Blogue da semana


cronicasnofeminino,

Ler. Ler. Ler. Desejar dias longos sem amarras nem obrigações, dias em que nos rescostamos no mais confortável dos lugares e nos deixamos levar por um livro. Ou que agarrramos o que está à mão e, nos sítios improváveis, sucumbimos ao apetite voraz de devorar páginas, ou de saboreá-las com vagares de tempos suspensos. Livros. O que vos trago hoje não é propriamente um blogue mas é um dos sítios de que gosto muito. Apresento-vos Book Loving Girls.

Para algo completamente diferente


cronicasnofeminino,

Numa altura em que deixei de comprar jornais por razões de ordem diversa, cinjo-me neste momento à Papel. Textos de boa qualidade, diversificados, bem-humorados e sem as estopadas de política, crise, crise, política, os mandos do Herr Schäuble e a nudez da Frau Kanzlerin. Recomendo desde já este texto. Sabem os deuses como odeio a citação das pedras e do castelo e como me cubro de pena dos pobres escritores e outros que depois de mortos destaram a fazer citações em português do Brasil ou castelhano.  E agora vão lá ler. 

Longe de mais


cronicasnofeminino,

Mas alguém achará que esta contratação é inocente? Hoje ninguém fala de outra coisa. O melhor é irem aos bancos ver se ninguém vos foi à conta ou se ainda têm emprego. Enquanto o povo brade e se descabela pelo regresso do Sócrates pago com o dinheiro dos contribuintes, que bela jogada a do estratega por trás disto, esquece-se por momentos dos cerca de 18% de desempregados e outros tantos que vivem em condições deploráveis, mas são pobres e exigentes, querem as suas vidas de volta, deixá-los à míngua.  Fazer-nos levar com o Sócrates no canal público de televisão é de mais, porque o Sócrates é, como a outra, quer é festa. Quaisquer cinco minutos de fama são poucos. E por quê cinco minutos se se pode ter um programa? Já há muito que esta gente que nos governa ultrapassou todos os limites. Todos os dias são dias a mais.

A catificação* do jornal i


cronicasnofeminino,

Estaríamos no horroroso mês de Janeiro, odeio completa e absolutamente Janeiro, quando a uma concorrente de um reality show foi pedido que identificasse a Rússia num planisfério. A rapariga correu de ponteiro na mão para África com ar de barata tonta, perdida na imensidão deste mundo: muitos países, muitas cidades, muito de tudo, e, para piorar, perguntas daquelas mesmo mesmo difíceis. Este desnorte atribuído à falta de cultura pungente da concorrente serviu apenas para corroborar a tese de que quem concorre a semelhantes programas tem a cabeça cheia de vento e fá-lo à procura da fama sem mérito próprio. Hoje abriu-se um novo capítulo, suspeitei que a própria teria arranjado um emprego num jornal da praça. É que, a acreditar nesta notícia, a Roménia não é na Europa. A vida está difícil, muitos terão tido Geografia apenas até ao 9º ano, mas numa grande superfície poderão encontrar um planisfério, em dia de sorte, até com desconto em cartão. Havia necessidade, senhores jornalistas?

 

* Cátia. A concorrente chamava-se Cátia.