
António Costa, na quinta-feira à tarde: bares e discotecas permanecerão encerrados até Outubro.
Reacção de donos de bares e discotecas: «É uma sentença de morte.»
Governo, na quinta-feira à noite: afinal os bares podem reabrir, com regras idênticas às dos restaurantes.
Governo, no sábado: afinal as discotecas podem reabrir, mas sem pista de dança.

O governo faz bem em acabar com as pistas de dança que só servem para chocalhar a cabeça dos nossos imberbes.
Cristina Silva
Basta-lhe um olho para reinar.
O Costa para abrir as discotecas sem pista de dança não está a governar à vista está a governar a sem porcento.
E se o Costa continuar assim, vamos ser o primeiro país da europa a fazer umas eleições sem votos.
Negócios tal qual Vandoma ou Feira da Ladra. O nosso Primeiro Ministro é de um requinte a toda a prova. Mais popular seria impossível. Em matéria de votos soma e segue.
Fornicadores e fornicados, na pátria do fornicódromo labiríntico .
Se fugir, o bicho come.
Se ficar, o bicho pega.
Quem chega a barão ou visconde.
Se não tiver para onde.
Morrer, sim – mas devagar.
Porque garantido e certo: final lugar.
Bem… Lá rimar, rima.
Acho bem que fechem as pistas de dança, por causa da febre de Sábado à noite. Com sintomas, vai para casa.
Pistas de dança e barris de cerveja para moçoilas e moços expandirem o intelecto não está provado cientificamente.
A TAL FEIRA DO GADO
Merco besta corrida por meio saldo de mula manca
A arrastar o estribo albarda caída de cilha folgada
Ossada bicuda a furar a pele traseira toda empenada
Cabresto aos nós corda roída que os abanos desanca
Moscas no lombo prontas ao ninho atrás das orelhas
Aos solavancos soltando sonoros imundos a cada patada
Cascos moídos feitos em farelo sem cangalha amarrada
Lá vai ruminando a palha curtida de gastas golpelhas.
Pelo sumido ensebado basta ajeitar-lhe os sarilhos
Rebarbar-lhe os cascos para lhe calçar uns meotes
Que de crinas assoveladas ensaia logo uns pinotes
No arrasto do chocalho o estafermo foge aos trilhos
Dente arreganhado cor de feno cata-vento no roncar
O fedor podre que expele de tanta névoa nem cheirá-lo
Não nos contam os arreios se é burro mula ou cavalo
Mas tem qualquer ferradura pronto coice para dar