A maior do ano…


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Mais uma vitória da Polícia Judiciária: conseguiu deitar a mão esta semana a três milhões de dólares falsos, «a maior apreensão de moeda contrafeita deste ano». Claro que o montante é apreciável, mas como é falso tanto faz que sejam três milhões de dólares como três cêntimos, pese embora ser mais fácil encontrar uns milhões do que uns trocos. No entanto, parece que o valor tem relevância para determinar que é o maior registado este ano.

Ora, como ainda estamos em meados de Março, a pergunta tem razão de ser: será que a PJ costuma apreender moeda falsa com a impressionante frequência que pode inferir-se da notícia? É que eu, há dias, vi alguém na livraria que frequento a comprar três livros de uma assentada e, se querem saber, esta foi a maior compra de livros a que assisti este ano…

Bom proveito!


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Soube-se pela manhã que o ministro da Administração Interna tinha negado «qualquer mal-estar com o presidente da Câmara Municipal de Lisboa» e que os dois até iam almoçar juntos. Chegados a esta hora, parece que aquela notícia não teve desenvolvimento. Pode concluir-se, portanto, que o almoço lhes caiu bem e que também não sentiram qualquer mal-estar durante a tarde. Ainda bem.

O “se” angolano


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Esta primeira visita de Estado de José Eduardo dos Santos a Portugal poderá levantar muitas dúvidas e não há-de faltar quem lhe ponha todos os defeitos, desde a situação de um país em que o Presidente se eterniza no poder até ao afastamento entre Luanda e Lisboa que caracterizou muito tempo as relações bilaterais, passando ainda pelos poucos ou nenhuns privilégios ao investimento português em Angola (ao contrário do que acontece com a maioria dos Estados-membros da CPLP).

Um ponto, porém, deve merecer reflexão aos críticos: o Chefe de Estado angolano vem a Portugal em visita amistosa e, ao que tudo indica, apresenta-se aberto ao diálogo. Se assim for, é preciso que nos lembremos de que Angola é, cada vez mais, um destino preferencial dos portugueses que partem empurrados pela crise internacional e pelo desemprego. E, pelo crescimento potencial de Angola, é também alvo apetecido dos investimentos nacionais.

Perder estes dois aspectos de vista é ignorar os nossos próprios interesses. Porque, se o mundo inteiro entrar em recessão, ninguém ficará espantado se viermos a verificar que Angola será o último país a senti-la e o primeiro a sair dos indicadores negativos. Mesmo assim, nada disso em Angola é inteiramente presumível: só se.

Espreitadelas


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Prós e Contras: "Como responder à crise?" Tenho estado a dar umas espreitadelas e não me convenci. A crise também não fez qualquer pergunta, não é? Deve ser por isso que sobram palpites e faltam respostas. A Fátima Campos Ferreira está com um decote muito ousado. Será uma resposta à crise? Tenho estado a dar umas espreitadelas.

Vale tudo


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A UNITA diz-se burlada por Vale e Azevedo, que teria conseguido sacar um milhão de dólares ao partido angolano e faltaria depois à promessa de investimento acordada como contrapartida. Agora, a UNITA pede a insolvência da empresa de Vale e Azevedo em Londres e o tribunal superior britânico está a analisar o assunto.

Pelos vistos, nem em Inglaterra Vale e Azevedo sossega. Mas a UNITA também devia saber com quem se mete…