![naom_565d57de71a58[1].jpg naom_565d57de71a58[1].jpg](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2019/21300555_Kk7vg.jpeg)
JOANA MARQUES VIDAL
É consensual: a investigação criminal, com ela no vértice supremo do Ministério Público, deixou de olhar a ricos e poderosos, fingindo que os ilícitos não existiam. Há hoje a sensação generalizada de que não basta ser influente para escapar às malhas da justiça. E que terminou enfim a inércia no combate à corrupção, um dos cancros que corroem a democracia.
Isso deve-se, em boa parte, à orientação imprimida por esta jurista à frente da Procuradora-Geral da República durante os seis anos do seu mandato, concluído em Outubro de 2018. O Governo poderia ter proposto a sua recondução ao Presidente da República, a quem cabe nomear o titular máximo da acção penal, mas logo em Janeiro a ministra da Justiça, Francisca Van Dunen, deixava claro que isso não iria acontecer.
Joana Marques Vidal sai, certamente com a sensação do dever cumprido, tendo sido substituída por Lucília Gago, uma das suas colaboradoras mais próximas. Na nossa tradicional escolha de fim de ano, os autores do DELITO DE OPINIÃO elegeram por maioria a procuradora-geral cessante como Figura Nacional de 2018, com 11 votos em 25 possíveis.
Na segunda posição, com seis votos, ficou o nosso eleito de há um ano: Marcelo Rebelo de Sousa. Desta vez não venceu, mas a justificação manteve-se inalterada: o Presidente da República distingue-se pela intervenção diária e constante como moderador na política portuguesa.
O terceiro lugar do nosso pódio, com quatro votos, é ocupado pelo ministro das Finanças. Mário Centeno foi outra figura em relevo ao longo de 2018, tanto pela sua estreia como presidente do Eurogrupo como por ter anunciado que Portugal está prestes a atingir o mais baixo défice nas contas públicas pela primeira vez em democracia: 0,2% do PIB.
Houve ainda dois votos em Cristina Ferreira, protagonista da mais cara transferência de sempre na televisão portuguesa ao passar da TVI para a SIC por valores que só costumamos ver ao nível dos clubes de futebol. E dois votos solitários. O primeiro em Ricardo Robles, o vereador do Bloco de Esquerda em Lisboa que se viu forçado a cessar estas funções quando se tornou público que praticava especulação imobiliária, contrariando o que defendia no seu discurso político. O segundo no eterno Pedro Santana Lopes, que renunciou à militância no PSD, onde se manteve filiado durante 40 anos, e em Outubro fundou a Aliança, que terá o primeiro teste eleitoral nas europeias de 26 de Maio.
Figura nacional de 2010: José Mourinho
Figura nacional de 2011: Vítor Gaspar
Figura nacional de 2013: Rui Moreira
Figura nacional de 2014: Carlos Alexandre
Figura nacional de 2015: António Costa
Figura nacional de 2016: António Guterres
Figura nacional de 2017: Marcelo Rebelo de Sousa

O segredo de Justiça é que é o grande ponto fraco de Joana. Por isso muita gente não queria que ela fosse substituída. Mas Lucília segue na continuidade a esse respeito (parece).
De outros se dirá (ou se terá dito) que o ponto fraco é a corrupção.
Palavra que jamais se poderá associar a ela.
Escolha acertada sem dúvida
E democrática: aqui vai sempre a votos.
Para a Presidência da Republica a mulher que se deseja.
Agora só em 2021.
Se ele tivesse continuado, seria a primeira vez que isso acontecia.
É pena, porque eu tinha esperança que, a seguir, ela retomasse o caso submarinos e outros que estão congelados sem se saber muito bem porquê…
Não seria a primeira vez que isso acontecia. Cunha Rodrigues foi procurador-geral da República durante 16 anos, entre 1984 e 2000.
O caso dos submarinos é muito anterior ao mandato de Joana Marques Vidal, que durou de 2012 a 2018.
Falta aí o Juiz Carlos Alexandre e o Procurador RosárioTeixeira. Estes sim com a coragem de avançarem com o Processo Marquês.
Carlos Alexandre já foi Figura do Ano no DELITO em 2014.
Em 2014, ainda não tinha nascido para o delito
Nem sabe o que perdeu, eheh…
É consensual: a investigação criminal, com ela no vértice supremo do Ministério Público, deixou de olhar a ricos e poderosos, fingindo que os ilícitos não existiam.
Não é nada consensual.
Fingiu que não existiam ilícitos no caso dos submarinos.
Ainda não fez nada a Ricardo Salgado, que continua comodamente instalado na sua casa em Cascais.
Bom ano novo para si também.
Mas… não parece mesmo o Luís Lavoura a passar por membro da ACADO?!
Sim, o anonimo deste comentário (e do seguinte) sou eu.
Saiu como anónimo porque o nome foi desgravado da minha máquina.
a Aliança, que terá o primeiro teste eleitoral nas europeias de 26 de Maio
Não fale do futuro que é desconhecido.
A Aliança pode muito bem decidir não concorrer às europeias. Ou então decidir concorrer coligada com outros, em cujo caso não terá um teste eleitoral claro.
Bom ano novo para si também.
“Bom ano novo para si também.”
Não gosto que goze com os membros da minha associação.
E bom Carnaval desde já.
Não quereria dizer Comissão de Utentes do Delito de Opinião?
Boa escolha.
Vem provar que a idoniedade e o mérito se sobrepôem a ““Quem controla o passado, controla o futuro; quem controla o presente, controla o passado”.
Boa proposta para 2021 !
Orwell ‘vintage’.
Bom ano, Maria Dulce.
Bom 2019, Pedro
Nota-se logo a falta que faz uma pessoa independente naquele sítio. Já começaram a desaparecer coisas dos processos e tudo. Voltámos ao mesmo que havia antes.
O terceiro classificado dos delituosos foi primeiro classificado para a revista The Banker do grupo Financial Times.
http://daliteratura.blogspot.com/2019/01/c enteno-best.html
Eu concordo com o The Banker, não com (a maioria d)os delituosos.
Que chatice. Para a próxima, antes de votarmos, havemos de pedir a sua opinião. E à revista dos banqueiros também.