É na política que somos todos


Tiago Mota Saraiva,

Hoje choca-nos. Sentimo-nos próximo. Reconhecemos as ruas de Paris e aquelas expressões de pânico parecem-nos familiares. Procuramos contactar quem conhecemos em Paris. Apetece-nos prestar solidariedade. Uma solidariedade que de pouco vale às vítimas – os mortos, sobreviventes e todos os que lhes estão próximos. 
É no campo da política que podemos agir. É aí que somos todos.
Perceba-se, de uma vez por todas, que mais policiamento e controlo não é garante que não volte acontecer. Abordar o problema desta forma apenas nos garante que acontecerão novos massacres cada vez com mais perdas do lado dos que passeiam na rua.
Este também é o tempo de mandar calar todos os que levantam dúvidas sobre os motivos da crise dos refugiados. É disto que fogem.
Repito, o que podemos fazer é agir politicamente. Contribuir para a paz e não espalhar a guerra. Hoje é um bom dia para avaliar as consequências da guerra ao terror, da existência da NATO e do papel que tem tido na escalada desta guerra.

Aprender, aprender sempre


Tiago Mota Saraiva,

Passados quase dois anos de ausência da blogosfera ensaio um regresso nesta casa histórica, provavelmente improvável, para um comunista.
Vivemos tempos interessantes, em que a política abafa as notícias sobre o mais mediático processo de corrupção ou sobre a última lesão de Fejsa. Tempos interessantes de discussões improváveis em que o espaço público (e também o Delito) é tomado por ensaios sobre a URSS, o PREC, o marxismo-leninismo ou o muro de Berlim.
Sei que não estarei à altura da intensidade de escrita de outrora mas tentarei não desperdiçar muitas oportunidades de discussões duras e acaloradas. Quanto mais não seja para que a ignorância e a falta de cultura não diminua a discussão política.
Olhemos para a polémica das últimas horas. Por pior que tenha sido o último governo não merece que o facebook oficial da JSD equipare a sua derrota na Assembleia da República à derrota do nazi-fascismo. Aos jovens, antes de mostrarem serviço, ter-lhes-á de ser explicada uma das citações mais sábias do senhor da esquerda e que dá título a este escrito.