Governar à vista: é assim que se faz


Pedro Correia,

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António Costa, na quinta-feira à tarde: bares e discotecas permanecerão encerrados até Outubro.

Reacção de donos de bares e discotecas: «É uma sentença de morte.»

Governo, na quinta-feira à noite: afinal os bares podem reabrir, com regras idênticas às dos restaurantes.

Governo, no sábado: afinal as discotecas podem reabrir, mas sem pista de dança.

9 comentários em “Governar à vista: é assim que se faz”

  1. O governo faz bem em acabar com as pistas de dança que só servem para chocalhar a cabeça dos nossos imberbes.

    Cristina Silva

  2. O Costa para abrir as discotecas sem pista de dança não está a governar à vista está a governar a sem porcento.
    E se o Costa continuar assim, vamos ser o primeiro país da europa a fazer umas eleições sem votos.

  3. Negócios tal qual Vandoma ou Feira da Ladra. O nosso Primeiro Ministro é de um requinte a toda a prova. Mais popular seria impossível. Em matéria de votos soma e segue.

  4. Fornicadores e fornicados, na pátria do fornicódromo labiríntico .
    Se fugir, o bicho come.
    Se ficar, o bicho pega.

    Quem chega a barão ou visconde.
    Se não tiver para onde.

    Morrer, sim – mas devagar.
    Porque garantido e certo: final lugar.

  5. Acho bem que fechem as pistas de dança, por causa da febre de Sábado à noite. Com sintomas, vai para casa.

  6. Pistas de dança e barris de cerveja para moçoilas e moços expandirem o intelecto não está provado cientificamente.

  7. A TAL FEIRA DO GADO
    Merco besta corrida por meio saldo de mula manca
    A arrastar o estribo albarda caída de cilha folgada
    Ossada bicuda a furar a pele traseira toda empenada
    Cabresto aos nós corda roída que os abanos desanca
    Moscas no lombo prontas ao ninho atrás das orelhas
    Aos solavancos soltando sonoros imundos a cada patada
    Cascos moídos feitos em farelo sem cangalha amarrada
    Lá vai ruminando a palha curtida de gastas golpelhas.
    Pelo sumido ensebado basta ajeitar-lhe os sarilhos
    Rebarbar-lhe os cascos para lhe calçar uns meotes
    Que de crinas assoveladas ensaia logo uns pinotes
    No arrasto do chocalho o estafermo foge aos trilhos
    Dente arreganhado cor de feno cata-vento no roncar
    O fedor podre que expele de tanta névoa nem cheirá-lo
    Não nos contam os arreios se é burro mula ou cavalo
    Mas tem qualquer ferradura pronto coice para dar

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