Enquanto Bruxelas, o BCE, o FMI e as agências de rating não deixam fazer, enquanto o governo diz que faz e não faz e enquanto a gente diz que não paga e paga, a nova ponte de Lisboa é engavetada e a chegada de Madrid em TGV vai ser emocionante.
O mastrôncio familiar e o enguiço individual aqui apresentados vão ser de fabrico totalmente nacional e têm em vista a travessia do deserto da Margem Sul, no percurso Poceirão-Tejo, segundo informação recolhida pelo DELITO DE OPINIÃO.
O DO sabe também que está agora a ser encarada a possibilidade de desembarque em Lisboa através de uma ligação entre as duas margens do rio em confortáveis submarinos alemães, já encomendados e que deverão ser entregues até ao final da construção da via para o TGV.



Depois de ver a apreciar estas duas maravilhas tecnológicas que aqui nos apresentas, fico verdadeiramente entusiasmado e só uma dúvida me assalta: isto está preparado para a bitola ibérica ou europeia?
Não tenho a certeza, mas sei que foram pensadas pela bitola estreita do ministro Mendonça.
Bitola etreita, João!!!????
Bitola estreita, Zé.
Desculpe lá, João. Eu pensei ( por isso sou careca ) em duas bitolas: 1.- Náutica (estou mais ou menos ligado a ela), que é a grossura de um cabo. 2.- Em sentido figurado = nivel ( intelectual, social, económico ) ; craveira. E nesta ultima não estava a ouvir ( com a vista ) onde se poderia encaixar. Agora já sei! Estreita. Esta coisa do ser iletrado é no que dá.
Não tem razão para se desculpar, amigo Zé. É apenas a semelhança entre a bitola da linha férrea e a bitola da “vontade” férrea daquele ministro. Eheh…
Boa! Já estava com a bitola do intelecto com uma interminabilidade férrea, porque a bitola da economicidade já se foi há muito ( sei que este governo nos vai por a pedir esmola, com as medidas que foram tomadas hoje, desta vez, ficamos com a bitolicidade grega). E esta, hem !? ( do saudoso Peça) Mas se não encararmos isto na brincadeiricilidade , estamos feitos! (aproveito para irritar também o Pedro)
Parece-me bem. Eu só lhe acrescentava umas asas, para o caso de os submarinos não chegarem a tempo por defeituosa negociação das contrapartidas. É que se esta geringonça chegar a Lisboa pela ponte velha, não há lagartas que lhe valham…
Os submarinos têm de chegar, Ana, porque são importantes no combate contra o desemprego. Têm de ser recebidos por algumas pessoas contratadas a prazo para a chegada e cada um deles vai abrir dois lugares no quadro: um piloto e um cobrador. Portanto, não podemos esquecer a “empregabilidade”.
Não há hipótese, pá! Acabei mesmo há bocadinho de ouvir que estão totalmente canceladas as admissões para a função pública durante não sei quantos anos. Só se entregarem à ‘iniciativa empresarial’ os submarinos…
Os submarinos vão ser público-privados, pá. Eheh…
Ah, bom, se é para combater as estatísticas do desemprego e parecermos um país rico, então vale a pena arriscarmos a vida!
Vejo que apanhaste a coisa.
Caro João, este protótipo é do submarino, ou é o TGV?
Nem uma coisa nem outra. Faz parte da… complementaridade.