
Portugal continua a ser o país do mundo com mais mortes e mais novos casos de Covid-19 por milhão de habitantes.
Vivemos num filme de terror – adiando decisões urgentes que acabam por ser tomadas tarde e a más horas. Em questões tão diversas como o encerramento das escolas, o fecho das fronteiras ou a retirada de circulação das chamadas máscaras comunitárias, que – elas sim – incutem uma falsa sensação de segurança perante as novas estirpes do coronavírus, ao ponto de já terem sido proibidas em países como Alemanha, França e Áustria.
Devemos questionar-nos: se chegámos a este triste primeiro lugar mundial, quem falhou?
Terão sido os especialistas técnico-científicos, que aconselharam mal, ou os decisores políticos, que não os escutaram devidamente e não agiram em conformidade?
Se foram os primeiros, porque continuam a ser consultados?
Se a falha vem dos decisores políticos, porque se mantêm em funções?
Impressionante, esta negação absoluta da ética da responsabilidade.
Com 11 pessoas a morrer por hora de Covid-19, questiono-me se uns e outros conseguirão dormir todas as noites.
ADENDA – Um abraço comovido e solidário ao José Meireles Graça.

É muito como diz, agimos tarde e a más horas. E seria bom que se apurassem responsabilidades. Mas neste país a responsabilidade morre tão sozinha como a culpa. E nem sei a que instituição isenta e democrática poderemos apelar para que se averigue tal coisa. Creio eu que não há nenhuma.
Aparentemente estamos mais interessados em apontar a dedo os políticos que falharam noutros países do que aqueles que falharam em Portugal.
Apesar de Portugal ter agora os piores índices estatísticos do mundo.
Dois pesos, duas medidas.
Essa é outra coisa que não entendo. Por que razão nos preocupamos tanto em apontar os erros dos outros e fazendo-o quase como delacção e até com certo prazer. É ver o argueiro sem ver a trave própria. Bastante me desgosta tal natureza.
se chegámos a este triste primeiro lugar mundial, quem falhou?
Possivelmente, ninguém falhou. Muito simplesmente, estamos perante uma epidemia virtualmente incontrolável. É um fenómeno da Natureza, que não se deixa controlar.
Você consegue ser mais papista que o papa. Até a ministra da Saúde admitiu “falhas de articulação” no combate à pandemia. aminho-dificil-marta-temido-admite-que-h a-muito-por-resolver-no-combate-a-pandem ia-13276641.html
https://www.tsf.pt/portugal/sociedade/c
Entretanto, números de hoje: mais 15.073 novos casos e mais 293 óbitos.
Prossegue o cortejo macabro. E nem uma demissão no horizonte.
a ministra da Saúde admitiu “falhas de articulação” no combate à pandemia
Sim, mas essas falhas certamente que não explicam o lamentável primeiro lugar em que Portugal está.
números de hoje: mais 15.073 novos casos
O que só mostra que as medidas de confinamento, decretadas há já mais de uma semana, nenhum efeito têm. Tal e qual como eu esperava. Tal como nenhum efeito tem o facto de toda a gente andar de máscara.
Muitas pessoas andam com máscaras que quase nada protegem.
Desde logo as máscaras de pano, artesanais, ditas “comunitárias”: muito ‘fashion’, mas só oferecendo um máximo de 40% de protecção – e só nos casos de lavagem diária a pelo menos 70 graus.
Isto antes das novas variantes do vírus que aí andam. Muitos especialistas consideram que essas máscaras tornaram-se ainda mais ineficazes na situação actual.
Mas a DGS insiste em manter o silêncio em torno disto.
Aliás há duas semanas que foram suspensas as conferências de imprensa da DGS. Quando o panorama se torna mais complicado e mais trágico, desaparecem de cena.
Muitos especialistas consideram que essas máscaras tornaram-se ainda mais ineficazes na situação actual.
Não sabem o que dizem. Porque é que são ainda mais ineficazes? As novas variantes são mais pequenas que as anteriores, e por isso penetram as máscaras mais facilmente?
Se há coisa que já vimos nesta epidemia, é que os supostos especialistas sabem tão pouco como todo o resto do pessoal.
Ninguém, na verdade, sabe como é que o vírus se transmite. É dificílimo ver um vírus em ambiente laboratorial, quanto mais em ambiente natural. Ninguém sabe, de facto, quais as formas e locais principais de contaminação.
A máscara, parafraseando a outra, dá uma falsa sensação de segurança.
Sim protege, mas nunca a 100%. Vou num comboio / metro, e mesmo assumindo que todos andam de nariz tapado (que não), há que use a máscara cirúrgica 15 dias, que a lave continuamente com álcool. Não é só perceber que tipo de máscara se usa, mas também como se usa.
Tal como nenhum efeito tem o facto de toda a gente andar de máscara.
Que disparate. Claro que tem. Tal como ter as mãos desinfectadas regularmente evita milhões de contágios.
Aliás, por causa desses 2 cuidados básicos, o vírus da gripe normal quase que desapareceu este ano — e se estas restrições se mantiverem até nem é improvável que desapareça inteiramente de algumas populações.
Há vários artigos de fontes credíveis online (Revista Nature, OMS. etc), basta procurar. Aqui está um de Maio do ano passado:
https://www.nature.com/articles/d41586-0 20-01538-8
Mas nos outros países também se demitiram? Só o italiano,mas esse não conta.
Quero lá saber dos outros países. Não sou italiano, nem sueco, nem americano, nem brasileiro, nem britânico.
Quero é saber de Portugal. Desde logo porque o nosso país lidera esta lista vergonhosa à escala mundial.
Leoapedro
‘Quero lá saber dos outros países’, então no não pode fazer comparações.
Posso, posso.
Quero saber quais as boas soluções que eles adoptam lá fora e tentar perceber por que raio o governo Costa adopta essas mesmas soluções mas sempre com imenso atraso: plano de vacinação (fomos os últimos), encerramento de escolas (fomos os últimos), distribuição de computadores para ensino à distância, encerramento de fronteiras, proibição de máscaras comunitárias, etc.
O que nao me interessa é escrutinar governantes estrangeiros. Interessa-me, isso sim, escrutinar os nossos governantes. Até porque nenhum país está tão mal como Portugal.
Você devia fazer o mesmo mas pelos vistos está contentinho.
Claro que não estou contentinho, ninguém está.
E também acho que muito tem sido comparado com o que se passa lá fora.
A comparação tem de ser em todos os sentidos. Não posso criticar a gripezinha e por cá foi por causa do Natal que atingimos números médios superiores aos outros países.
Tá bem que são mais umas achas a juntar aos fogos, tancos, pedreiras, procuradores, etc., que o milagre de Março/Abril 2020 estava a apagar.
O Natal é um embuste para culpar os Portugueses. O vírus foi deixado a solta, sem controlo e depois confina-se os fins de semana para fingir que vai ficar tudo bem, dá-se o Natal e em janeiro! Pimba! Foram os malandros dos portugueses que abusaram do chocolate!
Abram o olho!!!!!
Lamento, mas o PM falhou. Decidiu tarde e decidiu mal. Na primeira fase da pandemia esteve muito bem, fui dos primeiros a dizê-lo apesar de nunca o ter achado competente, apenas hábil. E mesmo assim já se notava que decidia tarde, sendo muitas vezes notório que estava a ser empurrado para decisões que não queria ter tomado. Mas tomou as decisões certas, e os custos foram mínimos.
Agora nesta segunda fase que começou no outono começou a notar-se o que já se tinha notado logo à primeira na Protecção Civil — estes organismos DGS, Protecção Civil, e aparentemente até hospitais…
https://observador.pt/especiais/entrevis ta-a-jose-fragata-os-hospitais-sao-locai s-de-emprego-para-delegados-politicos/
… estão minados de chefias que vêm do PS: são especialistas em gerir informação e os números para os telejornais mas não são especialistas das áreas técnicas onde trabalham. A colonização do aparelho do Estado por funcionários do partido do Governo é uma estratégia deliberada e como tal tem responsáveis políticos. E agora, juntando-se a decisões tardias e mal tomadas, esta estratégia está a ter custos mais elevados, tal como tem tido durante os fogos. E não estou a falar dos que foram empurrados para a estrada em chamas (isso foi outra coisa, que se chama Gêeneérrice).
E a ministra da saúde não tem responsabilidade? será por ser mulher?
Só para eu perceber(e não estou a defender nem o P. S. nem o primeiro ministro)quem vê neste País que nos ofereça uma alternativa?Que não venha dos quadros dos partidos,compadrio e sei lá mais o quê!
Meu caro, o PS é um governo legítimo — ganhou as últimas legislativas. Eu estou a falar de colonização do aparelho de estado, de colocar gente em todo o lado para blindar o sistema (isso é que é errado)
Não é uma questão de alternativa ao PS — a alternativa é não fazer isso. Isto é um problema cultural, vem da ética e da maneira de estar na vida. A alternativa é deixarem de ser mesquinhos e pequeninos.
Possivelmente, ninguém falhou. Muito simplesmente, estamos perante uma epidemia virtualmente incontrolável.
Se tivesse fechado os aeroportos a voos do Brasil e isolado os bairros problemáticos — em vez de ter medo de agir sobre comunidades PALOP se calhar os números eram diferentes. Porque o problema maior é um problema de comportamento — de alguns grupos e do Governo. Depois, há também os transportes (quem viaja neles, quem é?) um problema que ninguém teve coragem de tratar. E as escolas ficaram abertas porquê? Foi por causa dos alunos? Não, foi por causa das “clivagens”… na linguagem de pau da política i.e. as “minorias”
decisões urgentes que acabam por ser tomadas tarde e a más horas. Em questões tão diversas como o encerramento das escolas
As escolas não deveriam ter sido encerradas. Isso causa muito mais prejuízos do que benefícios. Aliás, causa prejuízos certos e evidentes, mas benefícios, há muitas dúvidas que os tenha.
O Governo português, como tem feito em quase tudo, foi lento a reagir e quando reagiu o tempo óptimo ou até bom da decisão já se tinha esgotado.
Tem sido assim em quase tudo: basta lembrar aqueles meses iniciais em que declararam, com inadmissível arrogância, que dispensavam incluir o sector privado e social no esforço conjunto do combate ao coronavírus.
Quanto aos estabelecimentos escolares, alguns dados:
16 de Novembro – Áustria encerrou escolas
6 de Dezembro – Suécia encerrou escolas
16 de Dezembro – Alemanha encerrou escolas
2 de Janeiro – Reino Unido encerrou escolas
Portugal só anunciou o encerramento das escolas a 22 de Janeiro! Quando já liderávamos o triste e doloroso top mundial de infecções e mortes.
Além do encerramento tardio o Governo proibiu as aulas por via digital, algo difícil de entender num primeiro momento. virus/2020-04-11-Um-computador-por-aluno-p romete-primeiro-ministro
Hoje percebe-se melhor porquê: em Abril do ano passado, o primeiro-ministro e o ministro da Educação prometeram distribuição maciça de computadores pelos alunos.
Palavra de ordem propagandística: «Um computador por aluno.»
https://sicnoticias.pt/especiais/corona
Dez meses depois, só 10% desse plano anunciado com enormes parangonas foi cumprido. lhe/governo-nao-entregou-computadores-pr ometidos-aos-professores
https://www.sabado.pt/portugal/deta
Podemos chamar-lhes incompetentes ou você fica muito ofendido com isso?
Quanto aos estabelecimentos escolares, alguns dados:
16 de Novembro – Áustria encerrou escolas
6 de Dezembro – Suécia encerrou escolas
16 de Dezembro – Alemanha encerrou escolas
2 de Janeiro – Reino Unido encerrou escolas
Noutro comentário, mais acima, o mesmo Pedro Correia escreveu
“Quero lá saber dos outros países”.
Não quero saber dos outros países quando o tema é apontar reponsabilidades.
Então se nós temos a pior situação do mundo para que me interessa elencar as culpas dos menos maus?
Interessa-me, isso sim, que ao menos saibamos copiar as boas soluções adoptadas lá fora. Infelizmente este governo nem isso sabe fazer.
Interessa-me que saibamos copiar as boas soluções adoptadas lá fora
Como sabe que o encerramento das escolas foi uma boa decisão? Lá por a Alemanha e o Reino Unido terem encerrado as escolas, isso não quer dizer que encerrar as escolas seja uma boa decisão. Aliás, atualmente a Alemanha e o Reino Unido estão em situações epidémicas muito diferentes; ainda mais, dentro da Alemanha e dentro do Reino Unido as situações epidémicas são muito diferentes (certas partes desses países estão muito mal, outras partes estão otimamente).
Não há nada, nenhum teste experimental, que nos permita afiançar que fechar as escolas seja uma medida correta.
Os países só fecham as escolas porque isso tem menos custos económicos do que fechar outras coisas, como por exemplo fábricas ou lojas ou restaurantes, e por isso é menos impopular.
A era dos irresponsáveis!
Todos são culpados ! Os negacionistas da vergonha aqueles da gripezinha, todos sem excepção deviam ser castrados por incompetência !
Sónia A.
Muito bem, Sónia A.! Capá-los, já! E deitar-lhes as partes para o lixo, sem remissão!
(E o que fazer aos que forem mulheres?)
Fiquei intrigado. No caso da Sónia, que parte do próprio corpo ela quereria mutilar?
O contrário de capar pode ser acrescentar? Nesse caso não há mutilação antes um acrescento punitivo.
Calma lá.
Todos são culpados não!u
Culpados são os conselheiros científicos que aconselharam mal, os especialistas em epidemias que deram recomendações erradas e os governantes que agiram tarde e a más horas deixando que Portugal seja hoje notícia em todo o mundo pelos piores motivos que poderíamos imaginar.
Esses tais continuam, apesar disso, a aparecer serão após serão em grande destaque nos telejornais.
E ninguém lhes pede responsabilidades.
A mim, causa-me muita impressão a proliferação de “especialistas” que aparecem nas TVs, perorando constantemente sobre a pandemia e a melhor maneira de a combater. Não compreendo como é que, nos hospitais públicos, é possível a qualquer bicho-careta ter liberdade para abordar na comunicação social em temas tão melindrosos, que até podem apavorar as pessoas mais frágeis, arrastando-as para situações de pânico, quantas vezes com resultados catastróficos para a saúde delas. Se essa gente se limitasse a divulgar factos, vai-que-não-vai, mas muitos avançam com os seus palpites, às vezes, despropositados, quase sempre com o intuito de meter medo e assustar o povo e valorizar a sua função.
Eu acho que as Tvs principais se deveriam unir para não darem notícias não confirmadas e não confirmáveis e apenas ouvir especialistas consagrados, de entidades credíveis e responsabilizáveis.
É um facto que a comunicação social não tem ajudado muito a combater a pandemia, parecendo que apenas estará interessada em aumentar as tiragens/audiências, o que é muito pouco numa altura destas.
Excelente comentário de Tiro ao Alvo. Desta vez, acertou no alvo!
“parecendo que apenas estará interessada em aumentar as tiragens/audiências,”
Claro. E muito dificilmente poderia ser de outro modo. Cada empresa tem o seu objectivo e os dirigentes competentes servem para os conseguir.
“causa-me muita impressão a proliferação de “especialistas” que aparecem nas TVs,” Só os epidemiologistas estudaram com profundidade o modo como as epidemias se propagam. Um médico, pode perceber muito de fígados ou de urologias mas disso não percebe nada.
Se fizermos um estudo estatístico conclui-se que muitos dão opinião por razões de opção política. A maioria dos comentadores conotados com a direita defende que a culpa é do governo e vice-versa (faz lembrar as opiniões sobre o desastre de Camarate).
Mas neste caso não é uma questão de atribuir culpas, é de explicar e compreender para daí concluir como actuar.
Até parece que o jornais estão todos os dias a aumentar as vendas. E as TV a aumentar audiências, em relação estações por cabo e outras formas de comunicação.
Até que enfim que alguém fala nisto! Pensava que era só eu a reparar! Toda a gente “bota faladura” . E mais não digo. Só assustam e baralham as pessoas.
perguntas absolutamente pertinentes
E muitas mais serão feitas aqui nos próximos dias.
É espantoso que se chegue a um extremo destes com todos nos mesmíssimos lugares: técnicos, “especialistas”, decisores políticos. Parecem colados às respectivas cadeiras.
Como se nada de grave se tivesse passado.
Qual o último Governo português que fez algo mais que gerir défice e manter umas quantas corporações caladas com umas benesses?
Alguma vez gente cuja carreira é feita a colar cartazes, arregimentar votos e fazer lobby conseguia gerir uma situação destas.
António Costa é o PM não pela sua competência em qualquer área de governação, mas sim porque é “habilidoso politicamente”.
Ao assacar de culpas… pese o exagero, temos o caso dos incêndios: na Amazónia é responsabilidade do Bolsonaro, em Leiria é a inevitabilidade do tempo seco.
Com a pandemia passa-se o mesmo: jornais e televisões que passaram meses a apontar culpas a políticos estrangeiros, chamando-lhes de tudo pela péssima gestão da pandemia, quando se referem à progressão galopante do Covid-19 em Portugal mudam a agulha e apontam o dedo… a nós, cidadãos, que somos irresponsáveis.
Duas grelhas de análise antagónicas. Uma para consumo externo, outra para consumo interno.
Claro que estas coisas ajudam a “compor a narrativa”: ica/noticia/vao-distribuidos-15-milhoes-e uros-destinados-media-1917205
https://www.publico.pt/2020/05/19/polit
Não há coincidências.
Tem razão. Mas continua a haver da parte de muitos portugueses,o não cumprimento das regras. Eu vejo pessoas sem máscara na rua,a conversarem alegremente quase colados e se multiplicarmos este comportamento pelo País todo,temos este descalabro.
” Mas continua a haver da parte de muitos portugueses,o não cumprimento das regras”
Mas ainda não percebeu que a culpa não é dos portugueses? A culpa é do Governo.
Nos outros países – segundo o padrão jornalístico corrente – a culpa é sempre dos governantes.
Mas em Portugal a culpa é sempre dos governados.
Há até um canal televisivo que tem pivôs armados em tele-evangelistas: adoram fulminar os espectadores com palavras punitivas, chamando (no mínimo) irresponsáveis a cada um de nós.
Já mudei várias de vezes de canal quando vejo esses evangelistas em antena.
Quero ouvir notícias, não quero ouvir sermões.
“chamando (no mínimo) irresponsáveis a cada um de nós.”
No trânsito, por exemplo, estão cheios de razão. Bem, concordo que não deveria ser “a cada um de nós” mas sim a “muitíssimos de nós”.
Tem tudo a ver: trânsito e pandemia.
“Tem tudo a ver: trânsito e pandemia.”
Obviamente. É tudo a respeito do comportamento dos portugueses. E há mais aspecto….Cada povo tem seu uso ……
Cada povo tem o governo que merece, dizem.
Mas os portugueses merecem um governo muito menos incompetente.
Desde que eles não saqueassem as caixas e prateleiras do Continente da esquina, dos que agora reclamam por “responsabilidade”… estava tudo bem. Aliás, basta percorrer a maioria dos “posts” sobre a evolução da Covid-19, aqui neste blogue, para nos apercebermos que sempre que os nossos governantes tentavam apertar um pouco a “coisa”, logo surgia a lengalenga dos “Direitos, liberdades e garantias fortemente condicionados (…) Como bem alerta a Ordem dos Advogados, (…) são uma «fortíssima restrição do direito ao repouso e descanso dos trabalhadores»”
O Pedro Correia, tal como muitas outras pessoas, esquece o facto de que a 28 de dezembro, com as escolas abertas e sem confinamento, Portugal tinha ultrapassado a segunda vaga da epidemia e estava com uma média de menos de três mil casos diários (https://www.google.pt/search?sxsrf=ALeKk01DqpyK6yaF-KRxPBQo9luXsip_Dw%3A1611761937015&source=hp&ei=EIkRYKmYO6-j1fAPzqmy2Aw&q=covid-19+numbers&oq=&gs_lcp=CgZwc3ktYWIQARgDMgcIIxDqAhAnMgcIIxDqAhAnMgcIIxDqAhAnMgcIIxDqAhAnMgcIIxDqAhAnMgcIIxDqAhAnMgcIIxDqAhAnMgcIIxDqAhAnMgcIIxDqAhAnMgcIIxDqAhAnUABYAGDZFWgBcAB4AIABAIgBAJIBAJgBAKoBB2d3cy13aXqwAQo&sclient=psy-ab). Depois disso a situação descambou, em Portugal mas não na generalidade dos outros países, não se sabe porquê. Na mesma época, a epidemia que em Portugal se encontrava sobretudo no Norte transferiu-se sobretudo para a região de Lisboa, mais uma vez sem que se saiba porquê.
(Da mesma forma que no Reino Unido a Inglaterra está a braços com uma mortalidade terrível, enquanto que a mortalidade em Gales e na Escócia permanecem normais e na Irlanda do Norte até está inferior ao normal.)
Ninguém sabe explicar o comportamento desta epidemia. Muito menos sabe o que é preciso fazer para a controlar.
“Ninguém sabe explicar o comportamento desta epidemia.”
A culpa é do Governo. Demita-se o Ministro.
A culpa é do Passos, claro.
Ou do Hitler, como um idiota já apareceu aí a dizer.
“A culpa é do Passos, claro.”
Não. Vindo se si, a culpa deverá ser do PS.
Vindo da esquerda, então sim, é do Passos Coelho.
Cada um chuta do seu lado.
Vindo de mim? rases-de-2021-4-12289353
Eu não me chamo António Costa:
«Nesta terceira vaga as coisas estão a correr muito mal.»
https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/f
A situação parece agravar-se todos os dias — algo tem de ser feito rapidamente.
Impossível pretender resultados diferentes com os mesmos protagonistas, os mesmos decisores políticos e as mesmas “reuniões do Infarmed” incapazes de evitar a dramática situação actual.
” diferentes com os mesmos protagonistas” É isso, agora acertou. Entre os protagonistas está a população e não só os decisores políticos etc. Cada povo tem seu uso ….
“Entre os protagonistas está a população.”
Que frase bestial.
António Costa, Rebelo de Sousa e “a população” – todos “protagonistas”.
A situação parece agravar-se todos os dias — algo tem de ser feito rapidamente.
Porcaria de raciocínio. Lá por a situação se estar a agravar, isso não implica que se tenha de fazer algo – é possível que, seja o que fôr que se faça, tenha efeitos nulos ou até negativos.
Convém não entrar na loucura de agir só por agir, correndo o sério risco de não melhorar a epidemia mas piorar muitas outras coisas.
Não era um raciocínio — era o sinal para assaltarem o capitólio. Como a cantiguinha do Paulo de Carvalho.
Lavar as mãos?
“Devemos questionar-nos: se chegámos a este triste primeiro lugar mundial, quem falhou?
Terão sido os especialistas técnico-científicos, que aconselharam mal, ou os decisores políticos, que não os escutaram devidamente e não agiram em conformidade?
Se foram os primeiros, porque continuam a ser consultados?
Se a falha vem dos decisores políticos, porque se mantêm em funções?”
Primeiro diz que não sabe o que falhou, seguidamente diz que os responsáveis, – que não sabe quais são nem onde falharam – devem assumir responsabilidades.
Tome nota fazer sempre o que a Alemanha faz não é fazer sempre o correto. Esse país tem um histórico assustador em tomar mas decisões.
Já faltava este a falar do Hitler.
A Lei de Godwin nunca falha…
Daqui a bocado vem contar uma anedota soviética.
Quando não sabe o que responder, das duas uma: ou ataca a mensagem ou o mensageiro.
O que é que falhou concretamente e o que acha que devia ser feito?
Colocar o Rui Rio a governar parava a epidemia?
Ou tinha de ser o André Ventura a ir lá correr com o vírus à pedrada?
Você quando não sabe o que há-de dizer fala do Hitler.
A Lei de Godwin em todo o esplendor.
Não respondeu às perguntas.
O que propõe que se faça?
Quem são os culpados?
Porquê?
Quem fazia melhor, porque pensa isso?
Está-me a parecer que é uma daquelas pessoas que culpa o governo por ter chovido no dia em que queria ir à praia.
Culpo o governo por ter mentido reiteradamente.
Costa voltou a fazê-lo ontem, na entrevista à TVI.
Isto nada tem a ver com idas à praia, como você sugere irresponsavelmente: tem a ver com vidas humanas.
A culpa é toda dos ciganos?
Chamem o André Ventura!
Bem queria parecer que ele era um cigano finório.
Vocês vivem todos em redomas !
Se eu pudesse falar (e de certeza muitos mais) ficariam a saber-se factos extremamente graves que se passaram e passam diariamente pelo nosso país mas o medo é mais forte e a impunidade é lei como se comprova amiúde e nem seria necessário haver pandemia.
WW
Não pode falar porquê?
Alguém lhe dá tau-tau?
Simplesmente nojento!! Há que aproveitar, usar os infelizes como arma de arremesso politico. Como está na moda dizer-se: “O Estado falhou! Vamos fazer uma comissão parlamentar de inquérito!!
Vergonha
Realmente é assustador o que está a acontecer em Portugal.
Na Alemanha, as máscaras comunitárias continuam a ser permitidas ao ar livre. Desde segunda-feira, dentro de edifícios e nos transportes públicos, é obrigatório o uso de máscara cirúrgica ou FFP2.
Mas o importante é também não criarmos uma falsa sensação de segurança. A melhor máscara de nada adianta se não for usada correctamente. Continua a ser imprescindível, sempre que possível, respeitar a distância e evitar ajuntamentos. Estas regras devem ser cumpridas também na rua, onde uma conversa entre duas pessoas, sem a distância mínima de 1,5 m, é igualmente perigosa, mesmo de máscara. Só a FFP2 será quase 100& eficaz, numa situação destas, se usada correctamente. Se uma dessas pessoas for um homem de barba, por exemplo, não tem hipótese de protecção total. Isto não é anedota: na Alemanha, apela-se aos homens de barba que a cortem.
O problema, em Portugal, é sempre o mesmo, Cristina: quando as soluções correctas são enfim adoptadas surgem sempre com tanto atraso que o seu grau de eficácia fica logo diminuído.
Isso deve-se antes de mais nada à incapacidade do PM de tomar decisões incómodas em tempo útil. Detesta tornar-se impopular.
Vou dar um exemplo: o fecho das escolas. Vários ministros vinham defendendo há semanas essa medida – com destaque para a ministra da Saúde. Costa resistiu até ao limite: só no dia 22 assumiu enfim o inevitável.
Sim, o Costa quer ser compincha. Deve ser essa a explicação para o caso do Natal. O mais interessante é tão pouca gente o criticar.
“mais nada à incapacidade do PM de tomar decisões incómodas “
Eu não disse? Se fosse com o Passos Coelho, outro galo cantaria.
Doze mortos por hora neste dia 27 de Janeiro de 2021.
Portugal continua a ser notícia em todo o mundo. Pelos piores motivos.
Costa acaba de dizer na TVI que se soubesse o que sabe hoje “tinha confinado mais cedo” no Natal.
Mas esta gente não ouve os especialistas? Ou os especialistas estão lá só por cunha partidária e não aconselham porra nenhuma?
Isto é um governo ou um conjunto de baratas tontas?
Mais 293 mortos nas últimas 24 horas.
Mas Pedro, sinceramente, e sem querer tirar as responsabilidades ao governo (nunca irei entender a ideia de Costa de abrir a excepção do Natal), acho que tem havido muito desleixo, tanto da população, como de profissionais mais ou menos ligados à saúde. Há dias, houve o despiste de uma viatura que transportava vacinas, penso que na A2. E hoje isto: «Cerca de 600 vacinas contra a covid-19 ficaram inutilizadas devido a uma “utilização inadequada dos sistemas de refrigeração da farmácia do hospital”, disse hoje o Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS)».
https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/c ovid-19-cerca-de-600-vacinas-inutilizada s-no-tamega-e-sousa-por-refrigeracao-ina dequada
Assim não se vai lá.
Sim, Cristina. Há sempre situações de desleixo, negligência, irresponsabilidade.
Mas essas situações são potenciadas quando a autoridade política faz navegação à vista, como tem acontecido pelo menos desde Setembro.
Estavam avisadissimos quanto à segunda vaga mas deixaram andar, talvez confiando num novo “milagre português”.
A segunda vaga devia ter sido começada a preparar em Março.
Chamavam o outro, gizava um plano em 2 ou 3 dias.
Costa sempre disse que o SNS tinha capacidade para dar resposta à pandemia.
Mas esta noite já admitiu o envio de doentes portugueses para hospitais estrangeiros.
Argoladas atrás de argoladas.
Aldrabices atrás de aldrabices.
A China já faz testes ao covid via anal por cá é o atraso de sempre!
https://www.dailymail.co.uk/news/articl e-9192251/And-thought-nose-swabs-bad-Chi na-begins-using-anal-swabs-test-Covid-Be ijing.html
As máscaras, em princípio são para impedir a entrada do vírus.
Para impedir a saída do vírus será que vai ser obrigatório uma rolha FFP2 ou FFP3 ?
A palavra correcta em Português para essa opção é rectal. Vamos lá ver se ainda vai a tempo. Agora os jovens jornalistas copiam os termos em inglês sem pensar duas vezes e só generalizam a sua ignorância: não tarda vão encher as notícias com os “testes de via anal”.
Lembra-me do “inauguration” do Biden, traduzido para “inauguração”.
em vez de “tomada de posse”
Cambada de cretinos. E de ignorantes. Não têm qualquer conhecimento de língua portuguesa (nem de qualquer outra).
Quanto ao vetusto senhor Biden, aparenta já ter sido “inaugurado” há muitas décadas.
Calma que você não é dos grupos prioritários.
Segundo a capa do Público de hoje, as autoridades desconhecem a origem de 87% dos contágios.
Antes de entrarmos em acusações espúrias a tentar descobrir a paternidade da estupidez, e a vilipendiar os incumpridores, não seria melhor contribuir com alguma sensatez e tentar extrair as coisas boas das coisas más?Se continuarmos a insistir nesta espécie de inquisição, os ímpios podem ser todos castigados mas o vírus vai continuar. E a parvoíce também.
É o caso das máscaras, se uma não faz efeito põem-se duas. E porque não três? Ou quatro?
Será preciso um conselho de ministros, ou basta a certificação da Graça Freitas?
Parem um bocadinho para pensar, tirem lições do mês de Janeiro de anos anteriores, e parem de culpar o vizinho do lado. Precisamos de união e não de divisão.
Isso porque o Governo, falhando ao que prometera (outra promessa quebrada), nunca organizou o rastreamento das infecções. Foi tudo a olhómetro, pensando que o milagre se imporia neste doce país.
Quando a coisa começou a apertar, logo apareceu o PM a culpar “os portugueses” das infecções. E a jurar que a grande maioria dos contágios ocorria “em contexto doméstico”.
Sem fazer a menor ideia do que falava. Como rapidamente se percebeu.
Curioso: os mesmos “portugueses” responsáveis por votar Costa foram afinal “irresponsáveis” na questão da pandemia.
A bota não dá com a perdigota. Mas o PM só se preocupa é em sacudir água do capote. E empurrar com a barriga, algo em que é exímio.
Assino por baixo. Tanto no comentário do Carlos Sousa como na resposta do Pedro Correia. É isto mesmo.
as autoridades desconhecem a origem de 87% dos contágios.
mas sabem que não são nos transportes públicos.
Mas o Antonio Costa também desconhecia a variante inglesa em Dezembro, portanto…
A 20 de Dezembro, quando anuncia medidas fofinhas para o Natal, desconhecia em absoluto a variante inglesa.
Caso para perguntar, uma vez e outra e outra: quem são os supostos “especialistas” que rodeiam o PM que o trazem tão mal informado – ao ponto de por vezes transmitir a ideia de que ele é o último a saber?
Eu desta vez acho que está a ser injusto para o Costa (não é que ele não mereça, mas…).
Parece-me agora mais ou menos óbvio que os governantes não são culpados pela forma como o vírus se propaga num país. Não o era Bolsonaro, não o era Trump, não o era Wilmès. Assim como não devem colher os louros quando a população é mais ou menos poupada ao vírus.
Como já foi dito pelo Balio, não há nenhuns indícios de que os confinamentos funcionam. Os governos fazem confinamentos porque precisam de mostrar que estão a fazer alguma coisa (são jogadas políticas). Os números horrendos da Itália e da Espanha não melhoraram significativamente após os confinamentos. Outros países, como Portugal e a Rep. Checa, que foram relativamente poupados na primeira vaga, foram atingidos em cheio pela segunda e terceira vagas.
Quanto aos especialistas técnico-científicos não fazem mais do que expressar opiniões, uma vez que não há dados. Sem se conseguir identificar onde é que as infecções têm origem, é impossível avançar com respostas adequadas.
Os pneumologistas querem a sociedade toda fechada. Os especialistas em saúde pública e os epidemologistas acham absurdo fechar a sociedade em geral. Os matemáticos usam modelos totalmente desfasados da realidade para prever o apocalipse. São todos especialistas num determinado campo. E são todos ignorantes sobre a melhor forma de lidar com isto. Porque os cientistas não são bruxos.
O governo tem culpa sim do caos nos hospitais. Porque era aí que deveriam ter sido investidos os recursos. Foi absurdo ver o hospital de campanha de Lisboa vazio quando faltavam camas em todos os hospitais. O Governo é responsável por todos os que morrem por falta de assistência médica, com ou sem covid.
Agora culpar o Natal e os Portugueses que passam os concelhos ou não usam máscaras na rua é sacudir a água do capote. E não consigo compreender como esta estratégia de pôr as os Portugueses uns contra os outros tem sido bem sucedida. Aqui, a comunicação social totalmente acéfala, tem muitas culpas no cartório.
“não há nenhuns indícios de que os confinamentos funcionam”
Susaninha menos!
Use a cabecinha por favor! Pense um bocadinho, para não sair asneira.
Tó Zé
Se tem alguma evidência científica que prove o contrário, diga, não tenha vergonha de expor o que pensa. Mas apresente factos concretos, não ofenda as pessoas, fica-lhe mal.
O cavaleiro veio defender a sua dama, mas que triste figura!
Os seus factos pelos vistos é que têm valor científico fundamentados na cartilha de algum André Ventura acabado de sair da latrina.
Passar a vida a negar e a desvalorizar o covid, não é normal! Isso sim! Fica-lhe bem mal.
Haja paciência!!!
Tó Zé