
HENRIQUE GOUVEIA E MELO
De quase desconhecido da opinião pública, tornou-se figura nacional em 2021 – também aqui, no DELITO DE OPINIÃO. Por mérito próprio. Coube-lhe coordenar a estrutura de vacinação contra a covid-19 numa altura em que este processo estava desacreditado a vários níveis: faltavam vacinas, escasseavam recursos humanos, multiplicavam-se vergonhosos casos de gente a furar filas em diversos recantos do País. Henrique Gouveia e Melo, vice-almirante especializado em navegação submarina, pôr ordem na casa e endireitou o que estava torto – que era quase tudo.
Houve mobilização geral, com sucesso. Num só dia, 6 de Julho, foram ministradas mais de 154 mil vacinas. Entre o início de Fevereiro e o final de Setembro, quando cessou funções, Portugal tornou-se referência internacional no combate à pandemia via vacinação. Em Maio, Maria Filomena Mónica descreveu-o assim, sem ironia: «Temos um novo herói: o militar de olhos verdes.» O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, que também não é de elogio fácil, enalteceu-o como «verdadeiro líder».
Empenho e eficiência foram dois qualificativos usados na tribo “delituosa” para eleger Gouveia e Melo, por maioria, como Figura Nacional de 2021.
«O seu maior mérito foi ter-nos demonstrado, em especial aos políticos e burocratas, ainda haver portugueses bons e de valor, apostados em servir os outros. De forma simples, com linguagem clara e directa, profissionalismo, competência e organização, afinal tudo o que nos falta há décadas.» Palavras que acompanharam um dos 15 votos recebidos neste blogue pelo actual almirante, recém-empossado como chefe do Estado Maior da Armada.
Em segundo lugar ficou Carlos Moedas, eleito a 26 de Setembro presidente da Câmara de Lisboa – a maior surpresa das autárquicas, que ditaram o fim de 14 anos de hegemonia socialista na capital. A sua vitória tangencial frente a Fernando Medina tornou-o não apenas a figura mais em destaque neste acto eleitoral mas também um possível candidato a prazo à liderança do PSD, o seu partido.
Moedas recebeu seis votos dos autores do DELITO, renovando-se uma tradição deste blogue que remonta a 2012. O último lugar do pódio – com cinco votos – foi ocupado por Rúben Amorim, o treinador-sensação de 2021, que conduziu o Sporting ao título de campeão nacional de futebol após um penoso jejum de 19 anos. Houve quem sugerisse – e a proposta merece ponderação – que devemos passar a eleger a figura desportiva do ano. É uma hipótese a considerar. Para já, Amorim fica como vencedor “oficioso” desta categoria ainda inexistente em 2021. Sem favor algum.
Figura nacional de 2010: José Mourinho
Figura nacional de 2011: Vítor Gaspar
Figura nacional de 2013: Rui Moreira
Figura nacional de 2014: Carlos Alexandre
Figura nacional de 2015: António Costa
Figura nacional de 2016: António Guterres
Figura nacional de 2017: Marcelo Rebelo de Sousa
Figura nacional de 2018: Joana Marques Vidal
Figura nacional de 2019: D. José Tolentino Mendonça
Figura nacional de 2020: Marta Temido

Quem é o personagem da foto? Algum ex-combatente desaparecido em combate?
Um combatente vitorioso. E recompensado por isso.
Dito assim, poderei concluir que o amigo já está com saudades de mais uma dose de vacina? Tenha calma porque os cientistas dizem que lá para Março terão mais uma dose pronta. E com um pouco de sorte terá mais outra em Setembro de 2022.
Não desespere.
O que é bom nos negacionistas é que a seleção natural encarrega-se deles.
E também dos outros. 9-cientistas-polacos-identificam-variant e-genetica-que-aumenta-risco-de-doenca-g rave-e-morte/
https://multinews.sapo.pt/noticias/covid-1
Continue a tomar as vacinas. Pode ser que tenha um bónus lá para 2023.
Como continuo a preocupar-me com os vacina-dependentes, deixo aqui ouro anexo: uropeu-alerta-que-sucessivas-doses-de-re forco-podem-enfraquecer-sistema-imunitar io/
https://eco.sapo.pt/2022/01/12/regulador-e
Acrescentando que nem todos os imunodeprimidos poderão tomar qualquer tipo de vacina, pelo simples facto de qualquer vacina só poder actuar com resposta do sistema imune.
No caso da vacina covid há muita bazófia mal explicada e outro tanto sem explicação.
independentemente de ser a favor ou contra a vacina e nesse campo estou alinhado consigo, há que dar crédito ao homem.
enquanto esteve lá um comissário politico, o maluco do francisco ramos, aquilo foi um caos.
Foi-lhe dada uma missão e o homem cumpriu com distinção.
Então a figura do ano em 2016 não foi o Éder?
Que eu me lembre não se falou de outra coisa.
Elegemos o Éder da política. Só esse ano mereceu destaque.
Sem lhe querer retirar mérito, acho que beneficiou de ter sucedido a Francisco Ramos e ser sucedido por Graça Freitas.
E arrisco uma previsão.
Porque foi excessivo a aparecer na comunicação social e fez algumas declarações menos felizes, vaticino-lhe exactamente o mesmo que Magina da Siva(*), um longo jejum de comunicação social.
(*) Magina da Silva, director nacional da Polícia de Segurança Pública, aparecia nos noticiários frequentemente até que teve uma declaração infeliz à saída de Belém e nunca mais o vi.
O Francisco tem razão. Em Portugal o que conta é a pose. Mas há sempre um momento em que o verniz estala e lá se vai pelo cano.
Desiludiu-me ao aceitar uma prenda armadilhada em desfavor do substituído camarada de armas, que por nobre ausência e silêncio distribuiu uma bofetada bem dirigida de luva branca.
Marta Temido. Gostei.
Apesar das muitas críticas, foi uma mulher que enfrentou o pior.
Gouveia e Melo: subscrevo!
Ruben Amorim: subscrevo!
Carlos Moedas: não subscrevo! Ausência de mérito no que conseguiu … foi apenas demérito dos eleitores do adversário politico. Além de que já começou a furar promessas: ciclovia da Almirante Reis.
Cada um tem a sua opinião.
Se fez essa promessa, ainda bem que a furou. Só apoiarei a construção de ciclovias quando os governantes se deslocarem para a AR, para o Palácio de S. Bento e para o Palácio de Belém, entre outros locais, de bicicleta. Estou farto de vêr azeiteiros e azeiteiras aos fins de semana a fazer de conta que fazem muito exercício em cima de bicicletas que custam meia dúzia de ordenados mínimos. Ciclovias? isso é mesmo gozar com quem trabalha. Vão p’rá estiva.
Primeiro aterre e depois comente! A promessa era ACABAR com a ciclovia da Almirante Reis, o que ia ao encontro do que pretende.
Pela minha parte esteja descansado, como não sei andar de bicicleta estou dispensado da estiva, que hoje nada tem a ver com o que pretende dizer.
Aterre e não se magoe.
E aquele trabalhador que com o salário mínimo tem que sustentar uma família, não pode ser a vossa personalidade do ano? Deixem o almirante no submarino bem lá no fundo para esconder a sua falsa modéstia.
Estes prémios são o que são, mas não deixa de ser interessante ver como em Portugal se idolatra alguém que cumpre o seu dever (profissional) com competência.
Não sendo fã da personagem é de longe melhor idolatrar quem cumpre uma tarefa que lhe é assignada do que idolatrar cretinos que como dizia o outro….só falam falam mas eu não os vejo a fazer nada.
Concordo plenamente. Mas, como são tão poucos os bons exemplos, não me parece fora de tom “uma palmadinha nas costas”… Toda a gente gosta!!!
O D.Tolentino Mendonça andou a vacinar em também Portugal? Foi por isso que foi figura nacional?
Deixou a capa cair na reta final…..para nao