Passado presente (XXIV)


jmmcc,

 

Citroën 2CV

(França, 1957)

27 comentários em “Passado presente (XXIV)”

  1. As marcas deviam manter a produção de certos modelos. Até podiam botar airbags, fechos centralizados, vidros eléctricos, direcção assistida, travões abs e o diabo a quatro…desde que andassem por aí a “charmar” a existência.

    1. Talvez ganhem ainda mais ‘charme’ depois de terminar a produção.
      Uma coisa é certa, neste caso: com aqueles vidros laterais, fixos atrás e a metade inferior dos da frente a abrir por fora para cima, não seria fácil electrificá-los!

  2. esse carro, do qual eu sou mais novo mais novo dez anos, foi o carro do padre da minha terra.
    se não era este, era um igual.
    mas olha que não havia muitos desta gama.
    se realmente é este o carro, andei nele muita vez, pois pode até nem parecer, mas cheguei a estar muito ligado a essas coisas da paróquia.
    mais uma vez, e apesar da minha tenra idade, tenho saudades do que vi.
    e este carro era realmente digno de se ver.
    obrigado pelo post.

    1. Fico satisfeito por agradar. Este carro é nostálgico até ao último parafuso e este exemplar é das primeiras séries, nas quais este cinza-rato foi muito típico.
      Quanto ao mais, não vejo por que possa não parecer que chegou «a estar muito ligado a essas coisas da paróquia». Não creio que seja alguma vergonha.

  3. Há uns 20 anos, um colega de faculdade possuia um 2CV. Quando lhe perguntei que tal era o motor, respondeu-me que “acelerava até cheirar a fumo, abrandava até o cheiro passar e assim sucessivamente”. Máquinas simples e fiáveis.

      1. Confesso que não associava, apesar de lembrar-me perfeitamente da série em questão. Especialmente do filme “Le gendarme et les extra-terrestres”, que vi inúmeras vezes e tenho no arquivo em cassete VHS (mas ainda bem que existe o youtube para avivar a memória).

  4. Eram anos marcadamente ideológicos, compadre. Havia, portanto, carros de esquerda e de direita desde esse final da década de 50 até meados da década de 70. Em França, os carros de esquerda eram estes 2cv e os Renault 4, por exemplo. Os de direita eram o Peugeot 404 e os «bocas de sapo» – De Gaulle, aliás, adoptou um destes como sua viatura oficial.

      1. Este não é o ‘boca-de-sapo’. De quaquer modo, o ‘boca-de-sapo’, amado ou odiado, foi um carrão espantoso, técnica e esteticamente, tanto nas soluções mecânicas e de segurança, como no arrojo e na comodidade. Uma sala de estar ambulatória, embora com manutenção delicada.

    1. De Gaulle também não tinha escolha: era o carro francês mais próximo de uma ‘limousine’. E ainda teve de ser um modelo criado especificamente como ‘limousine’, além do ‘boca-de-sapo’ aberto especial para as paradas e coisas do género.

      Já os 404, que começaram por se dar ares, acabaram (e bem, pela resistência) como carros de trabalho, graças ao motor francês a gasóleo que era alternativa ao modelo a gasolina para a família.

      Mas os 2CV e as 4L eram os carros dessa esquerda, sim. Isto remonta ao tempo em que os carros tinham personalidade, carácter vincado. Hoje são todos iguais, concebidos em túneis de vento.

      Actualmente, entre as marcas e modelos mais correntes, as excepções são o revivalista VW Beetle, alguns Saab e pouco mais. Os restantes são retratos uns dos outros.

  5. 4L? Qual 4L? Quatroéle, se faz favor. Tive um, belíssimo carro e que, na verdade, preferia ao 2CV (os meus pais tiveram uma Dyane). O 2CV (ou dois cavalos, se faz favor) era bonzinho, mas penso que as “quatroéles” sempre me deram mais satisfação.

    Lembro-me, contudo, de um amigo que, completamente embriagado, não deixou mais ninguém conduzir-lhe o dois cavalos a não ser eu. A razão? Eu era o único habituado àquele tipo de maneta de velocidades (semelhante à da quatroéle).

  6. O meu padrinho teve um dos primeiros ‘Pincha-Pincha’.
    Era uma festa para mim, meus primos e amigos, quando, ‘todos ao molho’, ele nos levava a passear!

  7. Belíssimo exemplar de – também este – «um dos mais influentes carros do Sec. XX».
    Pena o cenário, verdadeiramente ridículo, criado pela presença ao lado de uma «arrastadeira» pintada de azul cueca com as rodas amarelas… Quem teria tido o bom gosto de uma combinação tão feliz?…
    Conheci ainda bastantes destas belas máquinas a andar e (felizmente) eram quase todas pretas…

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