
A 17 de Agosto assinala-se O Dia do Gato Preto
“O objectivo central da data é divulgar a discriminação sofrida pelos gatos pretos e promover a adopção destes felinos.
Devido às superstições em certas culturas, o gato preto é associado ao azar, sendo o mais abandonado, o menos adoptado e o mais rapidamente abatido.
Se hoje é costume dizer-se que quem se cruza com um gato preto pode ter azar, em séculos passados acreditava-se que estavam ligados às trevas e eram bruxas em forma de animal, levando à perseguição e extermínio destes animais.
Ironicamente, na Idade Média, o extermínio de gatos pretos levou à proliferação das pestes nas populações europeias, através do aumento do número de ratos.
Este Dia do Gato visa combater equívocos. Muitos estudiosos apontam os gatos pretos como os mais amigáveis e sociáveis entre os felinos.”
Todas a bruxas que se prezam têm o seu gato preto. Eu tive um, o Sam, e era um doce. As superstições obrigam a muitas idiotices, como esta de esconjurar os espíritos malignos que habitam os gatos pretos. Os sacrifícios animais deveriam ser punidos com pena de prisão. Quando estávamos confinados, aconselharam-me um documentário na Netflix sobre um tipo que punha gatos bebés num saco de vácuo e sugava o ar pela válvula com um aspirador. Creio que publicava os vídeos e tinha milhares de seguidores. Não consegui ver. Creio que conseguiram dar com ele, mas a justiça nada fez. Como a notoriedade traz euforia e nem sempre no bom sentido, o psicopata acabou por assassinar um ser humano e só então foi detido e condenado. A justiça tarda, mas não falha? Pois.

Hoje é O Dia de Santa Beatriz da Silva
O Dia de Santa Beatriz da Silva celebra-se a 17 de Agosto e a 1 de Setembro. A sua festa litúrgica é particularmente sentida em Campo Maior, sua terra natal, e em Espanha, onde esta santa portuguesa fundou a sua obra e faleceu.
D. Beatriz de Menezes da Silva nasceu em 1424 e faleceu em 1492 em Toledo. Filha do alcaide de Campo Maior, D. Rui Gomes da Silva, e da Condessa de Portalegre, D. Isabel de Menezes, que pertenciam à primeira nobreza e estavam aparentados com a família real. Cresceu no seio da nobreza, sendo educada por franciscanos, que lhe incutiram um forte sentido cristão com especial amor à Virgem Maria.
Beatriz tornou-se dama de compahia da princesa Isabel de Portugal, sua prima, que estava de núpcias com D. João II de Castela. Beatriz era mais nova e mais bela do que a princesa, sendo uma “mui graciosa donzela que excedia a todas em formosura e gentileza” de acordo com os relatos da época. Os ciúmes de Isabel tornaram-se em inveja e, já com os poderes de rainha, decidiu fechar Beatriz num pequeno baú, segura de que a falta de ar acabaria por matá-la.
Após três dias de desaparecimento, e a pedido do tio de Beatriz, a rainha decide revelar o paradeiro de Beatriz, na certeza de que iria mostrar um cadáver. Para seu espanto, Beatriz encontrava-se de perfeita saúde no baú, tendo pedido auxílio à Virgem Maria, eterna Rainha de Portugal, a qual lhe teria pedido para fundar uma ordem religiosa para celebrar a sua Imaculada Conceição.
Beatriz da Silva perdoou a rainha e deixou a corte, entrando num mosteiro em Toledo, onde se preparou para fundar uma ordem religiosa. Com o apoio da filha da rainha Isabel que a tinha prendido no baú (D. Isabel, a Católica), conseguiu criar a Ordem da Imaculada Conceição em 1489.
Três anos depois, Santa Beatriz da Silva falece. Reza a história que mantinha o seu formoso rosto velado desde que saíra da corte para afastar de si o pecado. Quando lhe prestaram a Santa Unção, terão descoberto o rosto de Santa Beatriz ainda jovem, mesmo tendo a santa mais de 60 anos.”
Gostaria muito de saber qual o creme, o óleo, o unto, etc., que Santa Beatriz da Silva usava, pois aparentar vinte anos aos sessenta é um verdadeiro milagre.
(Imagens Google)

Há coincidências levadas da breca.

Então não que esta manhã, ao pequeno almoço, a minha mulher me diz “Hoje vou à loja do Gato Preto”
Também costumo frequentar, já com menos assiduidade, porque os têxteis de boa qualidade que lá havia, deram lugar a umas coisinhas de pano. Enguiço? Vá-se lá saber…
“Os sacrifícios animais deveriam ser punidos com pena de prisão.”, parece que o PAN apoia essa ideia, abrangendo, principalmente, os sacrifícios nas touradas.
“Gostaria muito de saber qual o creme, o óleo, o….”, mas só o creme não chega, primeiro tem de se fechar durante a noite num baú.
Ainda não se fazem baús para o meu tamanho!
Acho que o baú também é simbólico. Talvez por ser velho já ouvi duas versões diferentes.
Alguém dizia que a virgindade ajudava a conservar a pele mas na minha terra – gente bruta – dizia-se que a mulher era como o vinho branco: quando não leva mecha, azeda.