa de vacinação da população, continuam bem altos quando comparados com outros países com muito menores taxas de vacinação.

    Ainda hoje, Israel registou 1 331 casos, enquanto Portugal apenas 637, e isto vem acontecendo há mais de 2 semanas. E no número total de casos, apesar de terem menos 1 milhão habitantes, Israel ultrapassou hoje, pela 1ª vez, Portugal.

    Alguém me sabe explicar o que se passa por ali?

    1. De Israel, de facto, fala-se muito pouco.
      E quando se fala é quase sempre pela positiva.
      De qualquer modo, aqui não se trata de números absolutos, mas relativos.
      Porque se falarmos em números absolutos os EUA “lideram” todas as listas atendendo à dimensão populacional do país e ao escrutínio livre e minucioso a que é sujeito (nada a ver com China ou Rússia, por exemplo).

      Acontece que Israel, estando ligeiramente acima de Portugal no número de novos casos acumulados nestes 13 meses, em termos proporcionais, está muito abaixo do nosso país em registo de óbitos. Ocupando neste momento o 44.º posto – 36 lugares abaixo de nós.
      Com 648 mortos por milhão de habitantes – quase três vezes menos na comparação com Portugal.

      1. Isso é verdade Pedro. Mas o que queria chamar a atenção era, sobretudo, para o nº elevado de novos casos, face à alta taxa de vacinação (cerca de 80%). Só no mês de Fevereiro registaram 132 772 casos; enquanto em Portugal se registaram 84 046; e na Suécia 91 237.
        Convém realçar que Israel tem menos 1 milhão de habitantes que Portugal e Suécia.
        A vacinação, neste caso, parece ter fraco impacto no nº de casos. Isto ainda ninguém discute e era importante saber porquê…

        1. Tem razão. É tema suficientemente importante para receber tratamento autónomo aqui no blogue. E preocupante, para quem acredita na vacina como remédio quase absoluto para pôr fim a este pesadelo.

        2. A vacinação, neste caso, parece ter fraco impacto no nº de casos.

          Sim. Mas:

          (1) A vacinação não se destina a impedir a transmissão do vírus. Não há quaisquer dados que afirmem que o facto de uma pessoa estar vacinada a impede de contrair e de transmitir o vírus. A vacinação destina-se somente a impedir a doença (grave). Ou seja, as pessoas contraem o vírus, mas não adoecem. Isso é que importa.

          (2) Israel tem muitos vacinados, mas também tem uma grande fatia de população que não está vacinada e que se porta notoriamente mal. Os judeus ultra-ortodoxos fazem festas com centenas de pessoas dia sim, dia não. Bastam esses tipos para fazer com que a taxa de contaminação permaneça muito alta.

          1. Assim a vacinação não vai ter impacto nos critérios do Costa ao basear a decisão de “deconfinamento/confinamento” apenas em indicadores de contágio:
            – Contágio a 14 dias;
            – E no Rt !!!!

  6. Este género de estatísticas traz-me ineluctavelmente à memória a história dos tipos perdidos num balão a quem informam que estão vinte metros acima do Jardim do senhor Jones. Tecnicamente exacta, mas completamente inútil. Há provavelmente maiores diferenças no interior de cada país do que entre muitos deles.

    1. Discordo, Luís. Não me parece nada que seja “completamente inútil” analisar estes dados que aqui venho trazendo mês após mês.
      Desde logo, colocam-nos em proporção. Para evitarmos ser bombardeados pelo jornalismo preguiçoso, que apregoa números absolutos de casos e óbitos sem os dividir pela população de cada país. O que permite colocar sempre os EUA – erradamente – no topo de todas as listas. Quando, em óbitos, estão abaixo de Portugal.

      1. Não seria útil também trazer para a discussão as medidas que cada país adopta para combater a pandemia, para podermos aquilatar melhor a inutilidade das mesmas?
        Só tenho feito a comparação com a Suécia, porque foi um país que nunca precisou infantilizar os seus cidadãos nem os privou da sua liberdade, mas acredito que haja outros países em que os contrastes e as contradições serão muito mais gritantes.

        1. A questão é que todos os países já tomaram medidas de todo o género – girando 180 graus, na grande maioria dos casos, conforme as situações.
          E há ainda países que, organizados politicamente como estados federais, adoptam medidas muito diferentes de estado para estado. Brasil e EUA são dois típicos exemplos disso.

      2. Caro Pedro, viva. Obrigado pela sua resposta. Penso que se pode analisar a questão a partir de dois pontos de vista diferentes: o da vox populi e o outro, mais «analítico» (aspas por pleonástico e inexacto, mas por agora fica). É verdade que a maioria das pessoas analisa os dados por país. (A Europa federada não é para amanhã.) Esquecendo – para não dizer ignorando – que os EUA vão do Alaska ao Novo México; ou que na Itália – um exemplo que dou muitas vezes – em 2020 o norte foi o que se viu e o sul teve menos mortes do que a mortalidade base. As diferenças intra-nacionais são no mínimo tão grandes como as inter-nacionais. Se da Suécia excluirmos Estocolmo, a mortalidade é igual à dos «outros países nórdicos». Esta perspectiva levar-nos-ia a compreender popque é que nos EUA a curva sazonal é muito menos marcada do que na Europ, por exemplo; ou a perguntar-nos se as «medidas» foram verdadeiramente determinantes nos «outros países nórdicos» ou se foi outra a razão da diferença de óbitos com a Suécia. Ou seja: as comparações nacionais são boas para um determinado fim – alimentar a ideia de que há bons e maus governos, que o vírus responde a medidas nacionais, etc.; mas são inúteis para se analisar a questão da propagação, do contágio, da eficácia ds medidas. Alguns estados dos EUA resolveram, por exemplo, acabar com a s medidas. Um (o Dakota do Sul) nunca as teve. Acha que faz sentido analisar os númeeros dos EUA? Eu acho que não. valeria talvez a pena, isso sim, comparar o Dakota do Sul com o resto do país; ou a Flórida agora com a Califórnia agora. Olhar os EUA como uma unidade não faz, para mim, muito sentido.

        Isto dito, a verdade é que esta conversa levar-nos-ia mais longe. Um abraço amical do

        Luís Serpa

        1. Excelente comentário do Luís Serpa.
          Em Portugal verificou-se quase o mesmo, com a epidemia ora a ser forte no Norte e fraca na região de Lisboa, ora o inverso, apesar de ambas as regiões estarem sujeitas a restrições similares.
          O facto é que Portugal, do ponto de vista da epidemia, não é um país, mas sim três regiões (o Norte, Lisboa, e o resto), todas elas com dinâmicas epidémicas diferentes.

  7. “A República Checa ascende em Março ao topo da lista, sucedendo à Bélgica neste cenário macabro: algo inimaginável há uns meses, quando era apontada como uma das nações mais bem sucedidas no combate ao coronavírus.”

    Esta frase, acertada, aponta para o óbvio: não há nações bem sucedidas no combate ao vírus, porque este vírus não se consegue combater com o tipo de medidas implementadas pelos governos. Há países inexplicavelmente poupados numa primeira fase, que acabam por ser fustigados na seguinte (provavelmente por terem ainda uma grande parte da população muito vulnerável). As máscaras e os confinamentos parecem ser irrelevantes para a progressão da doença. Ela faz o seu caminho, à revelia das nossas singelas (e absurdas) acções.
    Andamos a rebentar com a economia e com a liberdade neste jogo do faz de conta.

  8. O paradoxo é a morte (a pandemia) ter acelerado a capacidade humana (científica) de criar Vida, e de aumentar a sua probabilidade de adaptação e continuidade.

    Quem ficou com esse poder, e o modo como o vai distribuir, é um problema diferente.

    1. Naqueles projectos de bio-regeneração, nos de energia, nos de exploração dos recursos fora-da-Terra — e em todos os mais produtivos para a prosperidade —, as equipas são constituídas por pessoas de dezenas de diferentes nacionalidades, de diferentes proveniências étnicas, cores-de-pele, género e convicções ideológicas e religiosas.

      No futuro próximo os seres humanos e a sociedade organizar-se-ão em torno dessas actividades. Porque são elas que decidem a “riqueza das Nações” e os rendimentos das pessoas.

      Percebemos que são capazes de trabalhar juntas, cooperar, e partilhar sem quaisquer conflitos.

      Uma nova era, em que as fronteiras dos países e a territorialização actual será alterada, será inevitável.

      A pandemia acelerou essa nova inter-relação humana, económica e social.

      Logo, mais cedo ou mais tarde, haverá uma mudança Política.

      Os números trazidos por Pedro Correia induzem essa discussão.

  9. Há países com restrições, como comércio fechado, mas sem grandes restrições à liberdade. E não há “ajuntamentos”. Boa altura para analisar certos pontos da nossa cultura e sociedade, como o Centro Comercial e a acumulação de grande parte da população num espaço geográfico reduzido.

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