
Já aqui falei do rio Elba, que desagua em Cuxhaven, no Mar do Norte. Stade, a cidade onde vivo, a meio caminho entre Hamburgo e Cuxhaven, fica a poucos quilómetros da sua margem sul. Na imagem em cima (uma captação de ecrã do Google Maps), pode ver-se a sua localização, apesar de o nome estar tapado pelo balão vermelho. Prolonguei a imagem para Norte, a fim de mostrar que esta zona não fica longe da fronteira entre a Alemanha e a Dinamarca (linha verde, ao pé de Flensburg, a última cidade alemã). E lá perto, do lado esquerdo, pode ver-se a ilha Föhr, da qual falei na semana passada.

Há algumas praias fluviais, perto de Stade, onde os banhos são permitidos. Apesar de ficarem no trajecto cumprido por todos os navios a caminho do porto de Hamburgo (40 milhas marítimas), a qualidade da água é controlada. O Elba tem, nesta zona, 3 km de largura, há inclusive uma ilha, no meio do rio, e as grandes oscilações da maré, no Mar do Norte, permitem a constante renovação das águas. Mesmo assim, há quem opte por não lá entrar. Outros tomam banho junto com a matilha, nos locais onde os cães são permitidos.

Nos vários braços do Elba, há quem aproveite para pescar, ou fazer piqueniques. Quando o tempo o permite, são locais muito agradáveis.


Uma vez mais: parabéns por esta série, Cristina. Bem escrita, bem ilustrada, diversificada, com notável poder de observação. Imersão em terra alheia por alguém que vai sentindo essa terra como sua também. Privilegiando o objecto, sem fazer sumir o sujeito – algo raro também, nestes tempos de narcisismo exacerbado, de culto da ‘selfie’ em que tantos preferem fotografar-se a si mesmo em vez de captar imagens do mundo circundante.
Esta serie vai crescendo. Um dia pode dar livro. Seria bem merecido.
Tanto elogio. Muito obrigada, Pedro