Facto nacional de 2021


Pedro Correia,

1575226.jpg

 

VACINAÇÃO EM MASSA

Quase todos nós passámos por isto entre Janeiro e Dezembro: fomos vacinados contra a covid-19. Em dose dupla, na grande maioria dos casos. E ainda com reforço, em boa parte, à beira do fim do ano. A vacinação em massa foi considerado o Acontecimento Nacional de 2021 em eleição democrática no DELITO DO OPINIÃO, seguindo uma tradição aqui iniciada em 2010.

Graças à unidade de missão liderada pelo almirante Henrique Gouveia e Melo, Portugal passou do quinto lugar mundial em número de infectados na relação com o número de habitantes e do oitavo posto em óbitos também nesta escala registados no início de Fevereiro para o estatuto – reclamado pelo Governo – de país proporcionalmente mais vacinado no globo, já em Novembro, quando 86% da população nacional tinha recebido vacinas. 

A memória colectiva tende a diluir-se. Eis, portanto, o momento de lembrar como este caminho foi muito tortuoso. Em Janeiro, chegámos a ser o país com mais mortes e mais novos casos de coronavírus por milhão de habitantes, quando havia 11 pessoas a morrer por hora de Covid-19. O panorama alterou-se, para muito melhor, graças em boa parte à intervenção de Gouveia e Melo, a quem o Expresso, em Junho, chamava “o almirante salva-vidas”. Num só dia, 6 de Julho, foram ministradas mais de 154 mil vacinas.

 

A pandemia continua connosco, agora com carácter quase endémico e um surto de infecções menos letal. Mas não esquecemos o pesadelo destes quase dois anos nem o combate que lhe foi sendo travado neste país agora com 19.181 mortos oficialmente registados, vítimas do vírus que veio da China. E ainda não é possível baixar a guarda. Ontem Portugal registou um máximo de novos casos em 24 horas: 40.945. Apesar das vacinas e de todas as outras precauções que nos dominam o quotidiano. 

Não por acaso, o acontecimento nacional do ano destacado pelo DELITO em 2020 já tinha sido o novo coronavírus. Nota-se uma linha de continuidade neste destaque de 2021, que mereceu dez dos 25 votos da tribo “delituosa”. 

 

O segundo lugar, com sete votos, coube ao colapso da geringonça, associado (três votos) ao chumbo do Orçamento do Estado, o primeiro ocorrido desde sempre em quase meio século de sistema democrático. 

 

Depois, cinco outros factos, cada qual com um voto. Passo a enunciá-los para ficarem devidamente lavrados em acta:

– Atropelamento do trabalhador Nuno Santos pela viatura ministerial em que seguia o ex-ministro Eduardo Cabrita.

– Decisão do Governo de “investir” na TAP com dinheiro dos nossos impostos.

– A rocambolesca fuga para a África do Sul do ex-banqueiro João Rendeiro, já condenado por sentença definitiva em Portugal.

– Sporting campeão nacional de futebol 19 anos depois.

– Queda de Luís Filipe Vieira, confrontado com uma sucessão de investigações judiciais que o levaram a abandonar a presidência do Benfica.

 

Facto nacional de 2010: crise financeira

Facto nacional de 2011: chegada da troika a Portugal

Facto nacional de 2013: crise política de Julho

Facto nacional de 2014: derrocada do Grupo Espírito Santo

Facto nacional de 2015: acordos parlamentares à esquerda

Facto nacional de 2016: Portugal conquista Europeu de Futebol

Facto nacional de 2017: Portugal a arder de Junho a Outubro

Facto nacional de 2018: incúria do Estado

Facto nacional de 2019: novos partidos no Parlamento

Facto nacional de 2020: o vírus que nos mudou a vida

48 comentários em “Facto nacional de 2021”

  1. farto de pulhitica resolvi ontem enquanto peidalava assistir à 1ª parte dum jogo de bola
    dum lado o sabão azul e branco parecia em representação de Alcatraz, com grande penalidade obrigatória e expulsão
    à javardo como diria provavelmente Seixas da Costa
    o Almirante acabou a escorregar na bosta

  2. É um facto nacional com toda a certeza.
    Não sei é se isso diz bem ou mal do nosso povo.
    Da minha parte, vez tenho menos certezas relativamente à vacinação. Na realidade não tenho a certeza que me vacinaria hoje. Quanto à terceira dose, não vai acontecer.
    Sinto que a informação não é credível e que estou a ser manipulada. Não gosto.
    Isto desde a DGS, à OMS, passando pelo governo e respectivos ministros e secretários de estado. Mandam números para o ar, números inventados e manipulados.
    Desde o número de crianças internadas (dizem-nos que por covid, mas na realidade é com covid; aqui uma palavra faz toda a diferença) número de internados (vacinados versus não vacinados). É tudo manipulação, que muitas vezes é claramente admitida.
    Sinceramente não sei se temos menos internamentos e mortes por causa da vacinação. Não me parece que seja linear. A população este inverno é diferente quanto ao contacto com o vírus, a variante é diferente, e os factores ambientais são diferentes (Dezembro de 2021 foi anormalmente ameno).
    Não sei, e cada vez tenho mais dúvidas. As única coisa que me parece certo é que as medidas não farmacológicas valem próximo de zero na diminuição da propagação do vírus. E que a liberdade não é um detalhe , é aquilo que define a sociedade em que nos orgulhamos de viver.

      1. O primeiro-ministro italiano não foi eleito normalmente. Chamado do BCE depois de Conte ter falhado a maioria no Senado, foi aclamado cesareamente por quase todos os políticos em funções. No fundo um funcionário da UE a arbitrar a política italiana, rendida à sua incapacidade.
        Ao nível de UE, embora provavelmente não fosse essa a intenção inicial, cheira-me que Itália pode ser um ensaio.

          1. É verdade. Mas lembro dois factos.
            Itália foi dos países da Europa (Holanda e outros) onde foram mais enérgicas as manifestações contra as restrições impostas pela Covid e agora lida com a vacinação obrigatória.
            Beresford, foi inicialmente aclamado em Portugal.

          2. Quanto a Itália, sei bem. Até porque estive lá no ano passado e acompanhei de perto a situação. Com medidas restritivas chocantes – muito mais severas do que em Portugal.
            Ainda assim, Draghi parece contar com o apoio largamente maioritário da população – que apanhou um susto monumental, há que dizê-lo, como me apercebi ‘in loco’.
            A pandemia dizimou muita gente, sobretudo no norte e no centro do país. À catástrofe sanitária somou-se o cataclismo económico. E há cidades onde estive que ainda não se recompuseram, longe disso. Pisa, por exemplo.

            P. S. – Beresford era inglês. Um estrangeiro em Portugal, chefiando uma força de ocupação. Pouco ou nada tem a ver com isto.

          3. Draghi, diz-se, salvou o Euro. Como ele próprio disse, farei tudo para salvar o Euro. O que não se disse é que sem essa política a Itália entraria em bancarrota, e os italianos sabem bem do que Draghi os salvou. Mas é um “dossier” que está longe de estar encerrado. Como Draghi sublinhou recentemente – obviamente para marcar posição – sem Itália não há UE.
            Ora o que permitiu a política de Draghi, continuada por Lagarde, é que quem realmente manda no BCE – simplificadamente os banqueiros de Frankfurt – estava perplexa..
            Anteriormente a política de Trichet que subiu demasiado e demasiado depressa as taxas directoras provocou um desastre e, no entanto, estava nos cânones alemães de controlo da inflação. Ora, ao contrário, por exemplo, dos portugueses, os banqueiros alemães sabem muito bem que o Euro – curiosamente uma imposição francesa, tipo tiro no pé – favorece há anos a economia alemã. Por isso ficaram empancados ao ter de escolher entre deixar instalar a inflação ou assistir a algumas bancarrotas na zona Euro.
            Mas, mais tarde ou mais cedo, vão ter de escolher (2022 parece-me uma boa aposta) e Draghi tanto pode continuar como o salvador do Euro como pode tornar-se no coveiro a prazo da UE. E, mesmo em Itália, talvez sobretudo em Itália, depressa se passa de bestial a besta.

            P.S. – Beresford era estrangeiro mas um estrangeiro com privilégios. Basta lembrar Charles Stuart, embaixador de Inglaterra que negociou a independência do Brasil em nome de Portugal. Sublinho, não foi mediador, foi mesmo o representante português numa negociação bilateral. Depois Beresford só chefiou uma força de ocupação, quando toda a gente estava farta dele. Até aí chefiava uma força de libertação.
            Esta evolução de libertadores para opressores é uma constante histórica e só espero que os portugueses se lembrem disso quando uma “troika” musculada parecer a melhor solução para resolver problemas orçamentais sem arruadas sindicais, bloqueios constitucionais e imprensa incendiária.

  3. Estou em crer que o Pedro Correia juntamente com alguns opinativos do DO pretendem defender a tese que o camarada Gouveia e Melo é um bom candidato a qualquer coisa neste país.
    Os resultados da vacinação em massa poderão ser vistos nos números pagos pela SS a pessoas em confinamento e isolamento. Também poderá ser visto através do número de pessoas actualmente em isolamento.
    Se antes do final do mês não forem revertidas algumas medidas agora levadas a efeito (incluindo as aulas presenciais) o único sucesso que poderá ser atribuído é o de que a pessoas continuam abaixo da economia e não parte integrante dela.

      1. Eu li bem o que escreveu e os destaques que vem oferecendo.
        Só para acrescentar, leia-se em confinamento e isolamento contaminadas.

          1. Não, não me vacinei. Mas digo-hhe quais têm sido minhas “vacinas”: 4000 UI/dia de vitamina (hormona) D3, vitamina K2mk7 1/dia 100mcg, suplementos multiminerais com zinco e caminhadas diárias sem máscara, respirando fundo.

          2. O que me recomenda talvez venha a resultar consigo. Mas oro diariamente, também por si.

          3. Ainda mais uma achega para demonstrar as merdas que são os PRR´s:
            https://eco.sapo.pt/2022/01/12/vacina-portuguesa-contra-covid-19-esta-ha-seis-meses-a-espera-de-apoio-estatal/
            Está cientificamente estudado que este tipo de vacinas (inaladas e/ou engolidas) são de facto eficazes, na medida em que permitem contrariar a acção nefasta sobre as vias respiratórias. Todavia, talvez os mordomos portugueses tenham sido ordenados pelos seus governantes em Bruxelas a não fazer nada pela empresa portuguesa que competiria com outras que querem ganhar negócios duvidosos.

  4. Quando se começa com o pressuposto de que a actual estrutura de vacinação, que funciona, é mais que suficiente para uma vacinação em massa como a da Covid, é normal que se termine com o endeusamento de um Vice-Almirante.
    Foi a todos os níveis uma operação incrível, executada com competência (algumas charutadas para o ar, mas adiante).

    1. Elogiar não é endeusar, excepto neste país de invejosos.
      A verdade é que neste caso o contrafactual existe: a coisa não funcionava antes do almirante e passou a funcionar com ele.
      Tanto assim que o sucessor dele é outro militar, seu braço direito, que também aparece com camuflado.
      Em equipa que ganha deve mexer-se muito pouco.

      1. Podia também usar o contrafactual de que em Portugal a crítica também se confunde com o ataque pessoal.
        A verdade é que a estrutura física e humana não existia, a logística de compra, armazenamento e distribuição não existia, a estrutura digital de marcações e certificados não existia, conseguiu implementar-se. Muito já havia sido feito antes do Vice tomar posse, e nem tudo funcionou a 100% depois disso (muita calinada houve, apenas não apareceu noticiado, ao contrário do que se passou inicialmente).
        Temos muito a mania do homem providencial, e o Vice foi assim tratado tantas vezes por essa CS fora. Como se fosse o único capaz de ser o homem do leme. O problema é realmente que a comparação é com o antecessor, que pela amostra era um inapto. Mas podemos ir um bocadinho mais longe e tentar perceber se era ele o verdadeiro inapto, ou o inapto era quem o escolheu. Nomeações políticas, ou nomeações por competência, e competências. Se calhar em Portugal ser o homem certo no lugar certo é um caso de estudo, quando o normal seria o oposto.

        1. Tanta deriva para evitar elogiar o homem que revelou competência no lugar certo e no momento certo.
          Elogiar, neste país, parece tabu. Logo saltam mil mecos aos gritos dizendo que se está a “endeusar”. E “endeusar” é pecado, credo.
          Se a inveja matasse, muitos desses mecos caíam fulminados no sítio onde estão.

          1. Não sou apreciador do culto da personalidade. Defeito. Um defeito ateu, não católico.
            Do Vice, elogiei e elogio (desempenhou o cargo, ou dizem os gringos, got the job done), mas dispenso as crónicas do homem providencial. É competente porque tinha competências para o cargo, não porque foi ungido ou porque é diferenciado ou superlativo, como dizem agora. Ao contrário do anterior, e de tantos por esse país fora, cuja competência era ter cartão. Enquanto andarmos com a história do homem certo no lugar certo, continuaremos a dar guarida às nomeações de pessoas erradas para o lugar certo.
            Esta história é como andarem constantemente a falar de “sábios”, pura e simplesmente porque a comparação é um conjunto de políticos encartados que nada percebem de determinados assuntos. No fim aparecem Vices, mas também aparecem os amigos do Costa com os seus planos de resiliência, dá para os dois lados.

          2. Um servidor público (e todos os militares o são) que cumpre o seu dever com zelo e dedicação, excedendo até os objectivos iniciais e recebendo insuspeitos elogios do estrangeiro, logo começa por cá a ser invectivado de “homem providencial” com o habitual cortejo de expressões associadas ao rótulo.
            Falta pouco para lhe chamarem “fascista”, entre outros mimos.

            Este é um dos motivos por que Portugal não passa da cepa torta.
            Ser medíocre sem dar nas vistas é sempre o que está a dar.

          3. O Anomimus também não percebe é nada disto.
            “continuaremos a dar guarida às nomeações de pessoas erradas para o lugar certo.”
            Não é o lugar certo é o lugar errado. Mas compreendo que nem todos conseguem ser sábios como eu e ver defeitos em catequistas da natação.

  5. “A pandemia continua connosco, agora com carácter quase endémico “
    O Sr. Correia a dar uma de especialista. Diga lá quem é que anda ouvir ? Será o Dr. Simas?
    Há cada Dr. Bitaites!!!

  6. Factos são factos e feitos são feitos. Não há dúvida que é um facto que conseguiram vacinar a malta quase toda mas o que é um feito é terem conseguido convencer o pessoal a servir de cobaia para uma vacina experimental.
    Nem miocardites nem pericardites nem mortes súbitas nem o aumento das ansiedades nem o aumento das depressões nem o aumento dos suicídios, nada demove esta obsessão vacinal, é de loucos.
    Infelizmente a humanidade é o que é.
    No tempo da Inquisição foi assim, a perseguição a todos os que eram contra o sistema.
    A segunda guerra também não foi para libertar os judeus do holocausto e acabar com a discriminação.
    Agora percebo porque é que havia tanta pressa em aprovar a censura da internet, não pode haver contraditório.
    Até hoje a humanidade tem conseguido vencer pelo lado da razão, esperemos que desta vez não seja a emoção a vencer.

    1. E no entanto, críticos ou não-críticos, em Portugal todos foram correr vacinar-se. As estatísticas não enganam.
      Incluindo muita malta que berra contras as vacinas.
      Por via das dúvidas, não vá a coisa complicar-se…

      Eu gostaria de ver muito mais coerência desta gente que enche as redes a gritar contra a vacinação.
      Os vacinofóbicos nos EUA, ao menos, são coerentes. Lá, não é mesmo não.
      Por isso mais de um terço dos norte-americanos continuam sem tomar qualquer vacina.
      https://www.mayoclinic.org/coronavirus-covid-19/vaccine-tracker

      Nada a ver com o que acontece em Portugal, onde tantos dizem uma coisa e praticam o seu contrário.

      1. Penso que a introdução do medo no domínio dos povos não é original. E se reparar a “variante” que há-de vir é sempre mais perigosa do que aquela que já cá está.
        É surreal a forma como a informação é dada e é surreal a forma como as pessoas a interpretam.
        O facto das pessoas dizerem que estão contra estas vacinas não implica que sejam contra as vacinas em geral, no entanto ninguém faz essa distinção e quem é contra estas vacinas é logo apelidado de negacionista anti vacinas.
        Não percebo qual é o problema de haver uma discussão séria sobre este assunto.
        Não conheci ninguém nem tive ninguém na família que tivesse apanhado covid antes da vacinação, no entanto depois da vacinação quase todos os conhecidos tiveram covid além de efeitos secundários e alguns deles graves, na família uma morte após a toma da segunda dose e alguns familiares viram as suas doenças agravadas além de efeitos secundários bem dolorosos.
        Segundo um estudo( o que vale é que há estudos para todos os gostos) as vacinas interferem com o ciclo menstrual.
        Vamos ver daqui a uns meses como vão sair os filhos destas vacinas.

      2. Essa é uma das questões pelas quais os Estados Unidos são tão complexos. Trump foi temporão ao encerrar os voos com a China em Fevereiro de 2020 (altamente criticado, nomeadamente por democratas) e também despejou dinheiro nas farmacêuticas logo de início (sem isso não haveria a vacina da Moderna nem a capacidade de produção da Pfizer) e comprou antecipadamente Astra-Zeneca que depois cedeu ao México e ao Canadá. Depois foi activamente contra os confinamentos o que ajudou a desenvolveu uma “cultura” negacionista que hoje recusa a vacinação.

        1. Quando Trump fechou as fronteiras à China, foi criticado pelos democratas e toda a sociedade mediática. Que bronco aquele Trump. Pouco tempo depois todos os países fecharam as fronteiras. Não deixa de ser cómico.

      3. Ser antivacina e duvidar da eficácia e segurança desta vacina em particular é muito diferente, Pedro. À medida que as informações (e desinformações) vão sendo conhecidas, qualquer pessoa avessa a dogmas interroga-se. Não me passou pela cabeça que houvesse a manipulação que hoje é bastante óbvia, até porque tendo a resistir às teorias da conspiração. Na parte que me toca nunca me senti medo com esta doença e continuei a viver como de costume. Nunca corri para a vacina. Na realidade não me importava de ceder a minha vacina a alguém mais ansioso. Acontece que me agendaram a vacina e eu acedi. Provavelmente na ilusão que depois de vacinada uma larga fatia da população adulta nos deixariam em paz. O que notoriamente não aconteceu. À primeira todos caem, mas à segunda só caem os tolos.

        1. A verdade, Susana, é que noto uma diferença brutal entre quem comenta todos os dias na Net e o comportamento geral na sociedade portuguesa.
          Lendo a Net, verifica-se a existência de uma vociferante e muito activa falange anti-vacina covid.
          Mas Portugal é um dos países do mundo com maior percentagem de gente vacinada.

          Das duas uma: ou os anti-vacinas estão todos acantonados na Net com perfis múltiplos para parecerem mais do que são ou parte destas pessoas apregoa uma coisa e pratica outra.

          Não me admirava muito que a segunda hipótese seja a que mais condiz com a realidade.

          1. Nós os negacionistas-vacinofóbicos-obscurantistas, que-não-seguem-A-Ciência, enfim, os deploráveis da sociedade somos como os radicais de esquerda: poucos mas muito motivados…

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *