Muito bem


jorgeassuncao,

Acho muito bem que o dirigente político socialista – Henrique Granadeiro – tenha recordado um  dos negócios que Ferreira Leite fez enquanto ministra das finanças para combater o défice. Alguns foram verdadeiramente maus, como o negócio com o Citigroup ou a venda da rede fixa à PT (não tão mau quanto o i sugere, uma vez que compara valor contabilístico com valor real de um activo, não tarda e ainda vão noticiar que quando o Lehman Brothers faliu o valor contabilístico do grupo era positivo). Acho também muito bem que o partido no governo tenha navegado a onda com conferência de imprensa à mistura, uma conferência onde, embora ainda nada tenha visto a referir o assunto, o porta voz do PS terá certamente aproveitado para comentar a notícia de sábado do Expresso, não vá o PS deixar a ideia que pouco lhe importa que o primeiro-ministro falte à verdade em plena Assembleia da República.

Mas o reavivar das receitas extraordinárias de Ferreira Leite é benéfico porque, a bem da verdade, julgo que fará por recordar o que esteve na origem das mesmas: um pequeno problema de défice excessivo que o governo socialista de António Guterres, onde Sócrates era figura de cartaz, nos deixou. Problema menor que em nove anos, seis dos quais com os socialistas no poder, ainda está por resolver. Pode ser também, mas acho que já estou a pedir demais, que alguns façam por comparar as receitas extraordinárias que todos sabemos que foram utilizadas por Ferreira Leite para combater o défice, com as receitas extraordinárias que alguns fazem por esquecer que foram utilizadas por este governo para o mesmo efeito.

Os recuos de Sócrates


jmmcc,

Ao anunciar hoje que o Governo vai vetar o negócio da compra da TVI pela PT, o primeiro-ministro desdiz o que tinha dito ontem: que o governo não estava informado sobre aquele negócio e que nem tinha de estar. Ainda escaldado com o episódio caricato da véspera sobre o recente arguido do caso Freeport e o ministro da Agricultura, José Sócrates volta a ficar mal na fotografia.

Depois de adiar o TGV, de recuar no negócio TVI-Media Capital e do mais que se verá, temos um chefe do governo a especializar-se à pressa em manobras de marcha-atrás. Como ontem escrevi aqui, era só esperarmos um dia ou dois para vermos quem ficava mal. Também escrevi que Manuela Ferreira Leite teria o mérito de pôr fim ao obscuro negócio que se preparava. Dito e feito.

Quites?


jmmcc,

2004

O PSD no governo acorda o TGV com o governo espanhol e manifesta que quer avançar com o projecto.

O PS na oposição manifesta-se pela boca de Sócrates contra qualquer controlo directo ou indirecto do Estado sobre os media para lá do serviço público.

2009

O PSD na oposição diz que não há condições para avançar com o TGV e desvaloriza o acordo luso-espanhol.

O PS no governo diz que nada sabe nem tem de saber sobre o negócio PT-Media Capital e desvaloriza os interesses do Estado junto da PT.

Conclusão

Quites? Não me cheira.

Mais um dia ou dois e veremos quem fica mal.

Europeias (38)


Pedro Correia,

 

PAULO RANGEL E MANUELA FERREIRA LEITE

 

As sondagens definem uma tendência. E evidenciam um facto simples, que muitos analistas políticos, inclusive na blogosfera, se vão esquecendo de assinalar: mais do que em siglas, e muito mais do que em cabeças de lista, os eleitores portugueses tendem a votar nos líderes dos partidos. É isto que explica, em boa parte, o envolvimento directo de José Sócrates nesta campanha: o secretário-geral socialista percebeu, antes de qualquer outro estratego do seu partido, que ao lerem PS no boletim de voto as pessoas o associarão de imediato à sigla – e não pensarão no ‘independente’ Vital Moreira. Da mesma forma, em relação ao PSD, estará essencialmente em causa Manuela Ferreira Leite, há um ano como presidente do partido. E também não é por acaso que Rangel tem aparecido quase sempre sem ela durante a campanha.

Inútil, à direita, supor que duas semanas com Paulo Rangel na montra conseguirão ocultar um ano de desempenho de Ferreira Leite. Com a agravante, para o PSD, de a partir de 8 de Junho, ao viajar para Bruxelas, Rangel deixar de ser um possível trunfo eleitoral nas legislativas. Fica apenas Manuela Ferreira Leite.

 

ADENDA: Ler este artigo de Constança Cunha e Sá, que acerta em cheio.

Europeias (19)


Pedro Correia,

   

 

 QUANDO SE ESCOLHE NÃO SE COMPARA?

 

Lamentável, a entrevista de Manuela Ferreira Leite hoje ao novíssimo diário I. Não por falta de mérito da entrevistadora, Maria João Avillez, autora de algumas das melhores entrevistas publicadas nos últimos 30 anos na imprensa portuguesa. Todo o demérito é da presidente do PSD.

Reparem só neste trecho, que transcrevo com a devida vénia:

 

Mas vetou Marques Mendes na Europa.

Há aí uma confusão: eu não excluí ninguém, escolhi uma pessoa.

Preferindo-a a Marques Mendes?

Não, não preferi porque não fiz comparações. Escolhi. E há muito que tinha escolhido o Paulo Rangel. Estava escolhido, não fiz exclusão de ninguém.

 

Reparem só: Manuela Ferreira Leite admite ter escolhido "uma pessoa" para liderar a lista social-democrata às europeias sem ter feito comparações. Não sou eu a dizer isto: é ela a confessar em discurso directo. E garante que não excluiu ninguém – como se escolher não implicasse exclusões.

Certamente alguém se espantará que possa ter escolhido sem comparar, como ela confessa.

E eu, fiquei surpreendido? Claro que não.

O suposto luxo privado e comprovada opulência pública


André Couto,

Dia 6 de Maio o PSD apresenta a sua lista às eleições europeias na "Sala Broadway de um hotel de cinco estrelas, com tanta pompa que a circunstância exigiu a melhor roupa de domingo, os perfumes mais activos, um teleponto à moda de Sócrates e Obama e um filme a relembrar Sá Carneiro. Mas que ninguém se iluda, Manuela Ferreira Leite não gosta de espectáculo. [declarações de Manuela Ferreira Leite] "Esta além de simbólica é uma cerimónia muito simples porque nós não gostamos de espectáculo".

No dia 7 de Maio, a primeira edição de um jornal ao qual ainda ninguém pode reconhecer nome ou credibilidade, porque isso surge com o tempo, fala numa loja onde eventualmente o Primeiro-Ministro comprará a sua roupa, descrevendo inclusivamente o modus operandi do estabelecimento.

De um lado está em questão o dinheiro e a prática de um partido, do outro a vida privada e o património de um Homem, coisa com a qual ninguém têm nada a ver. Quero ver por que ruas andará agora a coerência...

 

(Também no Câmara de Comuns)

Apelo


André Couto,

 

Fonte "ultra fidedigna" comunicou-me que esta linha visa ajudar a Dra. Manuela Ferreira Leite a superar um problema de solidão que se tem vindo a agudizar nas últimas semanas.

Muitos dos que foram eleitos consigo viraram costas e muito do eleitorado tradicional do PSD tem-se transferido para outras cores, o que tem deixado a líder cada vez mais sozinha e com medo que os poucos que sobram abandonem o barco.

Devemos ter especial sensibilidade por esta mensagem ser eminentemente para dentro do Partido, um apelo desesperado para evitar a debandada geral.

Sejamos solidários com a sua causa.

Diz que disse que não disse


Pedro Correia,

Manuela Ferreira Leite voltou a meter os pés pelas mãos. Como quando falou em suspender a democracia por seis meses ou sustentou que não deviam ser os jornalistas a seleccionar as notícias que difundem. Entrevistada ontem por um Mário Crespo que se excedeu em benevolência, no prime time da SIC, a presidente do PSD abriu a porta a um entendimento com o PS para um futuro governo de Bloco Central, confirmando que as divergências com José Sócrates são de forma e não de fundo. Como tem vindo a ser hábito, não tardaram os oficiosos hermeneutas de serviço a traduzir as palavras de Ferreira Leite, procurando interpretar o seu verdadeiro pensamento sobre a matéria: diz que disse que não disse. É um clássico, desde que a ex-ministra das Finanças ascendeu ao posto supremo do partido: os seus apaniguados tremem cada vez que abre a boca. Confirma-se: a senhora não é fadada para estas lides. O PS só pode agradecer ao PSD. Espero sinceramente que Sócrates não seja ingrato.

 

ADENDA 1. Por tudo isto, não admira que personalidades do partido, como Marcelo Rebelo de Sousa, Pedro Santana Lopes, Pedro Passos Coelho e Nuno Morais Sarmento confessem não se ter dado sequer ao incómodo de ver a entrevista. E admira ainda menos que os votos de comunistas e bloquistas, conjugados, andem muito perto dos do PSD.

 

ADENDA 2. Curiosa, cada vez mais curiosa, a simetria entre José Sócrates e José Pacheco Pereira. Um queixa-se da ‘campanha negra’ contra ele, o outro queixa-se da ‘campanha ‘contra a líder dele. Desta vez, ao menos, Pacheco dispara contra "os jornalistas" em geral, sem fazer discriminações: a ‘conspiração’ é global. Aqui entre nós, que ninguém nos ouve, isto anda tudo ligado. E o Elvis não morreu: foi raptado por marcianos.

The Ferreira Leite Show! (*)


André Couto,

Não pude deixar de reparar no autêntico Big Brother jornalístico que se tem feito à volta da Dra. Manuela Ferreira Leite. A cada passo da Dra. lá está o carro de directos, lá está a entrada no ar (em especial na RTP e RTPN), seja a propósito do politicamente mais relevante seja por um qualquer motivo de lana caprina.

O giro é que, ao mesmo tempo que isto acontece e que a verborreia e o veneno saem disparados da boca de mil jornalistas e pivots, a oposição se continue a queixar dos meios de comunicação social e que o Primeiro Ministro seja acusado de condicionar os media, por mover processos contra quem incessantemente o difama.

Paralelamente é ainda engraçado ver que o eleitorado não absorve de forma alguma aquilo que esses mesmos directos lhe dão de alimento. De facto, quando a qualidade é escassa, quando as ideias são paupérrimas e os intérpretes pobres, pouco há a fazer. É que nem à força…

 

(*) Título do post inspirado no filme The Truman Show (1998) de Peter Weir.

Política de Verdade: A Mentira


André Couto,

Então mas a grande virtude da Dra. Manuela Ferreira Leite não era o facto de ser séria, marcando suposta diferença em relação aos outros?

Parece que a provecta idade e o ar politicamente correcto que lhe permitem apregoar a "Política de Verdade" Portugal fora se encontram sustentados em pés de barro. Digo isto porque no (altamente insuspeito) Público de hoje, Alberto João "Jardim revela ter negociado com Ferreira Leite a renúncia de duas candidatas, deixando o nome proposto pela Madeira em condições de ser reeleito" para o Parlamento Europeu.

A Dra. fez a negociata, deixou a Madeira satisfeita apesar da despromoção de Sérgio Marques de 6º para 8º, mas esqueceu-se que o Regime vigente é orgulhoso e tem de justificar ao País tamanho insulto. E justificou. Disse que não foi um insulto, disse com naturalidade que foi uma fraude à Lei das Quotas e aos Portugueses.

Fica à vista que Alberto João Jardim é no PSD quem pratica a Política de Verdade. E quando assim é, não há muito a dizer.

 

Europeias (4)


Pedro Correia,

 

 

ASELHICES E CALIMERICES

 

Bruno Faria Lopes tem toda a razão – depois de tão longa espera, não poderia ter havido pior ocasião para o anúncio da escolha do cabeça-de-lista laranja às europeias. Na óptica de um verdadeiro partido da oposição, claro. Nesse dia foi divulgado o mais recente relatório do Banco de Portugal, com previsões negras sobre a economia portuguesa – a tal ponto que levaria o Presidente da República a dizer que "não podiam ser mais negativas". Ao fazer coincidir com esta notícia o anúncio de Paulo Rangel como lider da sua lista europeia, o PSD retirou-lhe impacto – o que não se compreende num partido que se diz da oposição. Ou, o que se percebe menos ainda, retirou impacto ao anúncio da própria candidatura, que vinha sendo tão aguardado. O que só revela falta de pensamento estratégico e de cultura política na São Caetano à Lapa.

O Paulo Pinto Mascarenhas pôs o dedo na ferida: "Nenhuma mensagem – por mais verdadeira que seja – consegue alcançar a sua meta se não atingir o público-alvo, neste caso, os eleitores portugueses." Por outras palavras, a politica a sério não se compadece com amadorismos. Depois não admira que Manuela Ferreira Leite, transformada em Calimero, venha a público lamentar que ninguém a escuta. 

Europeias (3)


Pedro Correia,

  

 

GENTE DE POUCA FÉ

 

Ao apostarem nas melhores figuras das suas bancadas parlamentares para as eleições europeias, PSD e CDS revelam implicitamente que não depositam grande esperança numa vitória nas legislativas que lhes permita reeditar a coligação governativa 2002-05. Prescindir a um tempo de Paulo Rangel, que tem confirmado como líder parlamentar dos sociais-democratas as qualidades de tribuno que já antes demonstrara, e da dupla Nuno Melo-Diogo Feio, democratas-cristãos que são dois dos melhores deputados em São Bento, é indício de pouca fé dos católicos Manuela Ferreira Leite e Paulo Portas, mais apostados num brilharete nestas europeias – onde, por norma, os partidos da oposição costumam capitalizar votos – do que numa onda avassaladora que afaste José Sócrates do poder lá para Outubro. No fundo, por ironia, ambos desejam um acentuado crescimento da esquerda – único factor decisivo, segundo as sondagens, para retirar a maioria absoluta ao PS. O problema é que a esquerda tem receitas alternativas – boas ou más, o que constitui matéria para outra discussão – enquanto por parte da presidente do PSD só se conhece a sua obsessão pelo défice e a sua firme oposição actual ao TGV. Que haverá nela, verdadeiramente, de alternativa a Sócrates que possa incutir alguma esperança aos portugueses?

A resposta é-nos fornecida pela própria ex-ministra das Finanças: se ela pensasse seriamente vir a ser poder daqui a seis meses, não despacharia agora para Bruxelas o deputado que escolheu em Junho de 2008 para liderar a bancada do seu partido. Há gestos que valem mais que mil palavras.

Mais um prego no caixão laranja


josegomesandre,

Lê-se no Público: "O PSD está irredutível na recusa do nome de Jorge Miranda, proposto pelo PS, para o cargo de provedor de Justiça. A decisão final foi tomada ontem na comissão permanente do partido e radica apenas no facto de não ter sido uma escolha dos social-democratas, uma posição de princípio de Manuela Ferreira Leite.".  Se isto for verdade, é não apenas ridículo como absolutamente demolidor para a própria figura de Ferreira Leite, que anda há tempos a vender a ideia de que com ela a prioridade será sempre o país, e não os partidos. Esta era uma excelente oportunidade para mostrar objectivamente a tal imagem de credibilidade a que tantas vezes se refere, aceitando um nome com qualidades indiscutíveis para o cargo e libertando o país de um drama bizarro que se arrasta há meses, permitindo que se voltem a discutir as questões que realmente apoquentam a nossa sociedade. Prolongar esta polémica por querelas partidárias e "posições de princípio" assentes em meros joguinhos de poder é apenas (mais) um tiro no pé da líder do PSD.

Tudo negro?


jmmcc,

Manuela Ferreira Leite disse que apresentou uma proposta para novo Provedor de Justiça, mas não o divulga.

O PSD já deve ter um nome para cabeça-de-lista às eleições europeias, mas não diz quem será.

O grupo parlamentar social-democrata vai propor esta semana na Assembleia da República a criação de um fundo de emergência social público suportado pela periclitante Segurança Social, mas não indica o montante necessário.

Os sociais-democratas podem ter uma agenda de segredos, mas cheira-me é que perderam a agenda e estão completamente no escuro…

A página dez do Expresso (i)


André Couto,

A página dez do Expresso, que tem passado em branco neste sábado blogosférico, deve ser alvo de uma profunda reflexão.

Constando de um semanário insuspeito de apoio ao Governo, a sondagem que a preenche é no mínimo arrasadora das perspectivas de sucesso de Manuela Ferreira Leite e do PSD para as próximas legislativas.

O estudo, de pura comparação entre as personalidades, sugere que os entrevistados escolham entre José Sócrates e Manuela Ferreira Leite numa série de sete categorias. A saber: (1) competência para governar, (2) conhecimentos dos problemas do País, (3) conhecimentos dos problemas europeus e mundiais, (4) liderança, (5) determinação, (6) arrogância e (7) honestidade.

Destas sete, seis são categorias positivas, todas à excepção da arrogância. Nessas seis categorias, fazendo a média, Sócrates bate Ferreira Leite com uma média de 42,18% à maior. O cenário ganha contornos dramáticos se tivermos em consideração que uma das categorias é a honestidade e que apenas nessa Manuela Ferreira Leite ganha, ainda com míseros 4,1% de vantagem. Descontando essa categoria, Sócrates cilindra a líder do PSD com uma média de 51,44% de vantagem em média.

Nem com mais de um mês de furacão Freeport o PSD se aproxima de um cenário propício a sorrir e, pior que isso, a diferença no que toca ao barómetro da honestidade é residual.

Urge mudar algo, digo eu. A velha democracia agradece.

Quem será o Bruto de Manuela?


Pedro Correia,

  

José Sócrates desgastado, políticamente ferido pelo caso Freeport, incapaz de mostrar em 2009 um País melhor do que recebeu em 2005, seria muito provavelmente derrotado pelo PSD – se o PSD tivesse uma liderança carismática e eficiente, descomprometida com os erros do passado, e beneficiando do facto de os sectores políticos à esquerda do PS serem hoje mais fortes que nunca em Portugal, como demonstram as sucessivas sondagens. Uma rara conjugação de oportunidades que só por suicídio político os sociais-democratas não saberão aproveitar. Neste quadro, ninguém deverá admirar-se que na sede nacional do PSD perpasse por estes dias uma carga dramática digna do Júlio César. Só me questiono quem será o Bruto de Manuela Ferreira Leite. Talvez perceba alguma coisa de economia e fale com pronúncia do Norte…

 

Foto: imagem do filme ‘Júlio César’, de Joseph Mankiewicz (1953)

A minha fugaz paixão por Manuela


Pedro Correia,

Esta noite sonhei que me tinha transformado num fervoroso adepto de Manuela Ferreira Leite. Ainda estremunhado, manhã cedo, corri ao computador e cliquei o seguinte endereço: www.ferreiraleite.com/. Encontrei lá notícias como estas: Menezes defende ‘profundas transformações’ no PSD e Passos Coelho afirma-se disponível para ser candidato a primeiro-ministro. Mas este insólito sítio não oferece só notícias: também tem publicidade. Com anúncios assim: "Emagrecer 5 ou 25 quilos? A substância que faz perder imenso peso foi finalmente descoberta"; "Detective Paulo Gonçalves – Sigilo, Todo País/Ilhas – Descubra a verdade"; e "Encontre o amor em alguns minutos – Inscrição gratuita!"

Eu não encontrei o amor: desencontrei-o – e não há detective que consiga recuperá-lo. A minha fugaz paixão por Ferreira Leite desvaneceu-se nesse preciso instante. Percebi então que tudo não passou de um sonho.