‘Papamóveis’: cronologia (1)


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1930: Mercedes-Benz Nürburg 460

1960: Mercedes-Benz 300D Landaulet

 

1964: Lincoln Continental Lehmann-Peterson

1965: Mercedes-Benz 600 Pullman (ao tempo de PauloVI)

 

1966: Mercedes-Benz 300 SEL Landaulet

1967: Mercedes-Benz 300 SEL

 

1979: FCS Star (para a visita de Joao Paulo II à Polónia)

1979: Ford Transit (para a visita de Joao Paulo II à Irlanda)

 

1980: Mercedes-Benz 230G (para a visita de João Paulo II à Alemanha)

1981: Peugeot 504 (para a visita de João Paulo II a França)

‘Papamóveis’: cronologia (2)


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1982: Seat (para a visita de João Paulo II a Espanha)

1982: Range Rover (após o atentado de 1981, o primeiro com vidro anti-bala)

 

1982: Leyland 24-ton (para a visita de João Paulo II à Grã-Bretanha)

1984: GMC Sierra (para a visita de João Paulo II ao Canadá)

 

1985: Mercedes-Benz 500 SEL (ainda em uso)

1997: Mercedes-Benz S500

 

1999: mini-bus adaptado (para a visita de João Paulo II ao México)

2002: Mercedes-Benz ML430 (veio agora a Portugal)

 

2004: Fiat Campagnola (para uso no Vaticano)

2007: Mercedes-Benz G500 (substituiu o anterior, para uso no Vaticano)

Teixeira-santês…


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«Estas medidas são medidas  indispensáveis e necessárias.»

(José Sócrates em conferência de imprensa com perguntas e respostas… só para as televisões)

 

«Estou a fazer aquilo que urge fazer e que importa fazer.»

(Teixeira dos Santos na RTP)

A travessia do deserto


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Enquanto Bruxelas, o BCE, o FMI e as agências de rating não deixam fazer, enquanto o governo diz que faz e não faz e enquanto a gente diz que não paga e paga, a nova ponte de Lisboa é engavetada e a chegada de Madrid em TGV vai ser emocionante.

O mastrôncio familiar e o enguiço individual aqui apresentados vão ser de fabrico totalmente nacional e têm em vista a travessia do deserto da Margem Sul, no percurso Poceirão-Tejo, segundo informação recolhida pelo DELITO DE OPINIÃO.

O DO sabe também que está agora a ser encarada a possibilidade de desembarque em Lisboa através de uma ligação entre as duas margens do rio em confortáveis submarinos alemães, já encomendados e que deverão ser entregues até ao final da construção da via para o TGV.

Afonso Costa benfiquista


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A Câmara Municipal de Lisboa prestou homenagem ao Benfica, que foi para a varanda da autarquia com Luís Filipe Vieira feito novo Afonso Costa. A Câmara Municipal de Braga prestou igualmente homenagem ao Sporting de Braga. Fico mergulhado em dúvidas: com tantos concelhos por este país fora, que papel tão fundamental é que certas autoridades autárquicas têm junto de certos clubes da terra, por que razão só alguns clubes são alvo de incontida exaltação municipal, em nome de quê é que tantos clubes desportivos nunca foram convidados para passar a soleira das sedes municipais e que inspiração é que faz do futebol profissional o único contemplado?

Não sei se está bem ou mal, porque nunca parei para pensar nisso. Só sei que Rui Rio acabou com isso há anos no Porto. Não fez escola, é verdade, mas talvez me agrade mais.

Pensamento de elefante


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— Como é que fazes para te deslocar, se não tens patas? – pergunta o elefante à cobra que acaba de encontrar.

— É muito simples – responde a cobra. – Rastejo e isso permite-me avançar.

— Ah… E como é que fazes para te reproduzir, se não tens tomates?

— Também é simples: ponho ovos.

— Ah… E como é que fazes para comer, se não tens mãos nem tromba? – insiste o elefante.

— Não preciso – explica a cobra. – Abro a boca assim, bem aberta, e engulo directamente a presa com a garganta.

— Ah… Ok, ok… Então, resumindo… Se rastejas, não tens tomates e só tens garganta… És chefe de quê?

 

Com a preciosa colaboração de uma habitual e estimada comentadora cá da casa.

Os pensionistas e os outros


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Ainda estou a digerir a recente notícia que chegou a ser manchete num jornal de sexta-feira: o governo quer passar a conhecer as contas bancárias dos pensionistas. Deve ser uma medida moralizadora a favor da rectidão e das boas contas, da ética e dos bons costumes do regime. Em tempos de austeridade, acho a ideia brilhante, uma iniciativa exemplar. Convém sempre saber se não há alguma pensãozinha para cortar. Com um pouco de sorte, talvez encontrem por aí uma velhinha viúva que ande a arrendar um quartinho lá de casa a uma estudante ou a uma empregada de caixa que se mudou para arranjar trabalho na cidade.

Se esta medida inovadora e inesperada não é já a miséria a que isto tudo chegou, então é porque o padrão médio do miserabilismo nacional desceu mais do que eu julgava. Sabendo-se o valor vergonhoso da maioria das pensões e os 200 ou 300 euros mensais com que vivem milhares dos nossos pensionistas, a grande parte dos quais tem menos de 500 euros por mês, nem o diabo se lembrava disto. Ou antes: o diabo, por ser o diabo, talvez se lembrasse; só não acredito que o dissesse.

Perguntar-me-ão: por que raio me foge o texto para a miséria quando se fala em pensionistas? Eu entendo. Entendo que ser pensionista não é necessariamente ser pobre ou viver com sérias dificuldades. Mas fica-me o direito de ser eu agora a perguntar: por que raio se institucionalizou a confusão? E eu próprio respondo com outra pergunta: alguma vez alguém tem o atrevimento de chamar pensões às reformas milionárias?

Havia de ter graça. Que é feito de Jardim Gonçalves, que ninguém o vê desde que é pensionista? Coitado do Santana Lopes, tão novo e já pensionista. Será que Mira Amaral tem recebido a pensão de reforma a horinhas?

Não há como os Neandertais


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«O debate durou anos: o homem moderno (nós) e o Homem de Neandertal, hoje extinto, ter-se-iam cruzado e procriado juntos – ou não? Hoje a questão foi definitivamente arrumada pela genética, com a publicação na Science do primeiro rascunho do genoma dos Neandertais. A resposta? Sim!» É o que acabo de ler no Público. Só não entendi por que razão obscura escreveram «homem moderno» (com inicial minúscula) e «Homem de Neandertal» (com maiúscula). A menos que a genética também tenha confirmado que já não há homens (ou antes: Homens) como antigamente.

O que mais me intriga é que o «homem moderno» e o «Homem de Neandertal», como se diz acima, «ter-se-iam cruzado e procriado juntos». Eu sei que podiam ter-se cruzado e até podiam ter tentado a procriação — que o PS não descobriu nada de novo. Assim se vê como isso tinha de acabar em casamento. Mas que eles tivessem realmente procriado até me parece inconstitucional.

 

◊ Na fotografia, um Homem de Neandertal e um homem moderno que se cruzaram trocam impressões sobre a procriação.

Ideias frescas


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Vítor Constâncio ainda nem tomou posse como vice-presidente do Banco Central Europeu e já parece outro. Ontem, ao mesmo tempo que declarava insistentemente que não se metia em matérias que fossem da esfera de decisão do Governo, metia-se por elas dentro até ao pescoço: que é preciso acelerar a aplicação do PEC, que é preciso criar mais medidas de austeridade, que é preciso suspender as grandes obras e por aí fora.

Não há dúvida: Constâncio é o homem certo para o lugar certo. Não só ele se distanciou repentinamente do governo do seu partido como o BCE já começou a dar-lhe uma visão mais solta da realidade. Com ideias tão frescas, ainda não se prevê que o cargo que vai ocupar lhe crie cabelos brancos.