Impressões alemãs (24)


Cristina Torrão,

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Com cerca de 50.000 habitantes, Cuxhaven, a 70 km de Hamburgo, não é das mais conhecidas cidades alemãs, no estrangeiro. Internamente, é famosa pela sua praia e por ser lá que o rio Elba desagua no Mar do Norte. Isto dá-lhe ainda outra importância: todos os navios que procuram o famoso porto de Hamburgo, têm de passar por lá. E só 40 milhas marítimas mais tarde, alcançam o almejado porto. Isto leva a que, de vez em quando, sejam feitas drenagens de areia, a fim de que o rio Elba tenha profundidade suficiente. Com custos para o ambiente, claro está. Mas esse assunto ficará para uma outra ocasião.

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Este é um restaurante típico de Cuxhaven, especializado em peixe. Escusado será dizer que a pesca tem aqui muita tradição, uma das fontes de receita desta cidade, além do turismo. Este é, na sua maioria, composto por alemães, pois praticamente nenhum estrangeiro à procura de praias vem aqui parar.

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Pormenor da zona pedonal de Cuxhaven

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Praia de Cuxhaven. E, no próximo postal, explico como foi possível tirar esta fotografia do meio da água.

8 comentários em “Impressões alemãs (24)”

  1. Ao recepcionar estas “impressões alemãs”, impressiona sempre o ordenamento positivista, de uma ideologia geométrica, sempre bem regrada e simétrica, quiçá, dominada por um teodolito que transforma a Natureza numa “crítica de razão pura” kantiana, absoluta e implacável.

    1. Mas, ao mesmo tempo, há sempre uma ténue e teimosa resistência a essa ditadura Positivista, que se expressa em pormenores “românticos” (“subjetivos” e “inimigos dessa ordem que quer dominar o caos”).
      Esse confronto desigual, característico das “paisagens alemãs”, causa uma impressão muito forte. Paradoxalmente, por dar áquilo que é menos dominante uma força incontornável.

    2. A paisagem alemã não é muito geométrica, que me recorde. Está bem arrumada, mas não propriamente de forma geométrica.

      1. Vivi em Colónia (Köln)
        Um dos meus melhores amigos era alemão, de lá.
        Sem querer polemizar, se olharmos para as imagens que Cristina Torrão colocou neste Post, pergunto: «Não éramos capazes de reproduzir todas… com o Lego?».

  2. Adoro as preciosidades que nos dá a conhecer fora das grandes cidades. São a prova que a Alemanha que pensamos conhecer, (aquela que nos mostram as famílias, porque acham que sim), não tem nada a ver. Quando estive um mês com o meu irmão, levou-me a Monschau e até hoje foi a cidade mais bonita que já vi.

    1. De facto, sendo a Alemanha potência económica, temos tendência a valorizar as grandes cidades.

      Já agora, a boa situação económica não assenta apenas nas indústrias e grandes empresas, também nas PMEs e numa sólida classe média. Há mesmo quem diga que é essa a verdadeira chave. Embora, nos últimos tempos, a diferença entre pobres e ricos tenha vindo a aumentar, como em todo o lado

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