A morte prematura e inglória da petição de Vasco Campilho a defender a escolha de Marcelo Rebelo de Sousa para cabeça-de-lista do PSD às eleições europeias pode acabar com parte da polémica. Parte da polémica, talvez, mas longe de encerrar o problema real: o PSD tem a discussão do tema na praça pública, em lugar de se reunir para pensar em volta da mesa e esperar que saia fumo branco.
O problema é real, sim. A partir do momento em que o PS apresentou o seu candidato, o PSD não pode andar a perder tempo, sob risco de estar a gerar uma expectativa que venha depois a sair gorada: à medida que os dias passam, cresce a ideia de que o seu candidato será um peso pesado e torna-se a cada dia mais difícil atribuir créditos a alguém que não venha a corresponder a esta espera. Dificuldade acrescida porquanto, com tantas facções internas, não faltará certamente no partido quem depois venha cá para fora dizer mal do candidato, seja ele quem for.
Quanto a Marcelo Rebelo de Sousa, parece muito curiosa a posição que tomou sobre a petição que lhe era destinada: «Não estou para aí virado. Sempre fui muito mais uma pessoa de tarefas executivas.» Esta declaração ensombra sobremaneira a tarefa dos parlamentares europeus. Pelos vistos, executar seja o que for não é o forte deles. Este manto de suspeição sobre o papel deles é ainda mais negro agora, porque os próximos deputados europeus de Portugal vão ser aumentados de 3815 euros mensais para 7665 euros. Caramba! Fora subsídios e outras mordomias. Para, afinal, nada executarem. Podem, ao menos, mandar dizer de vez em quando como está a crise?

Caro João:
Proponho, desde já, o seu nome para o primeiro lugar na lista e depois pode ser o meu, que com aumentos salariais destes, julgo que vale a pena, ainda por cima em tempos de crise.
Mas julgo que esta medida é uma forma de dar apoio aos pobres deputados europeus, tadinhos.
Abraço forte.
Carlos Dias ferreira
Não estou para aí virado, Carlos. Também sempre fui muito mais uma pessoa de tarefas executivas…
Pronto, pronto, se ninguém mais estiver disponível vou eu, que apesar de também não estar para aí virado e sempre (mas sempre) ter sido mais uma pessoa de tarefas executivas, estou disposto a fazer o sacrifício…
A não ser nenhum de nós o “eleito”, acho que o PSD já tem uma candidatura natural para ombrear com a do partido do chefe: – Zita Seabra, naturalmente!…
Para seres tu, acho que tens de ingressar no PSD. E, depois, escolher a que PSD é que queres aderir…
Achas que será mesmo necessário? Olha que a petição do VC só recolheu até agora 360 votos…
e, sem grande esforço, eu acho que consigo mais meia dúzia deles…
Quanto à facção a escolher… isso é que seria mesmo o mais complicado… “Quantas sois?, quantas sois?…”
Elas que venham! Elas que venham!…
Onde está a crise?
Os salários dos eurodeputados têm de ser uniformizados para eles não se sentirem “inferiores”!
Os pobres coitados fartam-se de “trabalhar” e, para “trabalho” igual, salário igual! Muito bem!!!
A minha esperança, agora, é que os ordenados e reformas de miséria da maioria dos Portugueses seja equiparado aos restantes europeus!
Ou comem todos ou não há moralidade!
E não é que não há mesmo?!?