O estertor da candidatura de Maria de Belém


Rui Rocha,

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Chego à notícia da TSF, alertado por um uma transcrição feita no Facebook pelo Luis Aguiar-Conraria:

“Estou disponível para comparar a minha folha de vencimentos”, Marisa Matias estará? “É que não se pode dizer metade das coisas”, deixou no ar Maria de Belém, antes mesmo de fazer contas às remunerações dos eurodeputados. Ora, são 8 mil euros de ordenado base, 4 mil em apoios e 304 por cada sessão em que participam, “metade do salário mínimo nacional só por participar numa sessão”, insurgiu-se a socialista.

 

Trata-se de uma afirmação tão confrangedora como reveladora. Se dúvidas houvesse, na ânsia de atacar Marisa Matias, Maria de Belém diz claramente ao que anda. Para a auto-proclamada única candidata socialista, o mecanismo democrático é uma mera formalidade. Marisa Matias foi eleita para o Parlamento Europeu pelo voto livre de cidadãos eleitores portugueses, acedendo por isso também a determinado nível de compensação pelo exercício de funções? Pois bem, Maria de Belém não pode ser menos. Não interessa se se candidatou, se foi ou não eleita, se cumpre as obrigações, se exerce as responsabilidades. Belém compara-se com Matias pelo único ângulo que lhe interessa: o do valor do tacho. E se não chega lá por remuneração directa, tem de aproximar-se por subvenção. A canga, essa estará sempre sobre o cidadão, eleitor e contribuinte, que deve suportar a obrigação de proporcionar-lhe sustento. Belém é,  disse-o Caeiro e tem aplicação universal, do tamanho do que vê e não do tamanho da sua altura. Pequenina, pequenina, portanto. Bem mais pequenina do que a sua própria constituição já de si tão franzina. Com tamanha transparência reveladora  da sua infinita mesquinhez, Belém decreta involuntariamente a derrocada da sua candidatura à Presidência.

Toda a gente sabe que os homens são feios


Rui Rocha,

Peço desculpa, mas o silêncio do feminazismo empedernido (passe o pleonasmo) sobre os acontecimentos de Colónia só é uma surpresa para quem andar distraído. Já se sabe que ao radicalismo, a qualquer radicalismo, convém apresentar sempre o inimigo como uma massa homogénea à qual se atribuem as mais escabrosas acções. Ora, está bom de ver que à corrente feminazista não importa se os actos foram cometidos por brancos, amarelos ou negros, sírios, alemães ou portugueses, barbudos ou carecas. Já toda a gente sabe que os homens, todos os homens, são feios. Que são como animais. A premissa maior em que assenta a conclusão do silogismo feminazista é a de que os homens são maus. Ponto. Para quem tem esta visão das coisas, condenar os que cometeram os actos bárbaros de Colónia é perigoso. Poderia passar a ideia, por contraposição, de que há por aí outros homens que são civilizados, educados, respeitadores, companheiros, amigos, ternos, leais, interessantes ou até inteligentes. E isso as feminazistas não querem. Já se sabe que não há nada que perturbe mais a mensagem de ódio implícita no argumentário feminazista do que a evidência do homem que ama uma mulher.

Ele há cada Maduro


Rui Rocha,

Na semana em que o PS trouxe de volta os feriados religiosos, o senhor ministro da cultura pediu ao Altíssimo um milagre para ter mais meios para o seu ministério e revelou que a senhora sua mãezinha, se fosse viva que Deus a tenha, votaria em Maria de Belém. O Diabo seja cego, surdo e mudo, mas parece-me que já estivemos mais longe de ser visitados pelo Chávez em forma de passarinho.

Fernanda, explica lá esta coisa dos feriados religiosos


Rui Rocha,

Há feriados ditos religiosos com claro estatuto de festas de todos (sobretudo pagã, na sua celebração hedonista), caso do Natal e do 1.º de Janeiro? Há, e devem ser como tal assumidas. Já as determinadas, no espírito da Concordata, só para alguns – os católicos que cumprem deveres religiosos, e quão poucos são (13% em Espanha, por exemplo) – devem funcionar como dias normais para os outros. É isso respeitar a liberdade de culto, a soberania e a laicidade constitucional da República portuguesa – e, pasme-se, a Concordata. Mas o Governo que está escolheu o contrário.