Há, de maneira geral, três géneros de comentários políticos na televisão.
Os que são feitos por políticos.
Os que são feitos por politólogos.
Os que são feitos por jornalistas.
Destes, lamento concluir, os melhores são feitos por políticos.
Os politólogos produzem, em regra, comentários irrelevantes. Há louváveis excepções, mas apenas confirmam a regra.
Os comentários mais fracos são produzidos pelos jornalistas da imprensa que têm assento quase permanente nos estúdios televisivos. Há excepções notórias também. Que não desmentem a regra.
Interrogo-me por que motivo as televisões não produzem, genericamente, os seus próprios comentadores. Preferem ter comentários proferidos por jornalistas da imprensa do que por jornalistas oriundos dos seus próprios quadros redactoriais. Custa-me entender o que ganham com a troca.

Hoje, como todas as Sextas-Feiras, estou consoladinho com os comentários feitos ontem pela dra. Manuela Ferreira Leite.
Nada melhor para uma sexta-feira, 13.
E, depois de ter ouvido a senhora afirmar que se estivermos no 0 e passarmos a estar no 1 houve uma subida de100%, fico 100% mais consoladinho, ou mesmo mais que 100%.
preferem jornalistas de fora, porque querem ter comentários mais descomprometidos, Pedro. 🙂
e também concordo, de uma forma geral, os melhores comentários são de políticos (a Quadratura do Circulo é um bom exemplo, deve ser o programa de actualidade política mais antigo e consegue manter-se na crista da onda)
É a aplicação ao jornalismo televisivo de um velho ditado popular, Luís: a galinha da vizinha é sempre melhor que a minha.
“… Os melhores são feitos por políticos”…
Talvez, mas, com certeza os mais hipócritas e desleais… É que a maioria deles (senão todos) já nos governaram…. e …. tramaram!
Mer**** por M**** prefiro os jornalistas.
Há políticos e políticos: uns só dizem banalidades, outros sabem argumentar e conseguem prender um auditório.
Quanto aos jornalistas, só não percebo porque aparecem tão poucos a comentar na TV que sejam oriundos das próprias televisões.
Caro Pedro,
ganham a vida, tal como você ganha a sua.
A questão reside em como ganham essa vida, pois o triste de tudo isto, ou melhor a minha desilusão é que ao contrario daquilo que eu acreditava na minha juventude, os meios pouco ou nada interessam para atingir os objectivos pretendidos e estes no final ou no principio são sempre e exclusivamente egoístas.
Não se sinta atacado, no fundo não estou falando para si, falo para todos os que alimentam estes dramas, também para os que se alimentam destes dramas, pois a sua obtusidade, ou certa ingenuidade, não lhes permite ver que as suas palavras são ruído que serve para entreter a maior parte e palhaçada para divertir a menor parte.
Mas há limites para tudo e quem procura sempre acaba sempre por encontrar. É que isto ao fim e ao cabo é tudo da mesma raça, há é alguns que não querem que seja assim, porque quando sentem que afinal são iguais aos demais tratam agir a fim de se desmarcarem. A coisa consiste em controlar o dinheiro, quem o controla controla a humanidade, e o resto é ruído de macacos.
Cumprimentos
Manuel
Caro Manuel, só fico preocupado com a escolha desse pseudónimo. Não prefere arranjar outro?
Mas isto tem cura, faça um agradável donativo, de preferência em euros, que eu mudo de nome. Caso não, uma cunha também dá-me jeito, se não quer ajudar então também não se preocupe com o meu pseudónimo.
Lamento, mas para donativos não dá jeito nenhum bater à porta de desempregados, como eu. Mas satisfaz-me saber que isso tem cura.
Considerei o seu pedido, poupo-o assim a essa preocupação, até porque não estou desempregado.
Mas nem por isso estou alheio a essa desorientação social, amigos e familiares sem emprego todos temos, e isso preocupa-me muito porque uma mente desocupada é um instrumento demoníaco controlável mas milhares delas sem emprego durante muito tempo…
E a Constança na TVI24? É a única excepção?
É precisamente uma das excepções. Outra é o José Gomes Ferreira, na SIC. Mas quase todo o comentário televisivo fica a cargo de gente que nada tem a ver com a televisão.
Ainda não consegui entender o porquê das televisões não contratarem os comentadores aqui do DO, refiro-me aos comentadores. Esta dúvida afigura-se-me como a quadratura do círculo.
Tanto esmero em produzir conteúdos da mais alta competência arqueológica (sim, arqueológica. Comentamos sempre a respeito de ossadas, ou quase sempre) e sem resultado palpável.
Tou certo ou tou errado!? (acabei do chocalhar a mão direita, mas sem ruído).
Nas caixas de comentários do DO não faltam comentários bem mais originais e estimulantes do que aqueles que vamos escutando serão após serão nas pantalhas.
Para mim salvo raras excepções, todos são maus. Os políticos só dizem o que querem e nada mais que isso, os politólogos vomitam a sua sapiência sobre o assunto e pouco ou nada acrescentam aquilo que nós já sabemos, os jornalistas são péssimos porque têm como missão informar e quanto questionam os políticos fazem perguntas banais e não passam daí.
Eu gostava que essas excepções se tornassem regra, Inês. Todos teríamos a ganhar com isso. A começar pelas televisões, segundo creio.