40 comentários em “Respeitinho é muito bonito”

  1. Era bem melhor que FJV não tivesse integrado o governo. Mas uma vez saído talvez fosse conveniente usar de uma linguagem mais adequada.
    Quando escrita, em contexto de romance, até pode ser natural. Em apreciação oral parece-me algo grosseira na boca de um ex representante da cultura.
    E depois admiram-se dos alunos…

          1. Concidadãos e seus mandantes…
            É de crer que a consciência, por parte dos deputados, de que estão na assembleia a representar outrém e por poder de outrém – que não o chefe, cacique, etc. – seja, infelizmente, muito ténue e difusa.

            A lei eleitoral não muda e eis-nos num regime que nalguns aspectos poderá já ser classificado de facto, como autoritário e em choque aberto com os princípios do estado de direito. É o caso, entre outros, do denominado acordo ortográfico.

    1. Grosseiro e desenecessário, seja. E a fúria infrene com que este governo se lança sobre os cidadãos, sugando-lhes tudo e mais alguma coisa, numa loucura fiscal sem precedentes e, agora, querendo lançar sobre eles o odioso de ser fiscal das finanças e convertendo um direito (o de exigir factura; se o comprador assim o entender) numa obrigação (a de exigir factura para suprir a ineficácia de um estado insaciável, impune e irresponsabilizável)?

      Isso é o quê? E não fundamenta o direito ao desabafo? Isso, ao menos? À grosseria, assaz benigna, ao menos, como forma de obter um mínimo de paz? Façam de nós parvos, mas saibam que nos sabemos ser esse o nosso desgraçado papel…

      O estado que procure ser bem educado com os cidadãos. O exemplo, diz-se, vem de cima…

      Costa

      1. Fundamenta o desabafo se FJV não tivesse feito parte deste governo. E antes que me tomem por alguém que não sou, se há governo que odeio do fundo do meu âmago (muito fundo, portanto) é este. Acho que fica mal a FJV usar esta expressão e pior ainda ao Relvas vir defender o indefensável. Quando o Arménio Carlos chamou ‘escurinho’ ao representante da Troika, caiu o Carmo e a Trindade, e muito bem, não vejo em que é que este ‘desabafo’ num blogue possa ser melhor. Não gosto.

        1. É certo, o homem desiludiu profundamente. A reviravolta patética que deu a propósito da infâmia de Foz-Tua e a adesão ao aborto ortográfico cá estão para o demonstrar. Sendo certo que neste último aspecto houve coerência, desnecessária, dispensável triste. Mas o homem é de há muito um amante de tudo, ou quase, o que seja brasileiro.

          Até o insulto adoptou uma fórmula brasileira, como muito bem aponta, uns comentários abaixo deste.

          Tem muito que trabalhar, FJV , para se demarcar destes que agora “lá estão” (sendo certo que os que antes lá estiveram – e lá voltarão – são tão maus ou piores). Se alguma vez o conseguir.

          Mas em abstracto, esquecido o autor da tirada, o que foi escrito só pode ser o que vai no espírito de tanta gente… Alguém o afirmou em público (e, tudo visto, com bem poucas culpas no estado geral do país; bem menos do que alguns respeitados fazedores de opinião que por aí peroram como virgens descidas há poucas semanas à terra). É tudo.

          Não desculpa, é certo. Nem o homem se retractou. Mas torna a hipocrisia um tudo nada mais aceitável.

          Costa

          1. Caro comentador Costa,

            Parece-me que Viegas, tendo percebido que o «acordo» não tem o favor da intelectualidade portuguesa, tentou – conseguiu – fazer-se passar por desafecto.
            A verdade é que que Viegas, que escreve croniquetas em jornais, gabava-se de ter sido o primeiro a escrever em acordês , por imposição sua no jornal que lhe publica as prosas.
            Viegas sempre trabalhou para a imposição do acordo aos portugueses – e se fosse de outro modo, nem Relvas (cidadão honorário do Rio de Janeiro) consentiria Viegas que ocupasse o cargo que ocupou.
            O “insulto” a um ex-colega de um governo – mesmo tão mau como este governo é – e de onde, se não foi mais uma mentirola, apenas saiu por doença (a cena do delíquio) devia dar-lhe alguma contenção.
            Resta esperar que que volte ao governo – merecia bem o lugar de Ministro da Marinha.

          2. Desafecto? Acha?… o homem continua a recorrer ao acordês. Veja-se o seu (dele) texto que aqui nos trouxe.

            Costa

  2. “Tomar no cú”? parece-me que este termo é uma tentativa (mal conseguida) de cumprir o AO de má memória.
    Toma-se no cú como quem toma uma caipirinha? Não perguntei a opinião da Edite Estrela, mas parece-me que em bom português se diz “vá apanhar no cú”, ou “vá levar no cú”.
    Teria talvez sido mais sensato se o ex SEC tivesse ameaçado mandar o tal funcionário ” prá puta que o pariu”! Parece-me mais português, mais nosso.
    Agora a sério: FJV não precisa disto para se demarcar de um governo onde esteve um ano e meio; bastava dizer que não está de acordo com o que quer que seja.

      1. O homem, em tudo o que se refira ao Brasil, perde a cabeça: até teve o desplante de acusar Eça de Queiroz de racismo (como se pode convidar alguém que comete uma infâmia dessas – porque é uma infâmia, um insulto imperdoável – para secretário de estado da cultura de Portugal é um mistério… Imagine-se que havia uma homenagem a Eça. O secretário de estado ia homenagear que, segundo ele, é um racista?: “Como se sabe, Eça [de Queiroz] era muito racista em relação ao Machado. Eça tem quase todos os pecados, ele era racista, machista… Ele era um homem muito fechado, provinciano. E ele nunca aceitou muito a concorrência do Machado.)”
        A coisa faz parte de uma entrevista que merece ser ouvida. Atente-se na pronúncia brasileira. http://www.saraivaconteudo.com.br/Videos/Post/43188

  3. Miguel Relvas, de cada vez que abre a boca sai asneira. Então ele respeita as opiniões de ex-membros do governo diferentemente das das outras pessoas? Por que motivo há de Miguel Relvas respeitar especialmente, particularmente a opinião de FJV, ainda para mais quando ela é exprimida desta forma?

  4. Na minha opinião, essa linguagem do FJV que andou sempre a ” lamber ” os pés do governo, só quer dizer uma coisa, que está profundamente ressabiado e a quantidade de sapos engolidos deve ter sido excessiva para a sua própria capacidade.
    Um ex. membro do governo, ainda mal saído e quente, mandar os seus ” amiguinhos ” tomar naquele sítio…
    Enfim, mas o Sr.Relvas respeitando a opinião dos ex´s, quer ver que também, vai ” tomar ” alguma coisa?

    Ai Leonor, este País está uma vergonha, até hoje nunca senti tanto vergonha de ser portuguesa como agora, e isso é muito triste!

  5. Infelizmente,este governo consegue provocar alteraçõess nas pessoas,
    Alguns dias um senhor que conheço,que é super calmo,disse os nomes mais feios que se podem chamar aos politícos ,por isso já não me espanta e compreendo bem a revolta de FJV.

    1. Claro que consegue, Isabel, é óbvio que sim, sabem os deuses o que me passa pela cabeça cada vez que ouço as notícias. O que me parece surpreendente é esta atitude quando ele também fez parte desta comandita. E a forma como o fez e, por último, o ar moralista de relvas como se fossem muito sérios e esta ‘opinião’ não fosse extremamente grosseira.

  6. 1-O ex-Secretário de Estado e deputado eleito (deve estar com mandato suspenso) deveria ter mais respeito.
    2-Gostaria de saber qual a sua relação com o fisco. Tem os impostos em dia?
    3-Como SEC foi uma nódoa, mas sempre atirando as culpas para os outros.

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