
Ana Vidal: «Acabo de receber, de uma amiga escritora brasileira, este video sobre o encerramento da Livraria Camões do Rio de Janeiro, uma importante ponte cultural entre os nossos dois países.»
Cláudia Köver: «Não sei o que me espera nos próximos dias em Lisboa (no livro, digo eu), mas sei que sempre que estou “lá por fora” sinto a falta desta cidade e de muita coisa que se representa neste livro: o vintage, o velho, o local remoto, romântico e por vezes esquecido e abandonado pelos seus próprios habitantes.»
José António Abreu: «Rotunda da Boavista, há cerca de uma hora. Um Ford Focus encontra-se parado na faixa interior, junto ao passeio. Lá dentro, um casal de idade. O homem, sentado atrás do volante, tem o braço esquerdo de fora, tão estendido quanto lhe é possível. Agarra pelos fundos um saco plástico que começa a sacudir. Caem bocados de pão no piso empedrado. De imediato, alguns pombos surgem junto ao carro. O trânsito não é intenso e os outros condutores vão-se desviando. Ninguém apita.»
Leonor Barros: «Nunca devia ter ouvido o meu pai, a minha mãe, os meus professores. Para quê queimar as pestanas? Mais vale ser motorista. Das pessoas certas, obviamente.»
Patrícia Reis: «O ordenado de Eduardo Catroga equivale a 7 anos de ordenado mínimo. O valor de mercado do senhor não sei, mas deduzo que o mesmo só possa ser avaliado se tiver um chorrilho de ofertas para trabalhar aqui e ali. Será o caso? Duvido muito.»
Rui Rocha: «E assim, de repente, parece-me que o Natal já foi há muito, muito tempo.»

O ordenado de Eduardo Catroga equivale a 7 anos de ordenado mínimo.
Ontem o meu filho disse-me que um dos jogadores menos utilizados da equipa de futebol do Barcelona aufere 14 milhões de euros por ano. Um trabalhador português típico, com um salário de mil euros mensais, precisaria de trabalhar mil anos para auferir o que esse jogador do Barcelona recebe num só.