The years of the grape depression
Rui Rocha,
As pessoas como os livros: com bons princípios.
Há poucas coisas mais divertidas do que quatrocentos e noventa romanos…XD.
Há poucas palavras menos espontâneas do que espontaneidade.
Com o passar do tempo, os góticos tornam-se barrocos.
A versão vegetariana do Macho Alfa é o Homem Alfafa.
As revistas femininas estruturam-se em torno de três assuntos principais: aceita-te como és, perde 10 quilos em 2 semanas, variações das receitas de bolo de chocolate.
O guarda-chuva é, simultaneamente, o complemento circunstancial de tempo mais utilizado e mais esquecido.
O tema da austeridade tem polarizado a discussão política em Portugal. Todavia, um outro igualmente relevante tem ficado, estranhamente, na sombra. Na verdade, se não faltam pungentes chamamentos que sublinham a necessidade de fazer frente à Europa para derrotar as políticas austeritárias (é ver os vibrantes discursos de Sampaio da Nóvoa, de António Costa e dos protagonistas à esquerda, em geral), poucas ou nenhumas vozes se levantam para exigir uma mudança à Eurovisão. E se há matéria em que temos sido humilhados, enquanto Nação, ano após ano, é a do Festival da Canção. Ora isto não é, não pode ser, um fatalismo. O desafio é enorme, mas o estado de coisas pode ser mudado. Aqui, como no tema da austeridade, existe um problema técnico que deve ser resolvido. Se é verdade que a própria configuração da Zona Euro e dos mecanismos da moeda única são, por natureza, desfavoráveis aos países periféricos, exigindo-se medidas que contrabalancem as ineficiências estruturais da União Monetária, é igualmente certo que as regras do Festival da Canção são completamente inadequadas à realidade portuguesa. Para melhor percebermos do que aqui se fala, recorro ao enquadramento teórico das vantagens competitivas de Porter: o que determina a capacidade competitiva de um país não é o que o país produz, mas o quão sofisticado e produtivo é esse país a fazer o que faz. Ora, o problema é que nós não somos competitivos a fazer concursos. As coisas são o que são e os concursos não são a nossa praia, lá está, não são a nossa zona de conforto. Urge, portanto, uma proposta política que ponha as pernas a tremer aos senhores da Eurovisão. Uma voz que exija mudança, que ameace partir os dentes aos burocratas do Festival da Canção. Queremos ser felizes, queremos ver as nossas canções cantadas por essa Europa fora, queremos boas pontuações. E queremos vitórias. Deus, como queremos vitórias. É assim imperioso que o Festival da Canção, tal como o conhecemos, seja substituído de imediato por um modelo com regras novas, adequadas à nossa realidade. É preciso que o actual sistema de concurso dê lugar a um outro em que somos absolutamente proficientes e em que temos cabais provas dadas de capacidade competitiva. Falo, naturalmente, de substituir, de forma irrevogável, o concurso pelo ajuste directo.
Todos os cominhos vão dar aroma.
Mas lá que a proposta de Pais do Amaral para comprar a TAP tinha mais detalhe do que o projecto de programa eleitoral com que o PS se apresenta para governar o país, lá isso tinha.
Quando ela te perguntar se aquela camisola lhe fica bem, faz-te de morto. Pode ser a única forma de sobreviveres.
A vingança já não se serve fria. Agora, emprata-se desconstruída e acompanhada por espuma de mirtilo com gelatina de chalota, hortelã e rúcula.
Se tens excesso de ilusões, conserva-as em tupperwares.
O Homem criou Deus porque era ridículo que o Big Bang tivesse um filho chamado Jesus.
Mantém-te atento: a falta de wifi pode causar síndroma de appstinência.
30 de Abril de 2015:
9 de Maio de 2015:
Incêndio em fábrica de lactícinios no Sabugal, Distrito da Guarda.
16 de Maio de 2015:
A benefício do património da nação espero bem, concidadãos, que as acusações a Marco António Costa não se confirmem. Porque, se calha de termos o azar de o ex-autarca de Gaia e José Sócrates se juntarem no presídio de Évora, demora menos que um fósforo a fazerem uma sociedade imobiliária e a venderem o Templo de Diana a turistas chineses.
Se és daqueles que leva tudo ao pé da letra talvez ainda não tenhas reparado que as letras não têm pés.