Fassistas!


Rui Rocha,

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA

Decreto-Lei n.º 51/2011 de 11 de Abril

Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 3 de Fevereiro de 2011. — José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa — Manuel Pedro Cunha da Silva Pereira — Alberto de Sousa Martins — Maria Helena dos Santos André — Ana Maria Teodoro Jorge — Maria Isabel Girão de Melo Veiga Vilar — José Mariano Rebelo Pires Gago — Maria Gabriela da Silveira Ferreira Canavilhas.

Referendado em 18 de Março de 2011. O Primeiro -Ministro, José Sócrates Carvalho

Artigo 127.º Envio e recepção de encomendas

1 — O recluso pode receber, através do correio, uma encomenda por mês remetida pelas pessoas que estejam registadas como seus visitantes, com o peso máximo de 5 kg cada.

2 — As encomendas referidas no número anterior não podem conter alimentos.

3 — O director do estabelecimento prisional pode autorizar o recluso que não receba visitas regulares a receber até um máximo de duas encomendas por mês, com o peso máximo de 5 kg cada, e a receber encomendas de pessoas que não estejam registadas como visitantes, após verificação da respectiva identidade e de declaração de aceitação do recluso.

Regras de colocação de utensílios na Ceia de Natal


Rui Rocha,

Prato de Serviço (base): prato maior, também conhecido como base, que serve para colocar o primeiro prato.

 

Faca de jantar: a faca maior, ou faca de carne, que deve ser colocada à direita do prato de serviço.

 

Faca de peixe: faca de formato especial que fica à direita da faca de jantar.

 

iPhone 6: smartphone da Apple que deve ser colocado à direita da faca de peixe.

A mordaça


Rui Rocha,

O Expresso publica na edição de hoje as 81 perguntas que faria a José Sócrates se a Justiça tivesse autorizado a realização da entrevista ao antigo primeiro-ministro. Cada uma destas perguntas que ficou sem resposta constitui um verdadeiro rombo no princípio da liberdade de expressão. No processo José Sócrates esta é a primeira situação em que uma análise imparcial permite chegar à conclusão de que o arguido está a ver violados os seus direitos. A detenção pode ou não ter sido excessiva, as violações do segredo de justiça podem ou não ter origem no próprio arguido, a prisão preventiva pode ou  não ter sido necessária e adequada. Com os dados que temos, não sabemos. E assim como o sistema de Justiça deve presumir a inocência do arguido, devemos como sociedade, até prova em contrário, presumir a inocência do sistema de Justiça. No caso da entrevista é diferente. A pergunta essencial é a seguinte: que perigos adicionais para a investigação seriam introduzidos pelas resposta às 81 perguntas que não pudessem decorrer, por exemplo, do envio de cartas pelo arguido à comunicação social? Mensagens cifradas, propósitos de agitação social, proclamações de inocência, ameaças? Pois é. Não há nada que a entrevista pudesse ter que não possa igualmente constar de uma carta. É preciso unir os pontos das 81 perguntas sem resposta. Se o fizermos, a imagem que nos aparece é a de uma mordaça. Uma imagem intolerável num estado de direito. Na minha opinião, Sócrates é uma pessoa muito pouco recomendável e foi um péssimo primeiro-ministro. Exerço a minha liberdade de expressão ao afirmá-lo. Lamento profundamente que José Sócrates, sem qualquer fundamento que o justifique, esteja impedido de exercer a sua.

 

Uma cajadada, três coelhos


Rui Rocha,

Os resultados desta sondagem do Expresso matam três coelhos com uma só cajadada. O primeiro  são as diversas teorias da conspiração congeminadas a propósito da prisão de Sócrates. O segundo  é o próprio José Sócrates. Se dúvidas houvesse, aí temos confirmada a absoluta irrelevância política actual do antigo primeiro-ministro. É provável que os próximos dias nos tragam mais cartas escritas a tinta vermelha com o objectivo desesperado de ocupar o chão que lhe desapareceu debaixo dos pés. O terceiro é, naturalmente, Passos Coelho.