Hoje choca-nos. Sentimo-nos próximo. Reconhecemos as ruas de Paris e aquelas expressões de pânico parecem-nos familiares. Procuramos contactar quem conhecemos em Paris. Apetece-nos prestar solidariedade. Uma solidariedade que de pouco vale às vítimas – os mortos, sobreviventes e todos os que lhes estão próximos.
É no campo da política que podemos agir. É aí que somos todos.
Perceba-se, de uma vez por todas, que mais policiamento e controlo não é garante que não volte acontecer. Abordar o problema desta forma apenas nos garante que acontecerão novos massacres cada vez com mais perdas do lado dos que passeiam na rua.
Este também é o tempo de mandar calar todos os que levantam dúvidas sobre os motivos da crise dos refugiados. É disto que fogem.
Repito, o que podemos fazer é agir politicamente. Contribuir para a paz e não espalhar a guerra. Hoje é um bom dia para avaliar as consequências da guerra ao terror, da existência da NATO e do papel que tem tido na escalada desta guerra.
É na política que somos todos
Tiago Mota Saraiva,

A Europa vai pagar todas as asneiras e tiros nos pés.
Os românticos lourenços-das- arábias e mais uns ingénuos europeísmos internacionalistas pós II grande guerra, estão (estamos) a colher os frutos que semearam.
Aconselho o estudo aprofundado sobre o que pensava da Europa e do mundo, o meu ídolo de Santa Comba.
Embora seja difícil a leitura para muita gente, devido a muitos ideologismos que cegaram muita gente.
Contribuir para a paz? Como é que se faz a paz com o EI?
Mesmo que culpássemos a NATO pela “escalada”, isso foi ontem. Hoje o problema que temos para resolver é este.
Num dia como hoje era bom que o seu contributo não fosse dizer que a culpa é nossa (da escalada), e que temos que fazer a paz, sem explicar como se faz essa paz. Ontem glorificou uma imagem de guerra que fez a paz em Berlim. Por isso quando falar de contribuir para a paz, deixe os unicórnios e seja prático.
PS:
Sim, é tempo de mandar calar os que levantam dúvidas sobre a vinda dos refugiados. Mas também é tempo de mandar calar os que acham que devem poder entrar sem um simples registo, que não devemos ser vigilantes, e que não lhes devemos exigir que respeitem a abertura da nossa sociedade (que a culpa não é dos cartoons), que não sejam misóginos, que na nossa sociedade não é admissível entrar num serviço público de cara tapada, etc.
Se o que procuram é a Europa é como europeus que têm que viver. Doutra forma, podem ir pedir asilo à Arábia Saudita.
Ena! O problema é a O.T.A.N.!…
LOL. Que textinho.
É tempo de os deixar os entrar por aí à balda e sermos todos amigos. Todos amigos mas à maneira deles, porque nós não prestamos.
A NATO bombardeou a Síria ou Eritreia? Essa é boa.
Qual país de “terroristas” invadiu um país ocidental?
“A existência da Nato…”
E já agora : – Os bombardeamentos russos ( lembrai-vos do míssil n Ucrânia)…
Não fora a Nato já tínhamos sido engolidos pelos pacíficos jiadistas!
“Hoje é um bom dia para avaliar as consequências da guerra ao terror…do papel que tem tido na escalada desta guerra”
Em 1942 morreram mais Russos ou menos que em 1941? E não houve escalada?
Em 1943 morreram mais Russos ou menos que em 1941? E não houve escalada?
Em 1944 morreram mais Russos ou menos que em 1941? E não houve escalada?
Em 1945 morreram mais Russos ou menos que em 1941? E não houve escalada?
Hoje ficámos a saber pela voz de um Comunista que afinal a Segunda Grande Guerra poderia ter sido resolvida “politicamente”.
Afinal a Grande Guerra Patriótica foi um erro.
A táctica do discurso Orwelliano que neste caso desce a um nível infantil:
Nas guerras dos Comunistas basta o outro escolher a guerra.
Nas guerras da Civilização Ocidental o outro escolher a guerra nunca é razão suficiente para existir guerra.
A culpa, o pecado original mora sempre no Ocidente.
O que está no discurso é o objectivo de o Ocidente não ter vontade de combater para poder ser mais facilmente tomado.
PS: “é o tempo de mandar calar”
E numa singela frase vemos a natureza da coisa. É só ter o poder.
A culpa é dos assassinos não só das espingardas, das facas e das bombas. Mas também e ainda mais dos assassinos da seriedade, da transparência, da democracia, do carácter , do respeito e da honradez. Andam por ai uns assaltantes assassinos e canalhas a querer servir salada de frutas estragada, contaminar consciências e destruir a razão. A existência de tais energúmenos não justifica o terrorismo de sangue, mas estes são ainda mais selvagens, e só para poupar uma única vitima inocente do fanatismo eram todos bem atirados para a frente de pelotões de fuzilamento. O argumento de traição á Pátria já levou a linchamentos destes por bem menos.
Saúdo, com alegria, o texto postado.
A lucidez, o equilíbrio e a coragem que o sustentam não são muito comuns por estas bandas.
Por respeito às vítimas de sangue, nada mais digo por agora.
Falaremos depois.
Apoado. Parece-me que estamos a ir um pouco tarde, mas deposito esperança que alguem politicamente competente( Merkl?) possa por juizo na cabeça destes antiterroristas que da boca para fora condenam;mas que não têm uma palavra para os que na siria, iraque, afeganistão, libia sofrem todos os dias com o caos agravado pelas invasões que bandidos dos países ocidentais, executaram até com argumentos falsos e inventados, sem que tenham sido politicamente ou moralmente condenados . Que país islamico invadiu um pais europeu? não merece uma reflexão? uma duvida sobre o que devemos fazer para apoiar a paz? porque será que as armas pesadas do daesh são tão boas ,novas e francesas? será que França anda há varios anos em guerra e não fomos informados? e isto de Paris é apenas uma mudança de local dos combates?