Sondagens para as autárquicas


Rui Rocha,

A Norte, as próximas eleições autárquicas prometem ter alguma piada. Em Braga, onde voto, o delfim de Mesquita Machado pode afogar-se. De momento não há esquina da cidade, acto público ou notícia do pasquim do PS em que Vítor Sousa, o escolhido do dinossauro bracarense, não apareça em pose de nababo. Só falta termos a fotografia do dito nos autocarros dos TUB (Transportes Urbanos de Braga) mas algo me diz que esse risco não corremos. Apesar de todo o investimento na imagem de Vítor Sousa (e meu Deus, como ele precisa) é capaz de não ser suficiente. Oxalá. Ricardo Rio, que se candidata pela 3ª vez pelo PSD, parece ser um tipo em quem se pode votar sem necessidade de recorrer às reservas de Alka Seltzer.  No Porto, Menezes, essa espécie de Sócrates regional do PSD, não tem vitória assegurada. O PS, honra lhe seja feita, contribui como pode para que Rui Moreira tenha algumas hipóteses, apresentando um candidato em forma de nulidade. Em Gaia, o nórdico Carlos Abreu Amorim parece ter o bilhete de regresso a lugar nenhum, onde mais ou menos se encontrava, razoavelmente assegurado. Mais tarde ou mais cedo, com os dotes que se lhe vão conhecendo, acabará por colocar o cabelo louro e os olhos azuis ao serviço da comunidade, substituindo Manuel Serrão num programa de análise de incidências futebolisticas. A propósito de futebol, o Fernando Moreira de Sá que não tem profissionalmente, como se sabe, nada a ver com tudo isto, acordou hoje mais cedo para reflectir sobre sondagens, estabelecendo um magistral paralelismo entre as previsões que surgiram para Porto e Gaia e as que foram apresentadas para as  eleições no Sporting. As guerras são assim  e quando um tipo está no campo de batalha acorda à hora a que for preciso. No que a isto diz respeito, recolhamo-nos em silêncio que há por aqui gente a lutar pelo seu modo de vida. E esperemos, entretanto, pelo evoluir da situação. A política não é o lugar ideal para darmos consolo ao nosso sentido de justiça. Mas, por uma vez, nas autarquias que, por um motivo ou por outro, me são mais próximas, as coisas não parecem estar completamente desencaminhadas.

2 comentários em “Sondagens para as autárquicas”

  1. Parece-me que, de aqui pelo Magreb, só aparece a sondagem relativa a Lisboa, mas, pelos arredores da dita, placards (ou outdoors, ou lá o que é) com enormes caras de sujeitos/as empestam ruas e praças, e alguns (dos tais placards) não estão lá de hoje nem de ontem: terão uma antecedência de uns bons 6 meses das eleições, e isto sem que haja notícias dos projectos que os tais sujeitos/as PORVENTURA terão para as autarquias a que concorrem. Não há p#t# de crise que chegue a estas palermices…

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