Já agora, se me dão licença, junto-me ao José Gomes André e ao Paulo Gorjão e prometo que não vou ser maçador. É só para dizer que me pus a matutar no assunto dos cabeças-de-lista do PSD às eleições europeias e, a princípio, a ideia que logo me ocorreu é que dali não vai sair uma lista: com tantas cabeças, ainda acaba por se materializar naquele terrível dragão chinês.
Contudo, também vejo no caso mandarins a mais e aquela ideia passou-me. Foi quando cheguei à conclusão de que Vasco Campilho tem razão, ainda que não explique as suas razões: «Passos Coelho tem neste momento condições para ser um candidato ganhador a qualquer eleição que se proponha vencer» — escreveu o autor da petição que corre a favor do dito. E é que tem mesmo, garanto eu já aqui.
Quanto a mim, o imbróglio do caso não é esse. Tudo o que se tem dito e escrito sobre um cabeça-de-lista do PSD ao Parlamento Europeu continua na primeira forma. Isto é: volta sempre ao início. Porquê? Porque qualquer nome do já espesso rol que tem sido lançado é sempre um candidato vencedor. Seguramente. Vou explicar-me melhor.
O PSD está com expectativas muito baixas para qualquer das eleições à vista. Sem dúvida. No entanto — que diabo! — nem tudo ao mar, nem tudo à terra: um deputado europeu o PSD consegue garantidamente eleger. O partido está na mó de baixo, mas não é preciso exagerar. Sempre há-de conseguir um. No mínimo.
Portanto, voltem lá ao princípio, porque não adianta andar a dizer que este ou aquele é que é um vencedor certo. O cabeça-de-lista, seja ele quem for, tenho cá para mim que é um vencedor certo. Animem-se.