Acho muito bem que o dirigente político socialista – Henrique Granadeiro – tenha recordado um dos negócios que Ferreira Leite fez enquanto ministra das finanças para combater o défice. Alguns foram verdadeiramente maus, como o negócio com o Citigroup ou a venda da rede fixa à PT (não tão mau quanto o i sugere, uma vez que compara valor contabilístico com valor real de um activo, não tarda e ainda vão noticiar que quando o Lehman Brothers faliu o valor contabilístico do grupo era positivo). Acho também muito bem que o partido no governo tenha navegado a onda com conferência de imprensa à mistura, uma conferência onde, embora ainda nada tenha visto a referir o assunto, o porta voz do PS terá certamente aproveitado para comentar a notícia de sábado do Expresso, não vá o PS deixar a ideia que pouco lhe importa que o primeiro-ministro falte à verdade em plena Assembleia da República.
Mas o reavivar das receitas extraordinárias de Ferreira Leite é benéfico porque, a bem da verdade, julgo que fará por recordar o que esteve na origem das mesmas: um pequeno problema de défice excessivo que o governo socialista de António Guterres, onde Sócrates era figura de cartaz, nos deixou. Problema menor que em nove anos, seis dos quais com os socialistas no poder, ainda está por resolver. Pode ser também, mas acho que já estou a pedir demais, que alguns façam por comparar as receitas extraordinárias que todos sabemos que foram utilizadas por Ferreira Leite para combater o défice, com as receitas extraordinárias que alguns fazem por esquecer que foram utilizadas por este governo para o mesmo efeito.



Dia 6 de Maio o PSD apresenta a sua lista às eleições europeias na "

Não pude deixar de reparar no autêntico Big Brother jornalístico que se tem feito à volta da Dra. Manuela Ferreira Leite. A cada passo da Dra. lá está o carro de directos, lá está a entrada no ar (em especial na RTP e RTPN), seja a propósito do politicamente mais relevante seja por um qualquer motivo de lana caprina.


Manuela Ferreira Leite disse que apresentou uma proposta para novo Provedor de Justiça, mas não o divulga.
A página dez do Expresso, que tem passado em branco neste sábado blogosférico, deve ser alvo de uma profunda reflexão.
