Enquanto Passos Coelho e os amiguinhos nos mostram a porta de saída, há quem tenha vergonha na cara: o chefe do Governo italiano pede desculpa aos jovens que se viram obrigados a deixar o país. Cada um tem o que merece e nós, a avaliar pela qualidade duvidosa dos governantes, merecemos muito pouco.
Descubra as diferenças
cronicasnofeminino,

Muito bem. Mas não faz muito sentido o seu aplauso. Porque não aceitam os diferentes serem diferentes?
Cara Leonor, aqui está regressada de mais uma ausência, e como sempre num apontamento muito certo. Na verdade também eu quando li que o chefe do governo tinha pedido desculpa aos jovens, percebi que provavelmente temos o que merecemos. Os nossos governantes não pedem desculpa, dão um pontapé no rabo dos nossos jovens e uma paulada nos velhos.
É triste, é o que temos, espero é que seja por pouco tempo, já não se aguenta mais isto.
bj
Olá cr :), sempre tão atenciosa. Ando meio fugida mas ainda vou aparecendo para meter umas farpas. Muito triste, muito triste mesmo.
Leonor, está correcto o que afirma. A qualidade é que determina o que merecemos. Repare bem, se temos governantes pouco ambiciosos temos de estar preparados para receber a miséria. Não tenha dúvidas, as pessoas agem com os outros de acordo com as suas próprias expectativas e ambições.
Não se esqueça que nós temos uma geração de políticos que vive de sonhos, de memórias da infância. Como a infância que tiveram lhes mostrou tantos a viver miseravelmente (e alguns deles provavelmente também) não se admire que seja isso que eles ambicionem para os outros. Citando um banqueiro: Se eles aguenta(ra)m, porque não nós. Só que aqui convém lembrar algo: Uns têm da mendicidade a garantia de continuar a funcionar (caso da banca em Portugal), e outros não (caso dos mendigos, jovens ou menos jovens).
Já agora, vejo que há aí uma componente discriminatória em seu texto: será que não se deu conta que estão muitos na mesma situação sem serem jovens?
Madre Teresa de Calcutá, depois de um encontro com Margaret Thatcher, resumiu esse encontro em resposta aos jornalistas que a entrevistavam da seguinte forma:
Ela, Margaret, conta pelas estatísticas. As contas que eu faço são as seguintes (mexendo o dedo em direcção aos seus interlocutores): Um, um, um, um, um, um.
Não há jovens nem menos jovens, há pessoas!
Não sei onde viu discriminação, anónimo, mas para que não restem quaisquer dúvidas, em momento algum penso que apenas os jovens são os atingidos por esta maldição que nos assola e consome. Somos todos, quase todos, há gente que continua a fazer as suas vidas relativamente normais. É claro que é dramático que um jovem não tenha emprego, é profundamente triste que tenha de abandonar o país, empurrado por esta situação mas os mais velhos preocupam-me muito. São eles que suportam neste momento duplamente os custos de tudo isto. Depois de vidas honestas de quatro décadas a pagar impostos não mereciam isto.
Prezada Leonor,
o seu texto ficou completo com este comentário. Não me senti em nada com o anterior, porque ainda não sou um idoso. Mas era necessário dar uma pequena achega.
Estes governantes desfazem-se em discursos sobre “os nossos filhos”, “o futuro que lhe oferecemos e deixamos”, tanta conversa fiada e ladaínha do arco da velha, que nunca sabemos se eles são actores ou viciados em conversa para adormecer “boi” (expressão brasileira de enfado).
Acresce a estes discursos uma palavra muito em voga: “solidariedade”.
Eu prefiro a palavra Misericórdia, porque esta só é aplicada onde existe miséria. E a miséria deles é tanta que é isto mesmo que lhes ofereço.
Já agora, por falar em Misericórdia, deixo aqui uma mensagem sobre a Misericórdia (a festa da Misericórdia foi introduzida por João Paulo II, tendo em conta as revelações feitas por Jesus a Santa Faustina Kowalska). Quem quiser saber mais, veja este vídeo do Padre Julio Gritti:
http://www.youtube.com/watch?v=IHq-UV0w4 qc